quinta-feira, 12 de maio de 2016

TEORIA DA SEMBLÂNCIA POLÍTICA – o caso brasileiro

Lacan diz que o significante é o peixe no fundo do mar que deve ser pescado pelo velho pescador como no romance o “Velho e o Mar”, de Ernest Hemingway. Porém, usando o pequeno submarino científico, o cientista (velho ou não) consegue submergir e visualizar os peixes de Hemingway.
Os significantes escritos na física geopolítica lacaniana são não significantes virtuais, eles são significantes submerso no mar dos significantes, na sociedade de significantes da escritura digital. Antes dos peixes pularem para a superfície do mar, eles ex-istem de fato no fundo do mar. Isso é epistemologia política militar da física geopolítica.
Lacan diz que o discurso político que fosse semblância sabe dos peixes no fundo do mar; ele se liga ao real que é o fundo mar da sociedade de significantes; alguns políticos ligam-se ao real; a maioria segue tal políticos; assim se constitui através dessa sabedoria política da elite (alto clero) da classe política seus heróis-cesaristas cuja atividade é de pastoreio do baixo clero, de preferência engordando-o e o mantendo andando.
A física vem há algum tempo observando os peixes da política brasileira e escrevendo-os na tela gramatical digital. Os poucos leitores da física quando descobrem isso na realidade dos fatos na superfície da política se deixam arrebatar por uma ação frenética de compartilhar meus textos. Antes disso, eles acreditavam que a física da política brasileira era mera ficção teórica como o professor de direito da UFRJ, que defendeu Dilma na comissão do impeachment do Senado. 
A política brasileira é 95% semblância. Há comunidades especializadas em criar a narrativa da semblância a ser irradiada na tela gramatical eletrônica (televisão), na tela gramatical sonora (rádio), na tela gramatical acadêmica (universidade), na tela gramatical política (Congresso Nacional/Senado). A tarefa da comunidade jurídica é repetir a narrativa da semblância ficcional inautêntica de que vivemos em uma democracia plena e vibrante fazendo pendant com a tela política, com a tela eletrônica, com a tela acadêmica da velha ciência política.
As profissões da Comunidade jurídica dependem de um regime que fosse semblância democrática na superfície de uma sociedade de significantes. No fundo do mar dessa, os peixes são aquela trans-subjetividade ditatorial. Logo, a ditadura Temer/Meirelles/Lula/FHC terá que funcionar em um discurso político que fosse semblância democrática. Os professores/advogados da FGV fornecem a narrativa semblância democrática, principalmente, para a GloboNews e para o Grupo Globo em geral.
A semblância democrática tem como função enganar as massas intelectuais, pois, as massas populares estão mergulhadas em um estado de guerra oligárquico permanente sem semblância. É por isso que o Grupo Globo mostra em imagens atrozes, brutais, e palavras eletrônicas eufemisticamente táticas o estado de guerra lumpesinal da tela eletrônica. Isso faz parte da gestão trans-subjetiva cotidiana das massas. As massas se veem na tela eletrônica (tela de narciso) e se apaixonam pelo estado de guerra lumpesinal. Velho truque do diabo: seduzir com adulação os homens.
O alto clero do Senado acenou com a narrativa da nação digital do século XXI desenvolvida pela física geopolítica. Ele quer expropriar o físico que pescou tal significante como no “O Velho e o Mar”. O problema que esta é uma narrativa da tela digital incompreensível para a lógica da tela eletrônica. O capital corporativo eletrônico transnacional encontra-se na origem narrativa da destruição da Nação. A Ordem Eletrônica Mundial pós-II Guerra Mundial se define pela falta do significante Nação. A resiliência de tal significante não explica o ressurgimento dele no século XXI. Trata-se de um peixe digital, não do velho peixe moderno do século XX que morreu por falta de oxigênio no mar da Ordem Mundial Eletrônica.
A semblância de que vai tudo bem com o capitalismo tem na comunidade dos economistas sua narradora. A narrativa de que não existe uma crise global do capitalismo mundial é obra dos economistas (jornalistas econômicos e governantes). Esta comunidade ainda não colonizou a tela digital, realmente. Ela atua no jornalismo de papel e no eletrônico. Agora, a comunidade provinciana dos economistas localizados no Brasil grita nas telas em tela que o governo Temer vai acabar com a crise econômica brasileira. Trata-se de pura semblância econômica para destruir o Estado nacional do século XXI se apoderando do capital público necessário para a ex-sistência da Nação dentro do Estado brasileiro. Sem Estado nacional, a Nação é só semblância de um discurso político que fosse semblância. A apropriação privatista-oligárquica do capital público (que vai ser apropriada pelo capital privado e pela classe política) é um crime cultural político como crime de lesa-majestade contra a soberania popular.  
Ao “fabricar” a narrativa da semblância democrática do governo Temer, a comunidade jurídica privada se constitui em uma prática de ações ditatoriais jurídicas que vão destruir a comunidade jurídica estatal. A promiscuidade entre essas esferas de tal comunidade (privada versus estatal) levará à desintegração da Constituição de 1988 e do projeto utópico de construção de um Estado Nacional Digital.
A classe política antinacional e antimassas nacionais (classe política contra o povo-nação) beberá na fonte narrativa jurídica da comunidade privada jurídica para reduzir o STF (MPF/PF) ao apêndice ruim (mauvaise queue) do poder da partidocracia, pois, isso é o fenômeno político Temer-  um fenômeno temerário rigorosamente! O ministro da Justiça de Temer é o centro real tático do campo de poder ditatorial temerário nessa conjuntura inicial.
Infelizmente, eu sou aquele que prega para um deserto de homens governados por máquinas de guerras políticas!    
                           

  

Nenhum comentário:

Postar um comentário