sexta-feira, 10 de julho de 2026

Vontade de poder fenilestético

 VONTADE DE PODER FENILESTÉTICO

05/07/2026



o metamaterialismo histórico se aproxima de Nietzsche através de Heidegger. A  metaideologia de Nietzsche é a realidade quimiosubjetiva histórico-ontológica como vontade de poder estético e/ou d’ars de uma forma de governo, seja como cidade-Estado territorial, seja como comunidade republicana, seja como Estado hegeliano,, seja como capital-Estado virtual big tech:

“Quando se tem uma interpretação do mundo, tem-se ao mesmo tempo uma interpretação do ente na totalidade> Não enquanto ‘entidade’ (verdade), mas enquanto ‘vida’ - ‘devir’; isto é, vontade de poder”.

“Arte- a saber a figura mais elevada da vontade de poder -; devir como constância do inconstante enquanto tal. CF. <Vontade de Poder>, n. 1046: ‘ É preciso que se compreenda o fenômeno fundamentalmente <artístico> que se chama vida - <o espírito edificante>..; portanto sempre e justamente metafísica - apenas metafísica da Vontade; cf. <Para além do Bem e Mal. n 36”. (Heidegger. Nietzsche. Metafísica e Niilismo. RJ: Relume Dumará, 2000: 64). 

o poder d’ars é um objeto quimiosubjetivo que a realidade da história-ontológica cria e recria como autoprodução de forma de governo do Estado ou do capital, resumindo. Portanto,  ponto-se-partida é o começo ou o fim da ontologia? A big tech criou uma ontologia como capital-estado virtual. É a forma mais acabada seja do Estado, seja do capital? fim da ontologia como metaideologia como pluralidade de gramática que cria o campo das ideologias, sja da fenilideia, seja da ideia retórica como vontade estética de poder. 

                                                    2    

A pesquisa da <técnica>, em Heidegger, não parte da técnica, ou como general intellect, ou capital ou Estado. No “Anomalia selvagem”, a técnica ainda é chamada de força produtiva. As relações técnicas de produção são o território da ontologia ou metaideologia do materialismo spinozista pára Negri. A metaideologia é a técnica da gramática que cria e recria o campo de fenilideologias de uma conjuntura histórico-ontológica. Há transformação da metaideologia da técnica idealista em Estado territorial, transformação da técnica materialista em capital territorial/virtual, e a transformação da técnica metamaterialista em capital-Estado virtual-territorial. A transformação da técnica virtual/territorial em capital-Estado, com o uso da energia dos países e da água cria uma ontologia completamente desconhecida para o homem. O capital-Estado virtual da big tech precisa do Estado territorial republicano, porém, ele não consegue acabar com o dualismo ontológico Estado territorial e capital. Sua lógica necessária é acabar com o Estado territorial republicano. Ora, é impossível acabar com o território geográfico só com a metaideologia do  materialismo das relações técnicas de produção. Assim, há a passagem para a ontologia do metamaterialismo na qual a química das afecções se torna técnica do capital da produção de mais-gozar. A teologia dualista mundo territorial versus mundo virtual aparece na discussão de Deleuze com Negri? A big tech americana precisa do processo de mundialização nas relações internacionais lugar em que está o Estado territorial republicano-hegeliano como o idealismo da técnica da razão absoluta na história-ontológica. A razão absoluta tem no general intellect a <força> da gramática que estrutura o mundo como poder d’ars de uma forma de governo.  

                                                     3

Anomalia selvagem é a imagem textual do capitalismo republicano holandes do século XVII. A crise do Renascimento desemboca no Estado barroco e no absolutismo. O capitalismo republicano é uma forma de governo materialista que já não é uma forma de governo puramente política. Ela é uma forma capitalista com metaideologia revolucionária do humanismo:

“o século XVII holandês  não conhece o barroco, em outras palavras, não conhece a interiorização da crise. É a verdade. Se durante a primeira metade do século XVII a Holanda é a terra da eleição de todos os libertinos da Europa, e do próprio Descartes, em busca de liberdade, nela não se encontrará entretanto nada do clima cultural francês, da crise que o esplendor dissimula com dificuldade, e que a grande filosofia s´faz exorcizar . Poder-se-ia dizer talvez que o século XVII nunca atingiu a Holanda. Aqui, tem-se ainda o frescor do humanismo inato. do grande humanismo  e do grande renascimento. Tem-se ainda o sentido0 e o amor da liberdade, no sentido pleno do termo, justamente o do humanismo: construir, reformar. Tem-se ainda em funcionamento, imediatamente visíveis, as virtudes revolucionárias sutilmente enfraquecidas pela crise nos outros países, e que o absolutismo em geral tenta anular em seu sistema político”. (Antonio Negri, A anomalia selvagem. SP: Editora 34, 1993: 32) 

A anomalia selvagem da Holanda corresponde à metaideologia selvagem criada por Spinoza como ontologia metamaterialista. Ela significa a revolução capitalista republicana no Estado absolutista barroco que aparece como solução para a crise estrutural do modo de produção feudal e para a crise cultural do renascimento. Uma reorganização metamaterialista começou com a química afeccional do campo de ideologias humanistas? 

                                                          4   

A crise da Europa como uno feudal gera uma realidade objetiva como <potência e ato em ato> plotiniano. (J-M Narbonne. La métaphysique de Plotin. Paris: J. Vrin< 1994, 31). Essa gramática do poder d’ars químico cria, desintegra e recria as formas da economia, política, cultura e ideologia. A criação da solução da crise feudal é o uno que culmina no Estado absolutista feudal e metaideologia materialista mercantilusta. Isso é a história que congrega idealismo, materialismo e metamaterialismo. A anomalia selvagem é a gramática desviante da história gramatical dominante na Europa. O Estado barroco mercantilista 1603 filipino e o Estado do capitalismo republicano holandês fizeram do Brasil barroco o palco da guerra holandesa no Nordeste brasileiro. A Holanda foi derrotada! O Estado barroco luso-brasileiro se tornou a própria ontologia-histórica do modo de produção escravista-colonial. A crise europeia é uma crise de civilização de modos de produção econômicos. Estes necessitam dos modos de produção das gramáticas do romance do poder d’ars para encontrar soluções histórico-ontológica. Hoje, a crise não é mais europeia e sim uma crise mundial. Qual realidade plotiniana estar a inventar as formas ontológicas como solução para a crise da mundialização do mercantilismo capitalista? (J. P. Bandeira da Silveira. mundialização do mercantilismo capitalista. Amazon. 2021).  

                                                        5

Na atualidade, a ontologia materialista, territorial, capitalista, republicana combate a ontologia metamaterialista do capital-Estado virtual da big tech. A big tech é a anomalia selvagem do metamaterialista pós-capitalista? Ou quer ser a nomalia selvagem na ordem mundial das nações . A rigor, não há nomalia selvagem  que se possa tomar como nova ordem ordem internacional. A crise da realidade atual se deve à ordem mundial se encontrar no colchete, ela falta como ordem das nações. A big tech da IA americana começa a ser vista como uma metaideologia anti-homem, e antihumanista em relação aos homens, mulheres e crianças. Assim, se instaura a contradição metamaterialista homem-máquina. Restaura-se a dialética materialista capital-máquina trabalho-humano? A contradição da química das afecções entre homem e máquina faz a subsunção da dialética materialista capital/trabalho. A IA é a coisa antimetamaterialista, ela é o reino do grau zero das paixões humanas. O pós-capitalismo mercantilista seria uma luta de big techs pelo monopólio mundial da economia, da política e da cultura. Seria o fim do campo das fenilideologias do homem. O capital-Estado virtual baixaria no território geográfico como dissolução da teologia da dualidade virtual versus territorial. Bem, a big tech extrai renda virtual da exploração da do mais-gozar químico afeccional do homem, mulher, criança. A big tech explora o trabalho da massa [manual] analítica; ela extrai mais-valia relativa materialista dessa massa analítica que programa a IA. A metaideologia da utopia-asiática-comunista da big tech é substituir o trabalho humano pelo trabalho do robot? O trabalho do robot prepararia o paraíso perdido no qual o homem não trabalharia? Seria o fim da exploração econômica?       

                                                      6

O que se vive é a ontologia da mundialização da crise capitalista. plotiniana (potência e ato em ato) que se desdobra a partir do capital-Estado virtual em uma realidade como potência e ato em fenilato. Esta realidade gera uma literatura sobre a crise e a solução da crise. Então, é necessário retomar o conceito de crise moderna de Gramsci? 

“O aspecto da crise moderna que se lamenta como ‘onda de materialismo’ está ligado ao que se chama de ‘crise de autoridade’. Se a classe dominante perde o consenso, ou seja, não é mais ‘dirigente’, mas unicamente ‘dominante’, detentora da pura força coercitiva, isto significa exatamente que as grandes massas se destacaram das ideologias tradicionais, não acreditam mais no que antes acreditavam etc.. A crise consiste justamente no fato de que o velho morre e o novo não pode nascer: neste interregno, verificam-se os fenômenos patológicos mais variados”. (Gramsci. Caderno do Cárcere. V. 3. RJ: Civilização Brasileira, 186).

Gramsci fala da ontologia materialista da crise moderna. Crise observada pelo materialismo histórico como mundialização da crise ontológica-histórica capitalista na Europa? A Revolução Russa mundializa a crise do capitalismo europeu?

Com Michel Foucault, a ideia de crise do capitalismo é vista a partir do conceito de poder constituinte: 

“As ações comuns de trabalho, inteligência, paixão e afeto configuram um <poder constituinte>. (Negri e Hardt. Império. RJ: Record, 2001, 380). 

A mundialização da crise capitalista encontra uma solução no fenômeno “Império”. Este é um efeito complexo de um poder constituinte cuja ontologia histórica já não apenas materialistas como resultado da luta de classes capital versus trabalho. A ontologia do poder constituinte Império já se traduz como metamaterialismo histórico, mundo da química das afecções entendida como paixão e afetos. Além do Império, 

na ciência política metamaterialista, a luta de classe como fenômeno da mundialização da crise capitalista  produzirá seus efeitos em cada formação sócio-econômica determinada. Por exemplo, no Brasil, um Príncipe eletrônico da ciência de dados luta para desintegrar o Estado republicano nacional territorial. Nos EUA, Donald Trump adquire o sentido metamaterialista de gerar uma crise do uno territorial, desintegração do uno nacional americano. Trump é o Príncipe metamaterialista mais acabado da mundialização da crise do capitalismo.       

                                                             7

A realidade da ontologia histórica da mundialização da crise do capitalismo mundial foi sendo construída em vários livros a partir de 2019:

“A sociedade do conhecimento cyber aparece como parte da reprodução ampliada do capital e da acumulação capitalista tendo como centro econômico a sociedade industrial cyber asiática. A transição do capitalismo globalizado para a sociedade industrial cyber asiática altera a essência do axioma ideológico do desenvolvimento capitalista neoliberal nas economias avançadas:”. (J. P. Bandeira da Silveira. Gramáticas do capitalismo. Lisboa: Chiado, 2019: 69). 

O mundo cyber foi uma fabricação da realidade do capitalismo americano. Ele aparece, em seu desenvolvimento, como o capital-Estado virtual da big tech como grande potência de uma virtualidade sem arma nuclear. A contradição química entre o virtual cyber e o territorial do Estado-nação republicano vai determinando a prática política nas Américas. Brasil e EUA se tornaram o laboratório dessa realidade ontológica histórica das grandes potências cyber contra a classe política do republicanismo nacional territorial. Em outubro de 2026, o Brasil faz eleições para decidir se restaura o republicanismo ou se mergulha na teologia da aventura da metaideolgia do capital-Estado cyber. A eleição se tornou um campo de uma soberania metamaterialista, O ódio ao amar o Brasil-nação como objeto quimiosubjetivo da soberania nacional, ódio  produzido pela globalização neoliberal pós-modernista, galvaniza um terço da soberania popular. Este um terço mantém o clã bolsonaro apátrida disputando a presidência da República com  o republicanismo muitas vezes envergonhado, do PT e de Lula da Silva. O clã bolsonaro é um efeito da gramática da mundialização da crise do capitalismo. O governo de Jair Bolsonaro criou o PJ, uma legislação trabalhista, para desintegrar o capitalismo republicano CLT da Revolução territorial-nacional de 1930-1943.  Assim, 2026 aparece como o choque entre o capitalismo CLT e o pós-capitalismo bolsonarista PJ. A mundialização da crise do capitalismo só será compreendia a partir da relação da ontologia histórica mundial, das relações internacionais, com  a ontologia da metaideologia de cada país, de cada nação. A ciência política metamaterialista trabalha com essas relações: mundial/nacional, territorial/virtual, e vice-versa.       

                                                  8

A ontologia materialista do capital-Estado cyber se desliga da globalização neoliberal e permanece no pós pós-modernismo no caso brasileiro como nomalia selvagem. O Brasil aparece como esse combate entre metaideologia virtual do capital-Estado cyber do Príncipe eletrônico e o Estado republicano 1988. Daí, a privatização da esfera dos bens públicos permanecer para além do globalismo, como diz Altvater em seu livro “O fim do capitalismo tal com o conhecemos”:

“A globalização é, por conseguinte, sobretudo um processo de integração econômica mediante a desregulamentação dos mercados financeiros do comércio mundial e a privatização de bens públicos. A valorização primária de bens públicos acompanha toda a história do capitalismo. Talvez uma razão importante da existência continuada do capitalismo. Sobretudo com a dominância do neoliberalismo, a privatização de empresas e bens de domínio público foi erigida em projeto político globalizado, apoiado pelas instituições reguladoras internacionais. Assim foram abertos novos campos de aplicação de capitais para empresas”. (Altvater: 101). 

A mundialização do capital-Estado cyber da globalização teve sua lógica intervencionista na esfera pública das nações interrompida na Europa;  e nos EUA? No Brasil, ela estrutura o campo da direita como nomalia selvagem do Príncipe eletrônico. José Paulo:

“Em muitos textos gramaticalizei a sociedade de comunicação de massa no comando da política e da cultura fazendo pendant com as gramáticas da história econômica do capitalismo. A sociedade de comunicação de massa é o espaço juridicamente vazio do estado de exceção, espaço entre o estado de natureza (violência) e o estado do direito no qual a lei parece vigorar na ficção de sua dissolução, O país sob comando da gramática mass media faz da lei mais do que ficção, pois, a lei oi discurso do direito funciona como aparências de semblância natural” (Arendt: 30-31). 

“Se o capitalista é o proprietário dos meios de produção econômicos,  os mass media são os proprietários da realidade. Uma periodização na história do século XX começa copom os mass media como soberano na política e na cultura e como discurso em ato do capitalismo> Os mass media se constituem como uma gramática do monopólio das aparências de semblância (Debord: 2), até o surgimento do cyber”.  (J. P. Bandeira da Silveira. Gramáticas do capitalismo. Lisboa: Chiado, 2019, 180)”. 

O Príncipe eletrônico cyber é um aperfeiçoamento do mass media como metaideologia da ontologia histórica do além da época pós-modernista. Ele aparece como objeto qumiosubjetivo do pós-capitalismo da PJ no governo de Jair Bolsonaro. O clã bolsonaro é o objeto quimiosubjetivo dessa mataideologia do Príncipe eletrônico cyber como nomalia selvagem do americanismo.  

                                                9

Faço uma releitura da metaideologia da mundialização da crise do capitalismo a partir do “Gramáticas do capitalismo” [páginas 180-183] e do Hegel. Princípios da filosofia do direito. Lisboa. Guimarães Editores, 1990. Passagem da psicanálise em gramática econômica para as ciências metamateriais: psicanálise, ciência política e economia política metamateriais. 

A realidade da ontologia da crise tem na metaideologia das massas analíticas (do general intellect gramatical ou G. I. G.) o pôr no colchete o saber crítico da crise. O capitalismo se apropriou da invenção do espaço cyber como economia, cultura e política. assim, um novo ponto de inflexão se ofereceu á vida dop capitalismo. A gramática da sociedade de comunicação cyber fez dos textos de Foucault, Deleuze e Guattari, Agamben seres pré-diluvianos, como reconheceu o próprio Agamben. O campo freudiano também faz parte desse museu natural de seres pré-diluvianos gramaticais. Para usar os saberes supracitados se faz se faz necessário um campo científico como o domínio psicanálise em gramática econômica [desdobrada em ciências metamaterialistas]. 

[Assim], a questão da propriedade assume o proscênio da cena gramatical. Hegel institui uma gramática da propriedade. A propriedade da realidade gramatical de dizer o que é a realidade como reconciliação do real com o racional? A relação do sujeito trabalhador dos mass media [massas analíticas] com o poder dos mass media subverte o direito da concepção moderna da liberdade pessoa e coletividade [do general intellect gramatical]:

“É por isso que as qualidades intelectuais, o saber etc., são tomados em consideração como objeto de posse jurídica. A possessão do corpo e do espírito que se obtém por meio da cultura, estudo, do trabalho etc., constitui uma propriedade íntima do espírito e não deve ser aqui tratada. A passagem de tal propriedade para o terreno onde ela fica sujeita á determinação de uma propriedade jurídica exterior, será considerada a propósito da alienação”. (Hegel. 1990: 61-62)”. 

A propriedade no Príncipe eletrônico muda a propriedade do trabalhador hegeliano?         


Vontade de poder fenilestético

 VONTADE DE PODER FENILESTÉTICO

05/07/2026



o metamaterialismo histórico se aproxima de Nietzsche através de Heidegger. A  metaideologia de Nietzsche é a realidade quimiosubjetiva histórico-ontológica como vontade de poder estético e/ou d’ars de uma forma de governo, seja como cidade-Estado territorial, seja como comunidade republicana, seja como Estado hegeliano,, seja como capital-Estado virtual big tech:

“Quando se tem uma interpretação do mundo, tem-se ao mesmo tempo uma interpretação do ente na totalidade> Não enquanto ‘entidade’ (verdade), mas enquanto ‘vida’ - ‘devir’; isto é, vontade de poder”.

“Arte- a saber a figura mais elevada da vontade de poder -; devir como constância do inconstante enquanto tal. CF. <Vontade de Poder>, n. 1046: ‘ É preciso que se compreenda o fenômeno fundamentalmente <artístico> que se chama vida - <o espírito edificante>..; portanto sempre e justamente metafísica - apenas metafísica da Vontade; cf. <Para além do Bem e Mal. n 36”. (Heidegger. Nietzsche. Metafísica e Niilismo. RJ: Relume Dumará, 2000: 64). 

o poder d’ars é um objeto quimiosubjetivo que a realidade da história-ontológica cria e recria como autoprodução de forma de governo do Estado ou do capital, resumindo. Portanto,  ponto-se-partida é o começo ou o fim da ontologia? A big tech criou uma ontologia como capital-estado virtual. É a forma mais acabada seja do Estado, seja do capital? fim da ontologia como metaideologia como pluralidade de gramática que cria o campo das ideologias, sja da fenilideia, seja da ideia retórica como vontade estética de poder. 

                                                    2    

A pesquisa da <técnica>, em Heidegger, não parte da técnica, ou como general intellect, ou capital ou Estado. No “Anomalia selvagem”, a técnica ainda é chamada de força produtiva. As relações técnicas de produção são o território da ontologia ou metaideologia do materialismo spinozista pára Negri. A metaideologia é a técnica da gramática que cria e recria o campo de fenilideologias de uma conjuntura histórico-ontológica. Há transformação da metaideologia da técnica idealista em Estado territorial, transformação da técnica materialista em capital territorial/virtual, e a transformação da técnica metamaterialista em capital-Estado virtual-territorial. A transformação da técnica virtual/territorial em capital-Estado, com o uso da energia dos países e da água cria uma ontologia completamente desconhecida para o homem. O capital-Estado virtual da big tech precisa do Estado territorial republicano, porém, ele não consegue acabar com o dualismo ontológico Estado territorial e capital. Sua lógica necessária é acabar com o Estado territorial republicano. Ora, é impossível acabar com o território geográfico só com a metaideologia do  materialismo das relações técnicas de produção. Assim, há a passagem para a ontologia do metamaterialismo na qual a química das afecções se torna técnica do capital da produção de mais-gozar. A teologia dualista mundo territorial versus mundo virtual aparece na discussão de Deleuze com Negri? A big tech americana precisa do processo de mundialização nas relações internacionais lugar em que está o Estado territorial republicano-hegeliano como o idealismo da técnica da razão absoluta na história-ontológica. A razão absoluta tem no general intellect a <força> da gramática que estrutura o mundo como poder d’ars de uma forma de governo.  

                                                     3

Anomalia selvagem é a imagem textual do capitalismo republicano holandes do século XVII. A crise do Renascimento desemboca no Estado barroco e no absolutismo. O capitalismo republicano é uma forma de governo materialista que já não é uma forma de governo puramente política. Ela é uma forma capitalista com metaideologia revolucionária do humanismo:

“o século XVII holandês  não conhece o barroco, em outras palavras, não conhece a interiorização da crise. É a verdade. Se durante a primeira metade do século XVII a Holanda é a terra da eleição de todos os libertinos da Europa, e do próprio Descartes, em busca de liberdade, nela não se encontrará entretanto nada do clima cultural francês, da crise que o esplendor dissimula com dificuldade, e que a grande filosofia s´faz exorcizar . Poder-se-ia dizer talvez que o século XVII nunca atingiu a Holanda. Aqui, tem-se ainda o frescor do humanismo inato. do grande humanismo  e do grande renascimento. Tem-se ainda o sentido0 e o amor da liberdade, no sentido pleno do termo, justamente o do humanismo: construir, reformar. Tem-se ainda em funcionamento, imediatamente visíveis, as virtudes revolucionárias sutilmente enfraquecidas pela crise nos outros países, e que o absolutismo em geral tenta anular em seu sistema político”. (Antonio Negri, A anomalia selvagem. SP: Editora 34, 1993: 32) 

A anomalia selvagem da Holanda corresponde à metaideologia selvagem criada por Spinoza como ontologia metamaterialista. Ela significa a revolução capitalista republicana no Estado absolutista barroco que aparece como solução para a crise estrutural do modo de produção feudal e para a crise cultural do renascimento. Uma reorganização metamaterialista começou com a química afeccional do campo de ideologias humanistas? 

                                                          4   

A crise da Europa como uno feudal gera uma realidade objetiva como <potência e ato em ato> plotiniano. (J-M Narbonne. La métaphysique de Plotin. Paris: J. Vrin< 1994, 31). Essa gramática do poder d’ars químico cria, desintegra e recria as formas da economia, política, cultura e ideologia. A criação da solução da crise feudal é o uno que culmina no Estado absolutista feudal e metaideologia materialista mercantilusta. Isso é a história que congrega idealismo, materialismo e metamaterialismo. A anomalia selvagem é a gramática desviante da história gramatical dominante na Europa. O Estado barroco mercantilista 1603 filipino e o Estado do capitalismo republicano holandês fizeram do Brasil barroco o palco da guerra holandesa no Nordeste brasileiro. A Holanda foi derrotada! O Estado barroco luso-brasileiro se tornou a própria ontologia-histórica do modo de produção escravista-colonial. A crise europeia é uma crise de civilização de modos de produção econômicos. Estes necessitam dos modos de produção das gramáticas do romance do poder d’ars para encontrar soluções histórico-ontológica. Hoje, a crise não é mais europeia e sim uma crise mundial. Qual realidade plotiniana estar a inventar as formas ontológicas como solução para a crise da mundialização do mercantilismo capitalista? (J. P. Bandeira da Silveira. mundialização do mercantilismo capitalista. Amazon. 2021).  

                                                        5

Na atualidade, a ontologia materialista, territorial, capitalista, republicana combate a ontologia metamaterialista do capital-Estado virtual da big tech. A big tech é a anomalia selvagem do metamaterialista pós-capitalista? Ou quer ser a nomalia selvagem na ordem mundial das nações . A rigor, não há nomalia selvagem  que se possa tomar como nova ordem ordem internacional. A crise da realidade atual se deve à ordem mundial se encontrar no colchete, ela falta como ordem das nações. A big tech da IA americana começa a ser vista como uma metaideologia anti-homem, e antihumanista em relação aos homens, mulheres e crianças. Assim, se instaura a contradição metamaterialista homem-máquina. Restaura-se a dialética materialista capital-máquina trabalho-humano? A contradição da química das afecções entre homem e máquina faz a subsunção da dialética materialista capital/trabalho. A IA é a coisa antimetamaterialista, ela é o reino do grau zero das paixões humanas. O pós-capitalismo mercantilista seria uma luta de big techs pelo monopólio mundial da economia, da política e da cultura. Seria o fim do campo das fenilideologias do homem. O capital-Estado virtual baixaria no território geográfico como dissolução da teologia da dualidade virtual versus territorial. Bem, a big tech extrai renda virtual da exploração da do mais-gozar químico afeccional do homem, mulher, criança. A big tech explora o trabalho da massa [manual] analítica; ela extrai mais-valia relativa materialista dessa massa analítica que programa a IA. A metaideologia da utopia-asiática-comunista da big tech é substituir o trabalho humano pelo trabalho do robot? O trabalho do robot prepararia o paraíso perdido no qual o homem não trabalharia? Seria o fim da exploração econômica?       

                                                      6

O que se vive é a ontologia da mundialização da crise capitalista. plotiniana (potência e ato em ato) que se desdobra a partir do capital-Estado virtual em uma realidade como potência e ato em fenilato. Esta realidade gera uma literatura sobre a crise e a solução da crise. Então, é necessário retomar o conceito de crise moderna de Gramsci? 

“O aspecto da crise moderna que se lamenta como ‘onda de materialismo’ está ligado ao que se chama de ‘crise de autoridade’. Se a classe dominante perde o consenso, ou seja, não é mais ‘dirigente’, mas unicamente ‘dominante’, detentora da pura força coercitiva, isto significa exatamente que as grandes massas se destacaram das ideologias tradicionais, não acreditam mais no que antes acreditavam etc.. A crise consiste justamente no fato de que o velho morre e o novo não pode nascer: neste interregno, verificam-se os fenômenos patológicos mais variados”. (Gramsci. Caderno do Cárcere. V. 3. RJ: Civilização Brasileira, 186).

Gramsci fala da ontologia materialista da crise moderna. Crise observada pelo materialismo histórico como mundialização da crise ontológica-histórica capitalista na Europa? A Revolução Russa mundializa a crise do capitalismo europeu?

Com Michel Foucault, a ideia de crise do capitalismo é vista a partir do conceito de poder constituinte: 

“As ações comuns de trabalho, inteligência, paixão e afeto configuram um <poder constituinte>. (Negri e Hardt. Império. RJ: Record, 2001, 380). 

A mundialização da crise capitalista encontra uma solução no fenômeno “Império”. Este é um efeito complexo de um poder constituinte cuja ontologia histórica já não apenas materialistas como resultado da luta de classes capital versus trabalho. A ontologia do poder constituinte Império já se traduz como metamaterialismo histórico, mundo da química das afecções entendida como paixão e afetos. Além do Império, 

na ciência política metamaterialista, a luta de classe como fenômeno da mundialização da crise capitalista  produzirá seus efeitos em cada formação sócio-econômica determinada. Por exemplo, no Brasil, um Príncipe eletrônico da ciência de dados luta para desintegrar o Estado republicano nacional territorial. Nos EUA, Donald Trump adquire o sentido metamaterialista de gerar uma crise do uno territorial, desintegração do uno nacional americano. Trump é o Príncipe metamaterialista mais acabado da mundialização da crise do capitalismo.       

                                                             7

A realidade da ontologia histórica da mundialização da crise do capitalismo mundial foi sendo construída em vários livros a partir de 2019:

“A sociedade do conhecimento cyber aparece como parte da reprodução ampliada do capital e da acumulação capitalista tendo como centro econômico a sociedade industrial cyber asiática. A transição do capitalismo globalizado para a sociedade industrial cyber asiática altera a essência do axioma ideológico do desenvolvimento capitalista neoliberal nas economias avançadas:”. (J. P. Bandeira da Silveira. Gramáticas do capitalismo. Lisboa: Chiado, 2019: 69). 

O mundo cyber foi uma fabricação da realidade do capitalismo americano. Ele aparece, em seu desenvolvimento, como o capital-Estado virtual da big tech como grande potência de uma virtualidade sem arma nuclear. A contradição química entre o virtual cyber e o territorial do Estado-nação republicano vai determinando a prática política nas Américas. Brasil e EUA se tornaram o laboratório dessa realidade ontológica histórica das grandes potências cyber contra a classe política do republicanismo nacional territorial. Em outubro de 2026, o Brasil faz eleições para decidir se restaura o republicanismo ou se mergulha na teologia da aventura da metaideolgia do capital-Estado cyber. A eleição se tornou um campo de uma soberania metamaterialista, O ódio ao amar o Brasil-nação como objeto quimiosubjetivo da soberania nacional, ódio  produzido pela globalização neoliberal pós-modernista, galvaniza um terço da soberania popular. Este um terço mantém o clã bolsonaro apátrida disputando a presidência da República com  o republicanismo muitas vezes envergonhado, do PT e de Lula da Silva. O clã bolsonaro é um efeito da gramática da mundialização da crise do capitalismo. O governo de Jair Bolsonaro criou o PJ, uma legislação trabalhista, para desintegrar o capitalismo republicano CLT da Revolução territorial-nacional de 1930-1943.  Assim, 2026 aparece como o choque entre o capitalismo CLT e o pós-capitalismo bolsonarista PJ. A mundialização da crise do capitalismo só será compreendia a partir da relação da ontologia histórica mundial, das relações internacionais, com  a ontologia da metaideologia de cada país, de cada nação. A ciência política metamaterialista trabalha com essas relações: mundial/nacional, territorial/virtual, e vice-versa.       

                                                  8

A ontologia materialista do capital-Estado cyber se desliga da globalização neoliberal e permanece no pós pós-modernismo no caso brasileiro como nomalia selvagem. O Brasil aparece como esse combate entre metaideologia virtual do capital-Estado cyber do Príncipe eletrônico e o Estado republicano 1988. Daí, a privatização da esfera dos bens públicos permanecer para além do globalismo, como diz Altvater em seu livro “O fim do capitalismo tal com o conhecemos”:

“A globalização é, por conseguinte, sobretudo um processo de integração econômica mediante a desregulamentação dos mercados financeiros do comércio mundial e a privatização de bens públicos. A valorização primária de bens públicos acompanha toda a história do capitalismo. Talvez uma raz~]ao importante da existência continuada do capitalismo. Sobretudo com a dominância do neoliberalismo, a privatização de empresas e bens de domínio público foi erigida em projeto político globalizado, apoiado pelas instituições reguladoras internacionais. Assim foram abertos novos campos de aplicação de capitais para empresas”. (Altvater: 101). 

A mundialização do capital-Estado cyber da globalização teve sua lógica intervencionista na esfera pública das nações interrompida na Europa;  e nos EUA? No Brasil, ela estrutura o campo da direita como nomalia selvagem do Príncipe eletrônico. José Paulo:

“Em muitos textos gramaticalizei a sociedade de comunicação de massa no comando da política e da cultura fazendo pendant com as gramáticas da história econômica do capitalismo. A sociedade de comunicação de massa é o espaço juridicamente vazio do estado de exceção, espaço entre o estado de natureza (violência) e o estado do direito no qual a lei parece vigorar na ficção de sua dissolução, O país sob comando da gramática mass media faz da lei mais do que ficção, pois, a lei oi discurso do direito funciona como aparências de semblância natural” (Arendt: 30-31). 

“Se o capitalista é o proprietário dos meios de produção econômicos,  os mass media são os proprietários da realidade. Uma periodização na história do século XX começa copom os mass media como soberano na política e na cultura e como discurso em ato do capitalismo> Os mass media se constituem como uma gramática do monopólio das aparências de semblância (Debord: 2), até o surgimento do cyber”.  (J. P. Bandeira da Silveira. Gramáticas do capitalismo. Lisboa: Chiado, 2019, 180)”. 

O Príncipe eletrônico cyber é um aperfeiçoamento do mass media como metaideologia da ontologia histórica do além da época pós-modernista. Ele aparece como objeto qumiosubjetivo do pós-capitalismo da PJ no governo de Jair Bolsonaro. O clã bolsonaro é o objeto quimiosubjetivo dessa mataideologia do Príncipe eletrônico cyber como nomalia selvagem do americanismo.  

       


sábado, 3 de janeiro de 2026

Metamatéria quimilato, Estado animal

 metamateria quimilato -Estado-formiga

Por não terem formação em ciência política materialista, os psicanalistas ignoraram a ideia do <Estado animal> freudiano:

“Por que nossos parentes, os animais, não apresentam uma luta cultural desse tipo? Não sabemos. Provavelmente, alguns deles - as abelhas, as formigas, as termetas - batalharam durante milhares de anos antes de chegarem às instituições estatais, à distribuição das funções e às restrições ao indivíduo pelas quais hoje admiramos. Constitui um sinal de nossa condição atual o fato de sabermos, por nossos próprios sentimentos, que não nos sentiríamos felizes em qualquer desses Estado animais [...]”. (Freud. v.21: 146).  

O Estado animal de Freud é um verdadeiro escândalo para a ciência política tradicional, mas não o é para a ciência política da metamatéria quimilato que segue Rousseau como apresentei no meu texto “História verossímil do Estado”. O Estado animal é um efeito da língua phenylato (Bandeira da Silveira; março/2025), língua das afecções que se expressam na língua da palavra como Estado/sociedade:

“Não é a fome ou a sede, mas o amor, o ódio, a piedade, a cólera, que lhes arrancaram as primeiras vozes. Os frutos não fogem de nossas mãos, é possível nutrir-se com eles sem falar; acossa-se em silêncio a presa que se quer comer; mas, para emocionar um jovem coração, para repelir um agressor injusto, a natureza impõe sinais, gritos e queixumes. Eis as mais antigas palavras inventadas, eis porque as primeiras línguas foram cantadas e apaixonadas antes de serem simple e metódicas”. (Rousseau. 1973: 170). 

                                                2

Freud e Rousseau seriam do <partido naturalista> em contraposição à Maquiavel, Baltasar Grácian Hobbes do <partido artificialista>? No romance do poder estético (Bandeira da Silveira; novembro/2025), Rousseau e Freud produzem ideologia naturalista sobre o Estado/sociedade europeu? Clement Rosset fala de um  <poder da arte>. É o mesmo que poder estético? 

“A única autonomia à art, com relação à instância natural, é um poder de transgressão e degradação: pode acontecer que a arte desfaça o que a natureza faz, mas esse poder de desfazer nãi implica em nenhum pode de ‘fazer’> Consequentemente, é da natureza que o artifício retira sua força: só ela permite aos seus prolongamentos artificiais viver e prosperar; privada de toda vinculação natural, uma produção artificial é tida como aquilo que deve perecer, tal qual murcha uma flor arrancada do caule”. (Rosset. 1989: 14). 

O poder da arte é transgressão e degradação da natureza> Qual natureza? Se tomamos a natureza como metamatéria quimilato, o poder da arte de Rosset é transgressão e degradação da língua phenylato? O poder estético de Rosset é: “a indiferença a qualquer ideia de natureza, o único que caracteriza uma estética verdadeiramenteartificialista”. (Rosset. 1989:87). Entre o poder naturalista puro e o poder artificialista puro, hã algo aí?  

“Essa recusa do artificio confunde-se, em Rousseau, com um retorno, não do natural, mas da religião, no sentido amplo, isto é, lucreciano do termo. Efetivamente é, mais do que Diderot ou Voltaire, o grande restaurador do sentimento religioso do século XVIII; sua não-definição assegura à ideia de natureza, tal qual a pratica Rousseau, uma função metafísica e mística [...] Restauração da metafísica; a ideia de natureza proclama, por recusar o artifício, que engloba todo o aspecto, que as coisas não se limitam às coisas, nem o homem ao homem. Há um ‘resto’, indizível, indefinido, invisível, que tem o nome de natureza [...]”. (Rosset. Idem: 268).    

A história da química tornará esse resto invisível, dizível? O <resto> é a história da língua quimilato metamaterial? Dai, o Estado-formiga freudiano põe em cena um Rousseau que não é nem puramente naturalista ou artificialista. O que parece, então?

Rosseau e Freud são com Kant do poder estético iluminista barroco (Rawls.2005: 121-122). O poder estético barroco é a conciliação dos contrários natureza e artifício:

“Aqui há de novo a particularidade de que as forças centrífugas de um simbolismo que quer gozar a vida, e de um uma espiritualização, pelo contrário, distante do mundo, confluem num primeiro tempo artificialmente e depois naturalmente, segundo as leis barrocas da conciliação doque é em aparência inconciliável (lei que opera de maneira lenta)”. (Hatzfeld: 61). 

O poder estético é barroco, conciliação da língua phenylato com a língua nacional que criam Estado, sociedade e tela da prática política universal. O Estado-formiga freudiano parece ser produzido no romance RSI (Real, Simbólico, imaginário) como Estado-formiga digital da atualidade das big techs americanas?  Camadas metamaterial quimilato de indivíduos não parecem se alimentar das afecções da lingua phenylato na estruturação da relação consciência versus inconsciente?    

                                                       3

Rousseau parece pensar uma forma de governo natural, da língua quimilato metamateri -(ato) da “prática política” homem/natureza? 

“a piedade representa um sentimento natural que, moderando em cada indivíduo a ação do amor de si mesmo, concorre para a conservação mútua de toda a espécie. Ela nos faz sem reflexão, socorrer aqueles que vemos sofrer; ela, no estado de natureza, ocupa o lugar das leis, dos costumes e da virtude, com a vantagem de ninguém sentir-se tentado a desobedecer à sua doce voz”> (Rousseau. 1964: 156) 

A língua metamaterial quimilato não tem  o ato da reflexão como a língua nacional? O Estado-formiga natural se distingue do Estado-formiga digital, por este por o reflexivo no lugar da <pietas>?, esta com um sentimento natural de amor que estrutura a famíla do homem? no dicionário laino-português, pietas adquire significados que vão do amor religioso ao pai, afeto para a famíla, amor à pátria, amizade, justiça, fidelidade ao Outro, culto devido áquele de quem nada se tem recebido; a autoridade paterna deve fundar-se no affecto, a affeição que eu tenho, o amor do senado ao Prícipe (Saraiva: 898-899). O amor do senado ao Prícipe é a piedade como forma de governo cesarista. O leitor pode observar que a piedade é uma afecção alquilato importante que se expressa    

 no sentimento e na língua da palavra. Ela é a conciliação barroca de Rousseau entre natureza e artifício.

Derrida:

“O esquema sobre o qual o pensamento de Rousseau nunca variou, seria, pois, o seguinte: a piedade é inata, mas na sua pureza natural, ela não pertence ao homem, pertence ao vivente em geral. Ela é ‘tão natural que as próprias bestas dela dão por vezes signos sensíveis’> Esta piedade só desperta a si na humanidade, só acede à paixão, à linguagem e à representação, só produz a identificação com o outro como outro através da imaginação. A imaginação é o vir-a-ser-humano da piedade”. (Derrida. 1973: 225). 

O Estado-formiga natural não possui a imaginação do Estado-formiga digital? O natural é uma forma de governo de uma língua metamateri -(ato) sem imaginação? Não há produção de imagem no Estado-formiga natural? Não estou em condições de avançar sobre essa diferença entre os dois Estados supracitados. O Estado-formiga capitalista digital se alimenta da produção de mais-valia afeccional na sua reprodução ampliada capitalista. A produção de mais-valia afeccional agencia o poder realista fantástico estratégico da comunicação: mentir, despistar, enganar, manipular (MacCarthy:333). Dissimular, simular etc. já é o poder realista estratégico que se desenvolve na lógica do simulacro de simulação (Baudrillard. 1991: 150) do Estado-formiga capitalista das big techs das redes sociais.   

                                                4

Rousseau estabelece a relação entre forma de governo, língua e liberdade. A forma de governo politeia fala a língua retórica dos sofistas e a´se encontra a liberdade política:

“‘Nos tempos antigos, quando a persuasão constituía uma força pública, impunha-se a eloquência. De que serviria hoje, quando a força pública substitui a persuasão? Naõ se tem necessidade nem de arte nem de figura para dizer:<assim o quero>. Qual é o discurso, pois, que ainda resta a fazer ao povo reunido.? Sermões. E qual o interesse daqueles que os fazem, em persuadir o povo, se não é o povo quem distribui mercês? As línguas populares tornaram-se, também para nós, tão perfeitamente inúteis quanto a eloquência. [...] Para tanto não precisa reunir ninguém; ao contrário, convém manter os súditos esparsos - tal a primeira máxima da política moderna”. (Rousseau. 1973:204-205).

A forma de governo rei-filósofo (Edmond; 1991) é aquela do grau zero da liberdade em contraposição á forma de governo retórica, dos sofistas:

“Afirmo ser uma língua escravizada toda aquela com o qual não se consegue ser ouvido pelo povo reunido. É impossível que um povo reunido permaneça livre e fale uma tal língua”. (Rousseau. 1973: 205). 

A língua popular é aquela falada pela multidão que decide na prática política em um exercício de liberdade política. O filósofo, a filosofia é a expropriação dessa língua popular e da liberdade política que ela proporciona. Na prática política, o poder estético do filósofo produz o discurso do mestre, a relação de dominação dominante/dominado, elite/massa. A língua da elite substitui a língua popular na prática política. A substitui e se apropria de um mais-gozar produzido pela língua do dominado na prática política com soberania popular: “Não foi Marx, obviamente, quem inventou a mais-valia. Só que antes dele ninguém sabia o seu lugar. Era o mesmo ugar ambíguo que o que acabo de dizer, do trbalho a mais, do mais-trabalho. O que é que isso paga, pergunta ele, senão justamente o gozo, o qual é preciso que vá para algum lugar”. (Lacan. 1991. S. 17: 19). 

A relação entre a forma de governo ea língua comporta um saber como episteme?

Lacan: 

“Comecemos por distinguir o que chamarei, nesta ocasião, de as duas faces do saber - a face articulada e esse saber-fazer, tão aparentado ao saber animal, mas que no escravo não está absolutamente desprovido desse aparelho que faz dele uma rede de linguagem das mais articuladas, pode ser transmitido, o que quer dizer transmitido do bolso do escravo ao do senhor - se é que havia bolsos naquela época”.

“Está aí todo o esforço do deslindamento do que se chama <episteme>. É uma palavra engraçada, [...] - <colocar-se em boa posição>, é em suma a mesma palavra que <verstehen>. Trata-se de encontar a posição que permita que o saber se torne um saber de senhor. A função da <episteme> especificada como saber transmissível - remetam-se aos diálogos de Platão - é sempre tomada por inteiro das técnicas artesanais, isto é, dos servos. O que está em questão é extrair sua essência para que esse saber se torne um saber de maître”. (Lacan. Idem: 21). 

A democracia representativa moderna é uma forma de governo epistêmica, no sentido de Platão. Há uma produção de mais-valia, isto é, mais-gozar, na soberania popular que decide quem será o governante. A retórica sofística aparece como um simulacro de simulação de retórica. A eloquência não tem a função de persuasão de qual deve ser a melhor decisão. A soberania popular pode decidir pela desintegração da forma de governo republicana, fato que aconteceu com a eleição de Bolsonaro em 2028. Ele também não foi reeleito por uma diferença de 2% de votos, mesmo depois de toda a destruição que ele causou no Estado republicano como ethos, eros, fazer o bem. Ora, para falar de Bolsonaro não se faz necessário ir além da relação da forma de governo com a língua nacional? O saber animal do qual fala Lacan não remete para a língua natural rousseauniana e para o Estado-formiga natural freudiano? A soberania popular é um saber-fazer os representantes, mesmo que esses sejam contra os interesses da vida da população. Esse saber-fazer já está além ou aquém da lingua nacional, precariamente falada pelo povo disperso. Bem! há uma lingua que o povo fala para eleger os representantes. Essa é a língua metamateri -(ato) quimilato na prática política. aí a forma de governo republicana 1988 é substituida por uma forma de governo do Estado-formiga bolsonarista? é uma viagem para além da episteme platônica e, sobretudo, da retórica sofística:

“En effet, si le langage, de même que l’être et le connaître qui lui sont étroitement apparentés, est d’essence antithétique, l’antithèse se révèle ainsi, une fois encore, être une catégorie universelle; cela signifie que, du fait même de ses contradictions formelles, expressions d’une contradiction métaphysique, le langage est [...], comme est [...] sa puissance, en raison de l’irrésistible force de persuasion qu’elle peut exercer au moyen  du ‘leurre’”. (Untersteiner: 282).   

                                                    5

O animal digital é um “indivíduo”? um homem no sentido aristotélico? 

“o homem é o único ser vivente <que possui logos>, esse meio de comunicação racional que lhe permite estabelecer acordos sobre o justo e o injusto, o adequado ou não, o melhor e o pior”. (Samaranch: 192). 

Há a subsunção da história verossímil do indivíduo homem pelo animal digital? As relações técnicas de produção cibernéticas puseram um fim no indivíduo homem? é o fim na gramática ideológica do individualismo? 

A revolução francesa republicana produziu o indivíduo homem moderno com sua gramática ideológica da liberdade e da igualdade:

“Pensamos sobretudo na criança lentamente levada à humanidade pela educação familiar, pela aprendizado da linguagem e da moral, pelo ensino que a faz participar do patrimônio comum - compreendidos aí, entre nós, elementos que a humanidade ignorava há menos de um século. Onde estaria a humanidade desse homem, onde sua inteligência, sem esse adestramento, uma criação, para falar mais propriamente, que toda sociedade compartilha de algum modo com seus membros, que seriam seus agentes concretos? Essa verdade está tão longe dos olhos, que talvez fosse necessário remeter nossos contemporâneos, mesmo os instruídos, às históriasw de meninos-lobos para que refletissem que a consciência individual provém do adestramento social”. (Dumont. 1992: 54).

Com a soberania do animal digital, o indivíduo com consciência individual torna-se um vocábulo cadavérico de uma linguagem digital jesuítica? 

Lacan:

“O apio que nele encontra o senghor não é outra coisa senão o corpo do escravo, no que ele é <perinde ac cadaver> [...] Mas o escravo, assim, está apenas no campo em que sustenta o senhor como sujeito”. (Lacan. S. 16: 370). 

O animal digital necessita de um senhor e o encontra na prática política, Essa experiência pode ser observada no Brasil com o bolsonarismo. O discurso maquínico de Bolsonaro era o de usar o governo para a desintegração da República Constitucional de 1988. A comunidade das formigas digitais se caracteriza pelo ódio ao homem republicano, ódio ao Estado republicano 1988. Ódioà gramática da justiça republicana e à lógica do ethos, eros, fazer o bem do Estado republicano:

“Também não quero defender a ideia de que seria aconselhável a um wegoísta, em meio a uma sociedade justa, transformar-se em um homem justo, dados os seus objetivos. Antes, o que me interessa é avaliar o bem de um estabelecido desejo de seguir o ponto de vista da justiça. Suponho que os membros de uma sociedade bem estruturada já possuam esse desejo. A questão é se esse sentimento regulador é coerente com o bem das pessoas. Não estaremos examinando a justiça ou o valor moral das ações a partir de determinados ponto de vista; estaremos, sim, avaliando o bem associado ao desejo de adotar-se um ponto de vista particular, a saber, o da justiça. Precisamos avaliar este desejo não do ponto de vista egoísta, seja qual for, mas à luz da teoria estrita do bem”. (Rawls. 1981: 412) 

O desejo é expressão de afecções; o desejo egoísta de afecções da língua phenylato. Os sentimentos da gramática republicana é expressão da língua alquilato, que regula a ação política para a justiça e fazer o bem. O animal digital é o escravo de um senhor egoísta, de um senhor como efeito da metamatéria phenylato na prática política. O Estado formiga digital é um efeito das relações técnicas de produção da  metamatéria quimilato cibernética. O animal digital é aquele produtor de uma mais-valia afeccional phenylato para seu senhor.         

                                                   6

Em Marx, a gramática da realidade objetiva é estruturada e movida por um poder estético realista realista:

Hobsbawm;

“A quarta etapa é aquela em que surge o proletariado, o que vale dizer é aquelana qual a exploração não mais ocorre na forma grosseira de apropriação de <homens. - como escravos ou servos - mas na da apropriação do ‘trabalho’. ‘Para o Capital o trabalhador não é uma condição de produção, só o trabalho o trabalho o é. se este puder ser executado por máquinas ou mesmo, pela água ou o ar, muito melhor. E o capital se apropria não do trabalhador mas de seu trabalho - e não diretamente, mas por meio de troca’”. (Marx: 38-39). 

O poder estético realista realista é aquele de uma realidade objetiva <vegetal>, como viu Oswald de Andrade:

“Contra as elites vegetais. em comunicação com o slo”. (Teles:356).

O capitalismo é uma realidade objetiva vegetal. Essa realidade vegetal pode apodrecer? A ética protestante bloqueou que a realidade objetiva capitalista se tornasse um espírito capitalista vegetal podre. (Weber; 1981). Hoje, nãon existe mais ética protestante da realidade objetiva vegeta capitalista. Em contato direto com o solo, com a gramática expositiva do chão, ela apodreceu. Se a gramática capitalista vegetal apodrece, o normal é a gramática do aparelho de Estado apodrecer. O Estado nacional territorial como realidade objetiva vegetal pode apodrecer. No Brasi, o apodrecimento do aparelho de Estado é tomado como parte de jogos retóricos da elite política: direita e esquerda. A democracia republicana de 1988 caminhou para uma democracia representativa vegetal oligárquica em processo de putrefação. É um Deus nos acuda. Elites vegetais oswaldianas em comunicação com o solo podre do capitalismo, eis o segredo da crise brasileira de 2026.    

                                                            7

A mundialização da gramática de Marx começa com o  partido socialdemocrata alemão. O marxismo russo é uma continuidade do marxismo desse partido alemão. A cultura alemão teria em Max Weber o homem que fez da <crítica da economia política:> uma sociologia econômica universitária da época do mercantilismo capitalista europeu. Marx criou o hegemonkon europeu como poder estético realista realista. Max Weber criou um poder estetic realista realista econômico de extrema complexidade:

“Dizemos que uma atividade é econômica quando está orientada a procurar ‘utilidades’ (bens e serviços) desejáveis ou as probabilidades de disposição sobre as mesmas. Toda atividade pode ser orientada economicamente, como, por exemplo, a dos artistas e a do guerreiro; esta última até onde os objetivos e meios econômicos são de interesse para a preparação e realização da guerra. Todavia, no sentido estrito, <economia> é somente o exercício pacífico de um poder de disposição que, em princípio, está economicamente orientado”. (Weber. 1968:9). 

A prática econômica é um poder de disposição economicamente orientado. Aí, podemos ver esse poder weberiano como um poder d’ars realista realista, por excelência? Imagem textual original  de todos os poderes estéticos do realismo realista? 

“Entretanto, segundo a experiência histórica, atrás de toda economia existe um elemento coercivo - atualmente, manejado pelo estado e, em épocas passadas, amiúde, pelas corporações - e até mesmo uma economia socialista ou comunista dele necessita para pôr em prática sas ordenações; mas esta coerção, agora, não é, precisamente, uma situação econômica, e sim, tão-somente, um meio para asseguráq-la”. (WEber. 1968: 10). 

O poder estético não é um poder coercitivo, como o poder de Estado. Este é um meio para a existência do poder d’ars realista realista na prática econômica:

“Sob a denominação de <economia> devemos compreender, portanto, em definitivo, uma ação desenvolvida de modo coerente, mediante um próprio poder de disposição, enquanto está determinado pelo desejo de se procurar utilidades ou suas probabilidades. A ‘unidade econômica’ (‘associação econômica’) é sempre - logo que a ação é realizada por uma ‘associação’ mais ou menos cerrada - uma <associação autocéfala>, isto é, que diz respeito também ao grupo de pessoas diretivas, estando orientada, primeiramente, no sentido econômico, cuja atividade não se desenvolve em caráter esporádico, mas sim constante”. (Weber. 1968: 10). 

A prática econômica autocéfala requer uma classe dirigente econômica regulada por um poder estético realista realista baseado no princípio da não contradição:

“que toute chose doit nécessairement être affirmée ou niée, et qu’il est impossible qu’une chose soit et ne soit pas, em même temps, ainsi que toutes autres prémisses de ce genre”. (Aristote. 1991:129). .