terça-feira, 26 de maio de 2026

JOSÉ DE ALENCAR (2026)

 JOSE DE ALENCAR (2026)


LÓGICA QUIMÍCA METAMATERIALISTA 


A lógica começa com Aristóteles, ela é o princípio da realidade da não contradição, é o realismo realismo puro. Com Milton da Costa, ela chega á lógica paraconsistente, com o poder d'ars realista fantástico da realidade objetiva que suporta a paraconsistência. A lógica moderna segue a razão clássica e a teologia dualista na qual o Estado territorial nacional encontra-se separado do mundo privado do capital. Com a big tech Aristóteles e a paraconsistência passam a conduzir a realidade do pós-capitalismo mercantilista virtual mundial fazendo pendant com a lógica moderna do capitalismo republicanista. A metaideolgia do mundo atual combina capitalismo e pós-capitalismo em uma realidade da lógica química da afecção. É o fim da teologia metafísica dualista na qual o Estado é o espaço público e o capital é o mundo privado? Esse processo histórico está acontecendo, mas ele depende das lutas e guerra civil entre o Estado republicano territorial nacional e o capital da big tech. As américas se tornaram o território geográfico virtual dessa história química metamateriaista.

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A Revolução Francesa cria uma metaidologia do Estado republicano iluminista-barroco (Tocqueville. L’ancien régime et la Révolution. Gallimard. 1967) como ethos e pathos, eros e tanatos, fazer o bem e fazer o mal ao mesmo tempo. Ela é lógica química metamaterialista das massas revolucionárias. Nela, a ideia de Platão é fenilideia. Desce do celestial  das ideias à terra pagã do banho de sangue: virtude e terror. No Brasil, a fenilideia aparece no romance e Machado de Assis:

“A fenilideia gramatical existe em uma tela fenilgramatical do cérebro que afeta as afecções, emoções e podem provocar a produção de mais-gozar fenilgramatical, e este pode levar o modo de ser psíquico do indivíduo ao colapso total [...]”. (Bandeira da Silveira. Língua - Fenilato. Amazon, 2025: cap. 2, 13)).   

Na atualidade de 2026, o jornalismo audiovisual domina a cena estética da cultura brasileira. Ele tece uma teia de aranha sobre a realidade objetiva dos objetos químiosubjetivos estéticos substitutos do objeto quimiosubjetivo do romance do poder estético. A estrutura reficcional do tempo  narrativo tik tok é ampliada para o tempo narrativo de um dia a três. Narrativa de novelo curto como laço estético da audiência que aparece como objeto quimiosubjetivo totalizante do Brasil profundo. (Bandeira da Silveira. Brasil Profundo. amazon). Portanto, a estética da superfície profunda do aterrorizar/ser aterrorizado audiovisual é soberana no espaço público das massas analíticas mass media.
No século XIX, o jornalismo era linha auxiliar estética da soberania do artista da poesia e do romance do poder estético (Frederick Karl. O moderno e o modernismo. Imago: 1988) do império de d. Pedro II na fabricação do Estado republicano territorial nacional iluminista-barroco. É o Uno da realidade do século monárquico como “potência e ato em ato plotiniano. (J-M Narbonne. La métaphysique de Plotin. J. Vrin: 1994: 31) D Pedro II foi  hegemonikon que com objeto quimiosubjetivo repubicanizou a vida nacional da capital, o Rio de Janeiro. Na atualidade de 2026, o jornalismo audiovisual é o ersatz de artista como pastiche do poder estético que faz a novela de tempo narrativo tik tok extenso que vícia uma parte da cultura nacional do cosmopolitismo falso, falseado, em falsete.  

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Há ciência política metamaterialista em José de Alencar da fenilideia machadiana? 

“A palavra, esse dom celeste que Deus deu ao homem e recusou a todos os outros animais, é a mais sublime expressão da natureza; ela revela o poder do Criador, e reflete toda a grandeza de sua obra divina”.

[...]

“Mensageira invisível da ideia, íris celeste do nosso espírito, ela agita as suas asas douradas, murmura ao nosso ouvido docemente, brinca ligeira e atravessa na imaginação, embala-nos em sonhos fagueiros, ou nas suaves recordações do passado”.

“Reveste todas as formas, reproduz todas as variações e nuanças do pensamento, percorre todas as notas dessa gama sublime do coração humano, desde o sorriso até a lágrima, desde o suspiro até o soluço, desde o gemido até o grito rouco e agonizante”. 

[...]

“O sentimento faz dela a chave dourada que abre o coração ás suas emoções do prazer, como o raio do sol que desata o botão de uma rosa cheia de viço e de fragrância”. (Jose de Alencar. Obras Completas. v 4. Cartas sobre a Confederação dos Tamoios. RJ: Nova Aguilar: 812-813). 

Por analogia gramatical, a palavra alencariana é fenilpalavra como expressão da natureza da vida química da afecções. Ela pode ser a expressão do sentimento que a dota de emoção no metamaterialismo da realidade do objeto quimioestetico. Há uma analogia possível entre o fenilconceito de Chaïm Perelman e a fenilpalavra alencariana:

“Tout définition d’une notion fortement colorée au point de vue affectif transporte cette coloration affective sur le sens conceptuel qu’on décide de lui attribuer [...] Chaque fois qu’un tel transfert s’opère, la définition n’est ni analytique ni arbitraire car, par son intermédiaire, om affirme un jugement synthétique, l’existence d’un lien unissant un concept à une émotion”. (Chaïm Perelman. Éthique et Droit. Editions de L’Universite de Bruxelles. 1990: 15).  

O liame metamaterial sentimental entre o juízo sintético e a emoção, isto é, um conceito e uma emoção, também, ocorre como liame metamaterial entre a fenilpalavra e a realidade da vida química afeccional no romance do poder estético barroco.  

  

Alencar:

“O mestre, o magistrado, o padre, o historiador, no exercício do seus respeitável sacerdócio da inteligência, da justiça, da religião e da humanidade, devem fazer da palavra uma ciência; mas o poeta e o orador devem ser artistas, e estudar no vocabulário humano todos os seus segredos mais íntimos, como o músico que estuda as mais ligeiras vibrações das cordas de seus instrumento, como o pintor que estuda todos os efeitos da luz nos claros e escuros”. (José de Alencar. Idem: 813). 

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O objeto quimiosubjetivo magistrado faz pendant com a soberania metamaterialista do artista em seu amor ao Brasil. Qual era o problema que dominava mente e coração do Brasil de d. Pedro II? Com aparências de semblância liberal, a guerra barroca separatista das províncias punha o problema do UNO geográfico, isto é, a questão do objeto quimiosubjetivo <Estado nacional territorial iluminista-barroco>? Esta questão é a metaideologia problemática do romance do poder d’ars barroco Estado jurídico metamaterial da vida química das afecções do amor à nação do romance do poder d’ars romântico rerealista (Bandeira da Silveira. Romance do poder estético. EUA: amazon. 2025).  

“ Par la fiction, le juriste pouvait donc créer (pour ainsi dire à partir de rien) une personne légale, une <persona fictive> - par exemple une corporation - et la doter d’une vérité et d’un vie propre. Il pouvait aussi appréhender une institution réelle, telle que le <corpus mysticum> de l’église, comme una personne fictive et obtenir ainsi un outil heuristique par lequel il pouvait parfois voir sous un angle différent les institutions administratives, les droits de propriété ou tout autre situation”. (E. Kantorowicz. Mourir pour la patrie. Paris: PUF, 1984: 38-39).  

José Alencar:

“Entretanto ainda isto não é tudo, quando o homem fala ou escreve a sua convicção, a consciência da verdade lhe serve de inspiração e transluz na sua linguagem como um reflexo da razão absoluta: o orador, o poeta e o escritor são apóstolos da palavra, e pregam o evangelho do progresso e da civilização”.

“Mas quando o homem, em vez de uma ideia, escreve um poema; quando da vida do indivíduo se eleva à vida de um povo, quando, ao mesmo tempo historiador do passado e profeta do futuro, ele reconstrui sobre o nada uma geração que desapareceu da face da terra para mostrá-la à posteridade, é preciso que tenha bastante confiança, não só no seu gênio e na sua imaginação, como na palavra que deve fazer surgir esse mundo novo e desconhecido”. 

 

“Então já não é o poeta que fala: é uma época inteira que exprime pela sua voz tradições, os fatos e os costumes; é a história, mas a história viva, animada, brilhante como o drama, grande e majestosa como tudo que nos aparece através do dúplice véu do tempo e da morte”. )José de Alencar. Confederação dos Tamoios: 814). 

O modernismo romântico brasileiro é um pastiche do romantismo europeu? 

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A história moderna europeia tem como objetos quimiosubjetivos o Estado hegeliano e o capital de Marx:

“O stalinismo realizou a filosofia hegeliana, que anunciava a realização de toda filosofia, de toda racionalidade elaborada pelos filósofos, no e pelo Estado. O stalinismo, sistema prático forneceu a <verdade> do sistema especulativo. E, com isso, levou a seu ponto final uma história, a da filosofia e a do Estado, dupla história que talvez contenha o essencial da história”. (Lefebvre. Lógica formal/lógica dialética. SP: Civilização Brasileira.1975: 4). 

Na Europa o Estado hegeliano se tornou hitlerista, ‘totalitário’. A filosofia já como ideologia descambou para a crítica do Estado em geral em todos os hemisférios: eurocentrismo. Daí que partir de Adorno para falar do Estado brasileiro é um absurdo histórico. José de Alencar fez a gramática do romance da reverdade d’ars do Estado barroco-iluminista da modernidade brasileira.A globalização liberal introduziu a ideologia do anarcocapitalismo, de um país sob comando do capital subdesenvolvido da região Rio/São Paulo a serviço do mercantilismo do Banco e da multinacional.O bolsonarismo foi o efeito dessa ideologia neoliberal pós-modernista que se encontra também na esquerda da filosofia da USP ocidental parisiense. Então, para a USP e seus confrades de Paris, José de Alencar é o defensor do Estado stalinista hegeliano na atualidade brasileira como Estado jesuítico:

“As vozes abafadas pela arquitetura do edifício é uma figura de linguagem que evoca o segredo e a narrativa como intriga política do <politburo> do poder d’ars do jesuíta?”. (Bandeira da Silveira. Poder d’ars, poder estético, realismo fantástico. EUA: amazon. 2025: 53). 

O problema real e histórico consiste em que a Europa caminhou para a desmontagem do Estado republicano iluminista barroco na maré do globalismo neoliberal. Hoje, os EUA se apresentam como uma vontade de poder movido pela reverdade da necessidade de um Estado nacional territorial republicano capaz de lutar contra o Estado territorial nacional asiàtico da China,Rússia e Índia. A Ásia restaurou o Estado republicano iluminista barroco como a metaideologia no comando do capital virtual do pós-capitalismo mercantilista mundial? O problema efetivo é qual hegemonikon metamaterialista será a metaideologia de um mundo que faz conviver o capitalismo republicano asiático com o pós-capitalismo das big techs americanas? A plurivocidade de gramática  do romance do poder d’ars alencariano pode iluminar essa quadra do século XXI da atualidade? A hegemonia intelectual e moral da Europa sobre o planeta é finita? 

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Em maio de 2026, um partido político da esquerda encaminhou uma lei do racismo científico. Um lider negro fala no racismo científrico europeu de outrora que existiria so0b um novo rosto ideológico na universidade pública. O partido propõe uma intervenção do governo no ensino universitário para combater  a nova ideologia do racismo científico. Tla problema põe a luta racial como luta ideológica. a ciência política metamaterialista põe e repõe a luta racial como luta no espaço público procedural metaideológica. Na longa conjuntura de lutas identitárias, José de Alencar foi levado ao ostracismo no campo literário. A causa é a sua posição em relação à escravidão. Ele defendia que o modo de produção econômico escravista não deveria ser abolida a partir do governo, a partir do Estado; ele deveria ser abolido por um processo econômico que o substituísse por um modo de produção capitalista em uma evolução econômica. O movimento identitário negro fez de Alencar persona non grata da luta racial negra, igual Monteiro Lobato. O que existe como problema virtual no romance do poder d’ars alencariano seria o que se pode chamar de <racismo estético>? o negro não tem seu lugar no romance alecariano por racismo estético? O índio como o passado estético do Brasil do século XIX seria racismo d’ars contra o negro? José de Alencar teria criado a forma de governo d’ars na literatura romântica modernista para a relação da elite imperial branca com as massas raciais do trabalho manual? 

Não se faz necessário discutir o racismo estético na metaideologia do próprio texto alencariano a partir dos objetos quimiosubjetivos estéticos? personagens alencarianos são objeto quimioestético de massas, de povos, de instituições. Dou como exemplo comparável o jesuíta e o chefe do tribalismo indígena: 

“Nóbrega e Anchieta rezavam, quando entra Parabuçu resolvido a matá-los: os padres, com a resignação de mártires que se sacrificam santa, esperam a morte tranquilamente; essa fé robusta, essa placidez de homens que encaram sorridente o perigo impõe respeito ao selvagem, que não se atreve a consumar o crime”. (José de Alencar. Idem: 815). 

O santo barroco se define por uma relação com o metamaterialismo na qual a vida química das afecções chega a seu grau zero? Já o tribalismo é o grau máximo, a plenitude hiperbólica barroca da vida química das afecções no selvagem que o poeta do passado estético do século XIX  não soube transformar em imagem textual épica metamaterialista :

“Tibiriça era um belo tipo que o poeta esboçou toscamente, sem aproveitar toda a riqueza de sentimento e de paixões que lhe oferecia essa natureza virgem, e essa fé ainda recente, mas profunda e inabalável: a luta de sua nova crença com as afeições do passado, essa repulsão mútua da religião e da família, não despertam nenhuma ideia, nenhum lance feliz, o senhor Magalhães fez, ao contrário, uma criação monstruosa: Tibiriça convertido é um selvagem da religião, como antes tinha sido um selvagem da liberdade”. (José de Alencar. Idem: 815).  

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A gramática de José de Alencar retira o parênteses da relação entre os objetos quimiosubjetivos? Por exemplo, retira o parênteses  da relação entre a civilização barroca e o tribalismo indígena, entre  santo da civilização barroca e a tradição tribalista da jovem virgem oferecida como quimioestética da hospitalidade. Há uma continuidade entre barroco e tribalismo, entre o passado estético tribalista do Brasil e a atualidade da civilização barroca se a causalidade química das afecções não for posta entre parênteses e assim o santo representar uma espécie de razão celestial e o selvagem puro, entre parênteses, metamaterialismo:

“Felizmente, terminando essas observações, em que talvez fosse severo, mas em que a minha consciência não me acusado haver sido injusto, tenho a satisfação de apontar um verdadeiro trecho de poesia que li no poema; é a descrição do luar na praia de Iperoí, quando Anchieta com a ponta de seu bastão escrevia sobre a areia os versos latinos do poema da Virgindade de Maria”. 

“Senti que o poeta, tendo aproveitado este fato histórico, desprezasse inteiramente a causa que deu lugar a ele, e que todos sabem ser o desejo de fortalecer-se e resistir à tentação das virgens índias, que, segundo  costume selvagem, constituíam um dos deveres sagrados da hospitalidade”.

“Essa castidade do voto, essa pureza ascética em luta com os instintos do homem, com a sedução a mais forte forte e poderosa, pois era sedução da inocência, deu a Anchieta a ideia de cantar na língua de Horácio a virgindade de Maria, entretanto que ao senhor Magalh~es não despertou sequer um ligeiro episódio”. (José de Alencar. Confederação dos Tamoios: 817). 

O poeta Magalhães põe entre parênteses a causalidade química afeccional entre Anchieta e a bela virgem do tribalismo, Alencar retira o parênteses. Alencar não poem entre parênteses a interrogação estoica: “existe o mal moral?”.Essa indagação se encontra no coração da gramática do romance do poder qumioestetico barroco-estóico. SWe é assim é necessário retirar os parênteses da causalidade metamaterial química e assim buscar a continuidade entre essa causalidade e a razão celestial do santo. O santo é justamente aquele que tem governo de si das afecções químicas em relação ao objeto quimioestético mulher tribalista. Colocar entre parênteses o objeto quimioestetico mulher na civilização barroca, eis a estratégia de dominar a química afeccional da mulher na civilização barroca lusa. A época da libertinagem tem como objeto quimiosubjetivo o homem luso nos trópicos., onde o colonizador luso encontrou um paraíso perdido da carne tribalista. José de Anchieta faz sua luta contra esse paraíso da libertinagem do encontro do europeu com a jovem bela virgem indígena. Para não se deixar levar em tentação da carne sexual, Anchieta faz da virgem tribal a Virgem Maria, um objeto quimioestetico da ordem do sagrado, do celestial. Põe a jovem de carne e osso entre parênteses do mal moral? A lógica gramatical química das afecções é o mal moral estóico para o santo?   

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DUALISMO METAFÍSICO EUROPEU 



O problema do dualismo metafísico é a gramática na razão e a química afeccional na vida? Em Marx, a luta de classe rompe com o dualismo Estado versus sociedade civil? Em Aristóteles, a ética rompe com  dualismo metafísico de ideia para um lado e química afeccional para outro.  A ética é a química afeccional do ethos e eros, e fazer o bem para o Outro Em Marx, a luta de classe é paixão movida por fenilideia popular da revolta operária. Marx faz pendant com Aristóteles contra a metafísica dualista. Em Marx não tem juízo moral do mal? Quem diz o que é o mal entre dominante e dominado? A civilização do dominante europeu diz que o mal é o proletariado sem logos? Marx diz que a classe operária é vida química afeccional e logos revolucionário na gramática do materialismo histórico. Há no discurso de Marx  ideologia? Sim. há teologia dualista do ser e da consciência, do comunismo como fim da história da luta de classe. discussão sobre a restauração do tribalismo, isto como metaideologia. 

Em Marx e aristóteles há a metaideologia anti-platônica. Em Aristóteles há um rico campo de ideologias como o da ética e o do político. Em Marx, há teoria contemplativa do campo ideológico e teoria do campo da gramática: teoria gramatical na qual a ideia pode existir como ação revolucionária com na Tese 11. Em Marx, o mal moral estoico é parte da luta de classe do dominante contra o dominado. 

Elorduy:

“A luta moral só pode dar-se entre princípios antagônicos que radicam em um mesmo e idêntico ser, não entre seres ou faculdades distintas totalmente. porque neste caso só há luta física de duas entidades contrárias, das qual uma trata de subjugar ou eliminar a seu rival, sem que exista razão alguma objetiva para chamar de boa a uma delas má a seu contrário”; (Elorduy. O Estoicismo. vol 2. Madrid: Gredos, 1972: 126).

O mal moral estóico se realiza na tela do cérebro e a luta de classe é uma luta real da realidade objetiva, isto é, dos objetos quimiosubjetivos:

“Uma das definições mais conhecidas da do afeto [<afecção>] é [...]: uma tendência exorbitante, uma paixão <desbordada>. Esta definição, que provém já do mesmo Zenão, foi do agrado de todos, como se ve pelos muitos autores que a copiam: por exemplo, Diógenes Laercio e Estobeo.É fácil que a tradução latina <pertubatio>  [...] esteja inspirada nesta definição, que carrega em si como que um mitin interior de turbas tumultuados ou como um desmoronamento produzido na alma por ums terrível sacudida moral [...] Zenon a define dizendo que uma perturbação [...] é contrária a reta razão, uma comoção antinatural, ,uma comoção antinatural da alma. Alguns, mais brevemente, dizem que a perturbação é um <apetito> mais veemente”. (Elorduy: 127(. 

O abalo moral da alma é equivalente a stasis que pode chegar até a guerra civil dos fenômenos do pathos, do tanatos, do fazer o mal a si próprio, pois o mal moral é uma guerra civil contra a forma de governo da alma que organiza o ethos, o eros, o fazer o bem a si próprio. A analogia com a guerra civil da realidade objetiva dos objetos quimiosubjetivos interessa mais à ciência política metamaterialista da química das afecções. Nesta ciência, uma fenilogos faz parelha com as afecções químicas da alma e da realidade objetiva na fabricação da forma de governo metamaterial da vida química. 

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  PRÍNCIPE DO GENERAL INTELLECT GRAMATICAL 


A história do século XX começa com o Príncipe republicano, em 1930, Getúlio Vargas. FHC é o Príncipe neoliberal anti-republicano da USP. Lula da Silva emerge do sindicalismo paulista para se tornar o Príncipe do general intellect gramatical barroco/iluminista moderno. O sistema nacional-popular territorial de universidades federais é o território do desenvolvimento e das massas analíticas que povoam a cultura brasileira em suas telas como TV e Youtube. todo um campo de ideologias científicas passaram a existir como atividade das massas analíricas. A classe politica tem em seu comando massas analíticas de formação universitária. A organização da cultura nacional compreende professor, cientista, artista, poeta e jurista que de um modo ou outro fazem parte do general intellect gramatical. O palco dos debates com multidão, os teatros, o cinema, a música, a sala de aula, o anfiteatro etc. são um exercício das práticas vivas do general intellect gramatical. Ora,  governo de Jair Bolsonaro procurou desintegrar o general intellec gramatical republicano de 1988. O clã de bolsonaro é um inimigo mortal do nosso general intellec gramatical (GIG) civil-republicano. A eleição de 2026 põe e repõe de um lado o Estado territorial nacional do GIG republicano 1988 e do outro lado negro o niilismo asoluto irracional, que é a vontade de poder de desitegrarr o GIG. Ora, o caminho da política pode ser o de integrar cada vez mais massas populares ao GIG como massas analíticas. É a revolução barroca/iluminista do general intellect gramatical em curso no Brasil.     

A origem do Príncipe GIG encontra-se no século XIX, no Príncipe iluminista-barroco do romantismo-modernista: José de Alencar. A história da literatura brasileira pôs entre parênteses a palavra modernismo. O tempo do modernismo começa com a Semana de Arte de São Paulo em 1922 com  Mário de Andrade e Oswald de Andrade. A história do poder estético da modernidade começa com o romantismo que tem em José de Alencar seu crítico-artista, junção da crítica moderna da estética com a plurivocidade de gramática do poder d’ars da forma de governo modernista-romântico:

“Há na poesia e na arte, nessas duas irmãs, filhas do gênio e da natureza, além da execução, uma parte negativa, a que um escritor moderno chama a crítica”.

“O poeta ou o  artista é o homem que vê, que concebe e executa um pensamento sob a influência dessa exaltação de espírito que solta os voos à fantasia humana.”

“O crítico, ao contrário, é o poeta ou o artista que vê, que estuda e sente a ideia já criada; que a admira com essa emoção calma e tranquila que vem depois do exame e da reflexão”. 

“Para ambos pois há uma mesma revelação do belo, com a diferença que para um se manifesta sob a forma do pensamento e para o outro sob a forma do sentimento”. (José de Alencar. Idem: 818). 

Há uma relação entre crítica e poder d’ars na revelação do belo em dois campos estéticos, isto é, do belo. Um problema da ciência política metamaterialista, pois, ethos e eros e fazer o bem para o Outro articulam os dois campos. A crítica do crítico-artista funda o território da modernidade metamaterialista da fenilideia que aparece como ética, isto é, emoção calma e tranquila. No metamaterialismo, o pathos e tanatos, o fazer o mal ao Outro é um problema de ciência política da vida da química das afecções, da quimioestetica na realidade objetiva dos objetos quimiosubjetivos como o dominante e o dominado:

“As contradições insolúveis (do dominante senhor escravocrata na sociedade capitalista com o povo negro liberto pela princesa isabel) derrubou a monarquia bragantina. Contradições insolúveis de uma subjetividade burguesa que continua escravocrata no trato com as classes sociais inferiores. Tal lógica gramatical retórica-estética cria e recria uma guerra hierárquica de um pastiche paródico de um poder estético monstruoso do rico contra o pobre através do controle que oi rico detém na TV , Youtube, no aparelho de Estado e no parlamento”. (Bandeira da silveira. Poder d’ars, poder estético, realismo fantástico. EUA: amazon. 2025: 17-18). 

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sábado, 3 de janeiro de 2026

Metamatéria quimilato, Estado animal

 metamateria quimilato -Estado-formiga

Por não terem formação em ciência política materialista, os psicanalistas ignoraram a ideia do <Estado animal> freudiano:

“Por que nossos parentes, os animais, não apresentam uma luta cultural desse tipo? Não sabemos. Provavelmente, alguns deles - as abelhas, as formigas, as termetas - batalharam durante milhares de anos antes de chegarem às instituições estatais, à distribuição das funções e às restrições ao indivíduo pelas quais hoje admiramos. Constitui um sinal de nossa condição atual o fato de sabermos, por nossos próprios sentimentos, que não nos sentiríamos felizes em qualquer desses Estado animais [...]”. (Freud. v.21: 146).  

O Estado animal de Freud é um verdadeiro escândalo para a ciência política tradicional, mas não o é para a ciência política da metamatéria quimilato que segue Rousseau como apresentei no meu texto “História verossímil do Estado”. O Estado animal é um efeito da língua phenylato (Bandeira da Silveira; março/2025), língua das afecções que se expressam na língua da palavra como Estado/sociedade:

“Não é a fome ou a sede, mas o amor, o ódio, a piedade, a cólera, que lhes arrancaram as primeiras vozes. Os frutos não fogem de nossas mãos, é possível nutrir-se com eles sem falar; acossa-se em silêncio a presa que se quer comer; mas, para emocionar um jovem coração, para repelir um agressor injusto, a natureza impõe sinais, gritos e queixumes. Eis as mais antigas palavras inventadas, eis porque as primeiras línguas foram cantadas e apaixonadas antes de serem simple e metódicas”. (Rousseau. 1973: 170). 

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Freud e Rousseau seriam do <partido naturalista> em contraposição à Maquiavel, Baltasar Grácian Hobbes do <partido artificialista>? No romance do poder estético (Bandeira da Silveira; novembro/2025), Rousseau e Freud produzem ideologia naturalista sobre o Estado/sociedade europeu? Clement Rosset fala de um  <poder da arte>. É o mesmo que poder estético? 

“A única autonomia à art, com relação à instância natural, é um poder de transgressão e degradação: pode acontecer que a arte desfaça o que a natureza faz, mas esse poder de desfazer nãi implica em nenhum pode de ‘fazer’> Consequentemente, é da natureza que o artifício retira sua força: só ela permite aos seus prolongamentos artificiais viver e prosperar; privada de toda vinculação natural, uma produção artificial é tida como aquilo que deve perecer, tal qual murcha uma flor arrancada do caule”. (Rosset. 1989: 14). 

O poder da arte é transgressão e degradação da natureza> Qual natureza? Se tomamos a natureza como metamatéria quimilato, o poder da arte de Rosset é transgressão e degradação da língua phenylato? O poder estético de Rosset é: “a indiferença a qualquer ideia de natureza, o único que caracteriza uma estética verdadeiramenteartificialista”. (Rosset. 1989:87). Entre o poder naturalista puro e o poder artificialista puro, hã algo aí?  

“Essa recusa do artificio confunde-se, em Rousseau, com um retorno, não do natural, mas da religião, no sentido amplo, isto é, lucreciano do termo. Efetivamente é, mais do que Diderot ou Voltaire, o grande restaurador do sentimento religioso do século XVIII; sua não-definição assegura à ideia de natureza, tal qual a pratica Rousseau, uma função metafísica e mística [...] Restauração da metafísica; a ideia de natureza proclama, por recusar o artifício, que engloba todo o aspecto, que as coisas não se limitam às coisas, nem o homem ao homem. Há um ‘resto’, indizível, indefinido, invisível, que tem o nome de natureza [...]”. (Rosset. Idem: 268).    

A história da química tornará esse resto invisível, dizível? O <resto> é a história da língua quimilato metamaterial? Dai, o Estado-formiga freudiano põe em cena um Rousseau que não é nem puramente naturalista ou artificialista. O que parece, então?

Rosseau e Freud são com Kant do poder estético iluminista barroco (Rawls.2005: 121-122). O poder estético barroco é a conciliação dos contrários natureza e artifício:

“Aqui há de novo a particularidade de que as forças centrífugas de um simbolismo que quer gozar a vida, e de um uma espiritualização, pelo contrário, distante do mundo, confluem num primeiro tempo artificialmente e depois naturalmente, segundo as leis barrocas da conciliação doque é em aparência inconciliável (lei que opera de maneira lenta)”. (Hatzfeld: 61). 

O poder estético é barroco, conciliação da língua phenylato com a língua nacional que criam Estado, sociedade e tela da prática política universal. O Estado-formiga freudiano parece ser produzido no romance RSI (Real, Simbólico, imaginário) como Estado-formiga digital da atualidade das big techs americanas?  Camadas metamaterial quimilato de indivíduos não parecem se alimentar das afecções da lingua phenylato na estruturação da relação consciência versus inconsciente?    

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Rousseau parece pensar uma forma de governo natural, da língua quimilato metamateri -(ato) da “prática política” homem/natureza? 

“a piedade representa um sentimento natural que, moderando em cada indivíduo a ação do amor de si mesmo, concorre para a conservação mútua de toda a espécie. Ela nos faz sem reflexão, socorrer aqueles que vemos sofrer; ela, no estado de natureza, ocupa o lugar das leis, dos costumes e da virtude, com a vantagem de ninguém sentir-se tentado a desobedecer à sua doce voz”> (Rousseau. 1964: 156) 

A língua metamaterial quimilato não tem  o ato da reflexão como a língua nacional? O Estado-formiga natural se distingue do Estado-formiga digital, por este por o reflexivo no lugar da <pietas>?, esta com um sentimento natural de amor que estrutura a famíla do homem? no dicionário laino-português, pietas adquire significados que vão do amor religioso ao pai, afeto para a famíla, amor à pátria, amizade, justiça, fidelidade ao Outro, culto devido áquele de quem nada se tem recebido; a autoridade paterna deve fundar-se no affecto, a affeição que eu tenho, o amor do senado ao Prícipe (Saraiva: 898-899). O amor do senado ao Prícipe é a piedade como forma de governo cesarista. O leitor pode observar que a piedade é uma afecção alquilato importante que se expressa    

 no sentimento e na língua da palavra. Ela é a conciliação barroca de Rousseau entre natureza e artifício.

Derrida:

“O esquema sobre o qual o pensamento de Rousseau nunca variou, seria, pois, o seguinte: a piedade é inata, mas na sua pureza natural, ela não pertence ao homem, pertence ao vivente em geral. Ela é ‘tão natural que as próprias bestas dela dão por vezes signos sensíveis’> Esta piedade só desperta a si na humanidade, só acede à paixão, à linguagem e à representação, só produz a identificação com o outro como outro através da imaginação. A imaginação é o vir-a-ser-humano da piedade”. (Derrida. 1973: 225). 

O Estado-formiga natural não possui a imaginação do Estado-formiga digital? O natural é uma forma de governo de uma língua metamateri -(ato) sem imaginação? Não há produção de imagem no Estado-formiga natural? Não estou em condições de avançar sobre essa diferença entre os dois Estados supracitados. O Estado-formiga capitalista digital se alimenta da produção de mais-valia afeccional na sua reprodução ampliada capitalista. A produção de mais-valia afeccional agencia o poder realista fantástico estratégico da comunicação: mentir, despistar, enganar, manipular (MacCarthy:333). Dissimular, simular etc. já é o poder realista estratégico que se desenvolve na lógica do simulacro de simulação (Baudrillard. 1991: 150) do Estado-formiga capitalista das big techs das redes sociais.   

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Rousseau estabelece a relação entre forma de governo, língua e liberdade. A forma de governo politeia fala a língua retórica dos sofistas e a´se encontra a liberdade política:

“‘Nos tempos antigos, quando a persuasão constituía uma força pública, impunha-se a eloquência. De que serviria hoje, quando a força pública substitui a persuasão? Naõ se tem necessidade nem de arte nem de figura para dizer:<assim o quero>. Qual é o discurso, pois, que ainda resta a fazer ao povo reunido.? Sermões. E qual o interesse daqueles que os fazem, em persuadir o povo, se não é o povo quem distribui mercês? As línguas populares tornaram-se, também para nós, tão perfeitamente inúteis quanto a eloquência. [...] Para tanto não precisa reunir ninguém; ao contrário, convém manter os súditos esparsos - tal a primeira máxima da política moderna”. (Rousseau. 1973:204-205).

A forma de governo rei-filósofo (Edmond; 1991) é aquela do grau zero da liberdade em contraposição á forma de governo retórica, dos sofistas:

“Afirmo ser uma língua escravizada toda aquela com o qual não se consegue ser ouvido pelo povo reunido. É impossível que um povo reunido permaneça livre e fale uma tal língua”. (Rousseau. 1973: 205). 

A língua popular é aquela falada pela multidão que decide na prática política em um exercício de liberdade política. O filósofo, a filosofia é a expropriação dessa língua popular e da liberdade política que ela proporciona. Na prática política, o poder estético do filósofo produz o discurso do mestre, a relação de dominação dominante/dominado, elite/massa. A língua da elite substitui a língua popular na prática política. A substitui e se apropria de um mais-gozar produzido pela língua do dominado na prática política com soberania popular: “Não foi Marx, obviamente, quem inventou a mais-valia. Só que antes dele ninguém sabia o seu lugar. Era o mesmo ugar ambíguo que o que acabo de dizer, do trbalho a mais, do mais-trabalho. O que é que isso paga, pergunta ele, senão justamente o gozo, o qual é preciso que vá para algum lugar”. (Lacan. 1991. S. 17: 19). 

A relação entre a forma de governo ea língua comporta um saber como episteme?

Lacan: 

“Comecemos por distinguir o que chamarei, nesta ocasião, de as duas faces do saber - a face articulada e esse saber-fazer, tão aparentado ao saber animal, mas que no escravo não está absolutamente desprovido desse aparelho que faz dele uma rede de linguagem das mais articuladas, pode ser transmitido, o que quer dizer transmitido do bolso do escravo ao do senhor - se é que havia bolsos naquela época”.

“Está aí todo o esforço do deslindamento do que se chama <episteme>. É uma palavra engraçada, [...] - <colocar-se em boa posição>, é em suma a mesma palavra que <verstehen>. Trata-se de encontar a posição que permita que o saber se torne um saber de senhor. A função da <episteme> especificada como saber transmissível - remetam-se aos diálogos de Platão - é sempre tomada por inteiro das técnicas artesanais, isto é, dos servos. O que está em questão é extrair sua essência para que esse saber se torne um saber de maître”. (Lacan. Idem: 21). 

A democracia representativa moderna é uma forma de governo epistêmica, no sentido de Platão. Há uma produção de mais-valia, isto é, mais-gozar, na soberania popular que decide quem será o governante. A retórica sofística aparece como um simulacro de simulação de retórica. A eloquência não tem a função de persuasão de qual deve ser a melhor decisão. A soberania popular pode decidir pela desintegração da forma de governo republicana, fato que aconteceu com a eleição de Bolsonaro em 2028. Ele também não foi reeleito por uma diferença de 2% de votos, mesmo depois de toda a destruição que ele causou no Estado republicano como ethos, eros, fazer o bem. Ora, para falar de Bolsonaro não se faz necessário ir além da relação da forma de governo com a língua nacional? O saber animal do qual fala Lacan não remete para a língua natural rousseauniana e para o Estado-formiga natural freudiano? A soberania popular é um saber-fazer os representantes, mesmo que esses sejam contra os interesses da vida da população. Esse saber-fazer já está além ou aquém da lingua nacional, precariamente falada pelo povo disperso. Bem! há uma lingua que o povo fala para eleger os representantes. Essa é a língua metamateri -(ato) quimilato na prática política. aí a forma de governo republicana 1988 é substituida por uma forma de governo do Estado-formiga bolsonarista? é uma viagem para além da episteme platônica e, sobretudo, da retórica sofística:

“En effet, si le langage, de même que l’être et le connaître qui lui sont étroitement apparentés, est d’essence antithétique, l’antithèse se révèle ainsi, une fois encore, être une catégorie universelle; cela signifie que, du fait même de ses contradictions formelles, expressions d’une contradiction métaphysique, le langage est [...], comme est [...] sa puissance, en raison de l’irrésistible force de persuasion qu’elle peut exercer au moyen  du ‘leurre’”. (Untersteiner: 282).   

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O animal digital é um “indivíduo”? um homem no sentido aristotélico? 

“o homem é o único ser vivente <que possui logos>, esse meio de comunicação racional que lhe permite estabelecer acordos sobre o justo e o injusto, o adequado ou não, o melhor e o pior”. (Samaranch: 192). 

Há a subsunção da história verossímil do indivíduo homem pelo animal digital? As relações técnicas de produção cibernéticas puseram um fim no indivíduo homem? é o fim na gramática ideológica do individualismo? 

A revolução francesa republicana produziu o indivíduo homem moderno com sua gramática ideológica da liberdade e da igualdade:

“Pensamos sobretudo na criança lentamente levada à humanidade pela educação familiar, pela aprendizado da linguagem e da moral, pelo ensino que a faz participar do patrimônio comum - compreendidos aí, entre nós, elementos que a humanidade ignorava há menos de um século. Onde estaria a humanidade desse homem, onde sua inteligência, sem esse adestramento, uma criação, para falar mais propriamente, que toda sociedade compartilha de algum modo com seus membros, que seriam seus agentes concretos? Essa verdade está tão longe dos olhos, que talvez fosse necessário remeter nossos contemporâneos, mesmo os instruídos, às históriasw de meninos-lobos para que refletissem que a consciência individual provém do adestramento social”. (Dumont. 1992: 54).

Com a soberania do animal digital, o indivíduo com consciência individual torna-se um vocábulo cadavérico de uma linguagem digital jesuítica? 

Lacan:

“O apio que nele encontra o senghor não é outra coisa senão o corpo do escravo, no que ele é <perinde ac cadaver> [...] Mas o escravo, assim, está apenas no campo em que sustenta o senhor como sujeito”. (Lacan. S. 16: 370). 

O animal digital necessita de um senhor e o encontra na prática política, Essa experiência pode ser observada no Brasil com o bolsonarismo. O discurso maquínico de Bolsonaro era o de usar o governo para a desintegração da República Constitucional de 1988. A comunidade das formigas digitais se caracteriza pelo ódio ao homem republicano, ódio ao Estado republicano 1988. Ódioà gramática da justiça republicana e à lógica do ethos, eros, fazer o bem do Estado republicano:

“Também não quero defender a ideia de que seria aconselhável a um wegoísta, em meio a uma sociedade justa, transformar-se em um homem justo, dados os seus objetivos. Antes, o que me interessa é avaliar o bem de um estabelecido desejo de seguir o ponto de vista da justiça. Suponho que os membros de uma sociedade bem estruturada já possuam esse desejo. A questão é se esse sentimento regulador é coerente com o bem das pessoas. Não estaremos examinando a justiça ou o valor moral das ações a partir de determinados ponto de vista; estaremos, sim, avaliando o bem associado ao desejo de adotar-se um ponto de vista particular, a saber, o da justiça. Precisamos avaliar este desejo não do ponto de vista egoísta, seja qual for, mas à luz da teoria estrita do bem”. (Rawls. 1981: 412) 

O desejo é expressão de afecções; o desejo egoísta de afecções da língua phenylato. Os sentimentos da gramática republicana é expressão da língua alquilato, que regula a ação política para a justiça e fazer o bem. O animal digital é o escravo de um senhor egoísta, de um senhor como efeito da metamatéria phenylato na prática política. O Estado formiga digital é um efeito das relações técnicas de produção da  metamatéria quimilato cibernética. O animal digital é aquele produtor de uma mais-valia afeccional phenylato para seu senhor.         

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Em Marx, a gramática da realidade objetiva é estruturada e movida por um poder estético realista realista:

Hobsbawm;

“A quarta etapa é aquela em que surge o proletariado, o que vale dizer é aquelana qual a exploração não mais ocorre na forma grosseira de apropriação de <homens. - como escravos ou servos - mas na da apropriação do ‘trabalho’. ‘Para o Capital o trabalhador não é uma condição de produção, só o trabalho o trabalho o é. se este puder ser executado por máquinas ou mesmo, pela água ou o ar, muito melhor. E o capital se apropria não do trabalhador mas de seu trabalho - e não diretamente, mas por meio de troca’”. (Marx: 38-39). 

O poder estético realista realista é aquele de uma realidade objetiva <vegetal>, como viu Oswald de Andrade:

“Contra as elites vegetais. em comunicação com o slo”. (Teles:356).

O capitalismo é uma realidade objetiva vegetal. Essa realidade vegetal pode apodrecer? A ética protestante bloqueou que a realidade objetiva capitalista se tornasse um espírito capitalista vegetal podre. (Weber; 1981). Hoje, nãon existe mais ética protestante da realidade objetiva vegeta capitalista. Em contato direto com o solo, com a gramática expositiva do chão, ela apodreceu. Se a gramática capitalista vegetal apodrece, o normal é a gramática do aparelho de Estado apodrecer. O Estado nacional territorial como realidade objetiva vegetal pode apodrecer. No Brasi, o apodrecimento do aparelho de Estado é tomado como parte de jogos retóricos da elite política: direita e esquerda. A democracia republicana de 1988 caminhou para uma democracia representativa vegetal oligárquica em processo de putrefação. É um Deus nos acuda. Elites vegetais oswaldianas em comunicação com o solo podre do capitalismo, eis o segredo da crise brasileira de 2026.    

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A mundialização da gramática de Marx começa com o  partido socialdemocrata alemão. O marxismo russo é uma continuidade do marxismo desse partido alemão. A cultura alemão teria em Max Weber o homem que fez da <crítica da economia política:> uma sociologia econômica universitária da época do mercantilismo capitalista europeu. Marx criou o hegemonkon europeu como poder estético realista realista. Max Weber criou um poder estetic realista realista econômico de extrema complexidade:

“Dizemos que uma atividade é econômica quando está orientada a procurar ‘utilidades’ (bens e serviços) desejáveis ou as probabilidades de disposição sobre as mesmas. Toda atividade pode ser orientada economicamente, como, por exemplo, a dos artistas e a do guerreiro; esta última até onde os objetivos e meios econômicos são de interesse para a preparação e realização da guerra. Todavia, no sentido estrito, <economia> é somente o exercício pacífico de um poder de disposição que, em princípio, está economicamente orientado”. (Weber. 1968:9). 

A prática econômica é um poder de disposição economicamente orientado. Aí, podemos ver esse poder weberiano como um poder d’ars realista realista, por excelência? Imagem textual original  de todos os poderes estéticos do realismo realista? 

“Entretanto, segundo a experiência histórica, atrás de toda economia existe um elemento coercivo - atualmente, manejado pelo estado e, em épocas passadas, amiúde, pelas corporações - e até mesmo uma economia socialista ou comunista dele necessita para pôr em prática sas ordenações; mas esta coerção, agora, não é, precisamente, uma situação econômica, e sim, tão-somente, um meio para asseguráq-la”. (WEber. 1968: 10). 

O poder estético não é um poder coercitivo, como o poder de Estado. Este é um meio para a existência do poder d’ars realista realista na prática econômica:

“Sob a denominação de <economia> devemos compreender, portanto, em definitivo, uma ação desenvolvida de modo coerente, mediante um próprio poder de disposição, enquanto está determinado pelo desejo de se procurar utilidades ou suas probabilidades. A ‘unidade econômica’ (‘associação econômica’) é sempre - logo que a ação é realizada por uma ‘associação’ mais ou menos cerrada - uma <associação autocéfala>, isto é, que diz respeito também ao grupo de pessoas diretivas, estando orientada, primeiramente, no sentido econômico, cuja atividade não se desenvolve em caráter esporádico, mas sim constante”. (Weber. 1968: 10). 

A prática econômica autocéfala requer uma classe dirigente econômica regulada por um poder estético realista realista baseado no princípio da não contradição:

“que toute chose doit nécessairement être affirmée ou niée, et qu’il est impossible qu’une chose soit et ne soit pas, em même temps, ainsi que toutes autres prémisses de ce genre”. (Aristote. 1991:129). .