José Paulo
O neofascismo é spaltung (quebra
de mundo) na Ordem 1988. Ele surge na formação gramatical brasileira como um
fenômeno natural da vida política em extensão. Cabe na letra às avessas de
Guimarães Rosa: “O sertão está em toda a parte”.
O sertão está em toda a parte
como o deserto latino-americano de uma democracia sem democratas, de um poder
judiciário liberal sem liberais, DE um capitalismo sem capitalistas. É um
sertão triste, tristonho, uma circunstância sem homens e ideias, gramática da
comunicação e sem gramáticos na economia e política.
O marxismo
no Brasil foi uma potente máquina intelectual de convencimento da existência de
um capitalismo brasileiro com relações sociais de produção e relações técnicas
de produção capitalistas. Belos livros marxistas foram publicados entre nós. Nenhum
deles estudou a mente do capitalista brasileiro.
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A MENTE DO CAPITALISTA BRASILEIRO
Só a partir do momento no qual
(na mente do capitalista) teve vida independente o capital de empresa, tem
adquirido este um sentido definido e claramente delimitado.
Na história econômica
capitalista, o capital tem que existir como um significante no cérebro do
capitalista. As várias espécies de “cultura cerebral capitalista” determinam o
modo de existência do capitalismo por nações ou regiões geoeconômicas.
No Brasil, o significante capital
que domina o cérebro capitalista é o conceito de capital de Adam Smith.
Trata-se de uma concepção na qual o capital é sinônimo de meios de produção
produzidos. A doutrina dos 3 fatores da produção (natureza, trabalho, capital)
se acha ligada a esta definição. O capital gasto em salários da força de
trabalho e, por conseguinte, gasto com os meios de subsistência do trabalho não
cai de modo algum no conceito de capital de nosso empresário.
Para o nosso empresário, o
capital não é uma relação social criada na relação trabalho/capital. Ele não é
efeito da produção da mais-valia no processo de produção do trabalho produtivo
da sociedade industrial capitalista.
O nosso empresário não concebe o
capital: a) como parte da história econômica da sociedade industrial
capitalista; b) não concebe o capital como relação social de produção e relação
técnica de produção; c) confunde os símbolos do capital que edificam uma
empresa capitalista, as coisas como dinheiro, meios de produção, meios de
subsistência, mercadorias com o significante capital.
O cérebro de nosso empresário é a
geleia geral do tropicalismo.
O sentido da produção capitalista
é obtenção de “ganancia”. “Ganancia” ou benefício quer dizer excedente: o
capital adiantado deve voltar a seu ponto de partida, com um suplemento, um
aumento, um incremento. Assim se tem valorizado. O suplemento é a mais-valia se
se refere ao capital total de uma sociedade. Produzir mais-valia significa que
o valor de troca (preço) de todos os bens produzidos durante um período de
produção (durante um ano) é bem maior que a soma paga a classe trabalhadora
assalariada, maior que o salario do trabalho, mais elevado que o valor de
câmbio (preço) da força de trabalho, superior ao fundo de salários.
A relação social em tela ocorre
em uma determinada história econômica capitalista. A competição entre as empresas
capitalistas é parte da história econômica para a sobrevivência das empresas
mais fortes tecnicamente; a relação técnica de produção age sobre a baixa do
preço da mercadoria no fim da cadeia capitalista, ou seja, no mercado dos meios
de bens de consumo improdutivos. O cérebro do empresário brasileiro não
metaboliza a sociedade industrial capitalista como um modo de existência
empresarial competitivo. O empresário brasileiro é o sujeito gramatical que não
quer morrer e assim os preços das mercadorias não obedecem à lógica da
gramática do modo de produção e circulação de uma sociedade industrial moderna.
Sem competição capitalista, o
cérebro capitalista colonial não estabelece a relação entre técnica e criação
científica como essência de sua prática econômica. Assim o empresário não se
constitui como força prática econômica de reinvenção do capitalismo nesta hora
na qual a invenção é o gramático capitalista, por excelência.
NO Brasil, os mass media, os economistas em geral, os
políticos-empresários e o novo governo nacional esperam que a velha indústria
retome um crescimento econômico que cessou há mais de 30 anos. Para eles, basta
investir no capital (= meios de produção produzidos) para que o milagre do
crescimento econômico retorne. Fantasia econômica brasileira no lugar da
história econômica real do capitalismo nacional.
A música
diz tudo: “a sua piscina está cheia de ratos, as suas ideias não correspondem
aos fatos”.
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II
O marxista Florestan Fernandes escreveu
sobre uma burguesia autocrática. Ele fala do caráter totalitário da burguesia
brasileira fazendo pendant com o militarismo. A nossa burguesia gerou o Estado
militar 1964 em reação ao aprofundamento da democracia 1946.
Em 2019, um governo com uma
facção militar poderosa é apresentado pelos mass media como um fato natural. Para
a burguesia totalitária é um fato natural. A burguesia financia os mass media, os mass media representam na sociedade de comunicação de massa a lógica
da gramática da burguesia brasileira.
Para Hegel o Estado é o palco da
história. Para Marx, o palco da história é a sociedade civil burguesa na
formação social capitalista. Nós brasileiros vivemos em um ersatz de capitalismo
e a burguesia brasileira não é um sujeito de uma história gloriosa de revoluções
burguesas. No Brasil, sempre se falou em revoluções (qualquer escaramuça ou
quartelada era apelidado de revolução). Assim, tivemos a Revolução 1930 de
Getúlio Vargas envolta em trevas discursivas nas quais andei sem rumo nos
bancos universitários. 1930 não foi uma revolução burguesa, foi um movimento
civil/militar da oligarquia do Sul do país.
Os paulistas publicaram uma
volumosa bibliografia sobre a burguesia do café e a burguesia industrial
paulista das duas primeiras décadas do século XX. Eles apresentaram São Paulo
como o centro da vida econômica capitalista
a partir do fim da era escravagista. Da oligarquia paulista, o maravilhoso
marxista moral Caio Prado Jr criou uma Editora para publicar seus próprios livros
sobre a existência do capitalismo no
Brasil desde a era colonial. Essa baboseira toda encheu de fumos machadianos (delírio
gramatical em Machado de Assis) minha vida como estudante universitário e
professor universitário, também.
Hoje me livrei dos fumos
machadianos. Mas para tal feito tive que inventar um campo científico no domínio
da história: psicanálise em gramática
marxista. Esta gramática corresponde
ao método crítica das ideologias científicas (economia política) e filosóficas
(filosofia neo-hegeliana e socialista) de Marx. O marxismo e a economia política
entre nós (não temos filosofia) é o campo das ideologias a partir do qual com um
martelo a vapor (método da gramática da comunicação) despedacei a nossa literatura
ideológica científica e a recriei como psicanalise em gramática marxista.
De fato, a universidade carioca e
paulista vivia nas brumas de Avalon das ideologias teóricas europeias. O universitário
é um ser ideológico. Esta é a causa de um ersatz de ideologia (lulismo) tomar
de assalto a nossa vida universitária.
O lulismo corrupto desgraçou o
marxismo; durante um grande período da vida docente ministrei aula de marxismo
para 3 alunos. Com o colapso da ideologia marxista da ilustração tupiniquim, os
alunos se tomaram de aversão sexual (aversão que envolve o sentido olfativo)
pelo odor pútrido que exalava dos livros marxistas. Não desisti! Chegueis a situação
insustentável de ministrar um curso de marxismo para um aluno. Só a liberdade
de cátedra garantiu a continuação de meus cursos sobre marxismo.
Depois do câncer (tenho de
registrar que a universidade me tratou como uma pessoa gravemente doente e não
com máquina descartável, pois, fungível) e mais de um ano de tratamento, voltei
ministrando aulas sobre a realidade brasileira. No tratamento quimioterápico
vomitei constantemente devido aos remédios. Isto não me impediu de escrever um
livro sobre a história do Brasil da contemporaneidade. Comecei a pensar as
máquinas de guerra gramaticais: freudiana, euclidiana (De Euclides da Cunha) e outras.
Ao voltar a lecionar concentrei nas
matérias sobre história brasileira. Tinha
publicado outro livro sobre Brasil no qual fiz um ensaio de interpretação do
nosso triste Lula da Silva. Neste ensaio, bebi em Gilberto Freyre e na literatura
da década de 1920 (e 1930) para tecer uma biografia do nosso líder sertanejo de
Pernambuco/São Paulo. Pedi para os alunos lerem o ensaio.
Na sala de aula uma aluna inteligente
e estudiosa saída da classe média popular fez uma declaração de amor ao meu Lula.
Como estudei na escola de comunicação, me lembrei das aulas nas quais os
professores falavam em obra aberta a interpretação do leitor. Constatei com
desprazer e frustração que os professores da ECO falavam a verdade.
No meu pós-câncer, aprofundei a
crítica do Brasil lulista. Publiquei mais livros e desenvolvi uma intensa e extensa
publicação no mundo cyber. Na universidade, me choquei com o lulismo estudantil.
Os estudantes são seres sensíveis e verdadeiros no mundo da inteligência. Eles fazem
do discurso político ou do discurso ideológico um bálsamo de alimento de sua espiritualidade,
ou na terminologia da segunda metade do século XX, um elixir (ou uma panaceia)
para a sua subjetividade envenenada por maus fluídos.
Comecei a usar o martelo a vapor
da física marxista que inventei. A reação foi violenta, simbolicamente, e os
estudantes se sentiram como se o professor pretendesse decretar uma orfandade
ideológica precoce deles. Vi que a situação era gravíssima quando uma aluna
esperta (inteligente e culta) se reportou à administração me acusando de
assedio moral. Pedi minha aposentadoria e continuei meu trabalho de Sísifo até
inventar o campo científico psicanálise em gramática marxista. Aliás, comecei a
estudar Freud e Lacan com os professores da Eco Carlos Henrique Escobar e Muniz
Sodré.
Nos últimos
dias de novembro comecei a pensar que a segunda spaltung (que nos levará a uma
República neofascista) ocorrerá por meio de forças práticas gramaticais da própria
sociedade civil.
Escrevi alguns textos sobre o neofascismo. Os submeto à leitura
do cyberleitor:
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ESTADO DE POLÍCIA ELETRÔNICO
Após uma campanha de vários dias sobre assédio sexual do homem que exerce magia branca João de Deus, o governador de Goiás soltou seus cães da polícia secreta sobre o nosso mágico branco. Acusado de charlatanismo nas redes sociais. conhecido nos EUA e na Europa, João é o líder carismático de uma comunidade mágica com seguidores e detratores em muitas partes do mundo.
Secundando o Jornal O Globo, a Globo News resolveu decretar a morte simbólica do mágico curandeiro. A emissora usa a tática de atacar uma celebridade do mundo carismático religioso como o início da instalação do “Estado de polícia eletrônico” da era bolsonarista.
O Estado de polícia eletrônica é a junção da sociedade de comunicação de massa com o aparelho policial estadual. Na província, o aparelho policial se submete docilmente à política dos massa media carioca. Tudo leva a crer, que a ideia de criar uma força-tarefa da inteligência (policia secreta estadual) para investigar o mágico João foi do governador.
A aliança do estado de Goiás com a Globo News e jornal o Globo (Grupo Globo) faz surgir esse estranho fenômeno esdrúxulo na vida brasileira: “Estado de polícia secreta eletrônico”. Uma empresa privada da comunicação de massa passa a ter poder de dizer à polícia estadual quais cidadãos devem ser investigados pela polícia secreta (Okhrana local). O caso João de Deus deixou de ser um caso jurídico da vida regular do mundo judicial-policial.
O Grupo Globo tem sua força acrescida, tem o crescimento de sua força informacional elevada a uma potência até então desconhecida na vida brasileira. João de Deus foi escolhido como alvo tático de uma milícia eletrônica cujos jornalistas demonstram soberba (pretensão a superioridade sobre as pessoas que possuem um lugar de destaque na sociedade, arrogância de se apresentar como pilar moral da nação , orgulho narcísico em deter o monopólio da organização da cultura nacional para os profanos) ao aniquilar pela violência real policial qualquer pessoa por eles considerada inimiga.
A era Bolsonaro começou com a emergências de fenômenos autocráticos como esse Estado de polícia eletrônico e o culto da autoridade (ersatz de culto da personalidade da antiga URSS) decretada pelo presidente do STF. É possível que o governo Bolsonaro multiplique a criação de fenômenos totalitários como os supracitados.
A vontade da soberania popular 2018 parece que vai alterando a paisagem liberal-democrática ao povoá-la com estranhos fenômenos autoritários.
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A AURORA DA REPÚBLICA NEOFASCISTA
A percepção crítica nacional
espera que uma formação neofascista surja das ações do governo Bolsonaro. Agora
estamos vendo que o neofascismo tropicalista tem como força prática o Grupo
Globo, e massa de mulheres assediadas, realmente ou na fantasia.
A comunidade mágica carismática
João de Deus foi estabelecida como alvo da criação de um Estado de polícia
neofascista. O Grupo Globo (jornal o Globo e Globo News) induziu a criação de
uma força sob comando da polícia secreta de Goiás para fechar o local do culto
mágico de cura celebração divina e reza sob a liderança da celebridade
internacional João de Deus.
A destruição da sede da
comunidade em tela é uma repetição gramatical do aniquilamento físico do
arraial de Canudos e dos camponeses do Contestado pela República Velha
autocrática do período que se encerra em 1930.
Eu acuso o estado de Goiás ( e a polícia do governo do Estado de São Paulo) de
propor a criação de uma República neofascista nacional como continuação por
outros meios da República Velha autocrática. O povo que recebe a cura milagrosa
e a terapia mágica de João de Deus é o verdadeiro objeto da violência simbólica
e real do Estado de polícia neofascista (Globo News + estado de Goiás).
A República neofascista é
inventada a partir da destruição da espiritualidade e moralidade do povo mais humilde
de um lugar provinciano e que historicamente usa e abusa da violência real do
Estado contra camponeses e trabalhadores assalariados agrícola e do pastoreio.
A Globo News transformou o caso
da comunidade mágica supracitado em um problema político prático nacional, ou
seja, problema da criação da República neofascista usando a credulidade de
mulheres que se acreditam defendida pela altruísta Globo News.
Como
questão prática nacional (e internacional) o caso da comunidade mágica não
deveria ser objeto do poder dos juízes do STF?
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POVO MÁGICO MESTIÇO, EVANGÉLICOS, ELITE BRANCA, GLOBO NEWS
O Grupo Globo (jornal O Globo, Globo News, cadeia de rádio e televisão) transformou em um problema prática nacional as denúncias de assédio do mago moderno João de Deus.
O governo de Goiás criou uma força-tarefa policial-judicial para criminalizar João. Uma delegada de polícia alva, de um clã familial do poder goiano diz que o governo vai destruir o sítio onde o povo mágico JD reza, celebra, vive milagres. Os milagres são conhecidos internacionalmente e enchem de ira os evangélicos espalhados pelos quatro cantos do planeta.
Vendo uma oportunidade para atrair (aumentar) a audiência das mulheres para a televisão, a Globo News transforma João de Deus em um alvo tático-assediador contumaz. As denúncias já estavam na internet e há acusações contra JD na justiça goiana.
Goiás passou a ser um palco da aliança entre a elite do poder ariana caipira, o internacionalismo evangélico e a Globo News. Relatos na televisão sobre assédio de JD são feitos por evangélicos americanos. Ao contrário na Globo News, âncoras gays e lésbicas usam mulheres assediadas (na fantasia, ou realmente) para a partir do bode expiatório evangélico JD fabricarem uma República Neofascista tropicalista.
Passamos a viver em tempos evangélicos neofascistas. A associação entre cristianismo e fascismo é uma página negra da história da Igreja do Papa Pio XII. A Igreja de Pio XII favoreceu a fuga dos nazistas para, especialmente, a América Latina. Hoje, o Vaticano faz um trabalho de propaganda para desfazer o fascismo do Papa Pio XII. Na atualidade, o cristianismo evangélico vai aparecendo como a força prática religiosa do neofascismo na América Latina.
Causa espécie assistir o espetáculo da televisão secular no Brasil associada ao evangelismo neofascista como força prática de construção de uma xifópaga República neofascista. No Brasil, o neofascismo bebe na fonte de energia espiritual do conservadorismo e do neoconservadorismo da sociedade. O jornalismo brasileiro aparece como uma força cultural que não vê problema em ajudar a construir a República neofascista enquanto clama por liberdade de expressão para o próprio jornalismo.
Os últimos movimentos da chefia do STF parecem dizer, abertamente e sem meias palavras, que o poder judiciário brasileiro é capaz de servir ao novo senhor política enunciado (República neofascista) ?
Acrescentando força à narrativa neofascista, a elite intelectual de esquerda continua brincando de lulismo em Curitiba: “caravana natalina libertem Lula”.
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JOÃO DE DEUS E A TELEVISÃO
Há relatos de mulheres que falam do assédio sexual de João de Deus a elas. Os relatos fazem parte do jornalismo da Globo News há 3 dias consecutivos. Sou secular e para mim João de deus é parte do pensamento mágico brasileiro das multidões de crentes, daqueles que creem na cura mágica de João.
Parece que a emissora carioca quer reduzir a pó João de Deus com sua programação, que para as centenas de milhares curados por João, é um jornalismo eletrônico infame.
Há um nítido massacre militarizado visualmente de João. Como o jornalista gosta de dizer uma fotografia (imagem) vale por mil palavras. A fotografia eletrônica funciona como verdade. Para a massa de fiéis da Globo News, a emissora fala a verdade; trata-se de uma verdade religiosa laica (para os que creem no jornalismo da irreflexão) não de uma verdade científica; trata-se de uma verdade ideológica, pois a religião é a forma mais antiga de ideologia, ela é ideologia tradicional.
O bombardeio noturno e diurno a João é uma demonstração do poder policial da Globo News. Punir João (com a pena máxima da morte simbólica) é a mensagem enviada pelo jornalista eletrônica. O jornal de papel não tem como funcionar como um poder policial punitivo dessa magnitude, por exemplo.
A mensagem tem uma dimensão política? A TV faz uma demonstração de seu poderio militar eletrônico como uma ameaça aberta e direta a Jair Messias Bolsonaro. A Globo News se envolveu aberta e diretamente na campanha para eleger Bolsonaro. Ela sugeriu uma pessoa para ocupar a pasta do ministério da Educação. Bolsonaro ignorou a Globo News. Talvez a partir desse fato a emissora tenha resolvido passar para a tática pós-modernista de transformar o presidente da República em um REFÉM.
A política ad nauseam de ataques a João é feita em nome da mulher. A Globo News diz que fala em nome da mulher. Ao contrário, a emissora usa o movimento de mulheres para fazer sua política corporativa empresarial. A lógica empresarial conduz a política da Globo News. Trata-se de interesses econômicos da corporação grupo Globo no comando da programação jornalística diuturna. A mulher é apenas um artefato útil da sociedade de comunicação dos mass media carioca.
Enfim, a Globo News quer medir força com o homem mágico João!
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NOSSA MÁQUINA DE GUERRA SEXUAL
João de Deus pode ter assediado
as mulheres crentes que buscavam cura real ou fantasiosa para seus males.
Trata-se de um problema criminal que deve obedecer aos preceitos
constitucionais, aos artigos dos direitos individuais da Constituição 1988.
Quando o jornalista Pedro Bial
levou evangélicas americanas para relatar estupros cometidos por JD; quando um
repórter de Goiás é pressionado pela Editora da TV Carioca para forjar
entrevista com prováveis evangélicas (que nunca mostram o rosto) acusando nosso
mago de estupro (fraude); quando uma polícia evangélica diz para a TV que tem
200 casos registrados de estupro em São Paulo, então, JD vira um estuprador en
masse.
A imagem que as várias forças em
tela estão fabricando é a de um JD freudiano. Trata-se do Pai da Horda do livro
“Totem e Tabu”. O Pai da Horda é o animal despótico que é dono de todas as
mulheres (o incesto inexiste na horda) e de toda a riqueza da tribo. Ele é uma
máquina de guerra sexual que devora as filhas antropofagicamente em rituais
sexuais.
A imagem que a Globo News está
fabricando é a de JD como máquina de guerra sexual ou psicopata sexual. Como
esse homem mágico, que pratica magia branca e milagres há muitas décadas, pode
ser uma máquina de guerra sexual sem que a comunidade dos fies soubesse? Como
ele pode ter se tornado uma celebridade internacional (Europa e EUA) se JD é
uma máquina sexual psicopática?
O essencial é que o Grupo Globo
escolheu JD para demonstrar sua força, seu poder de destruir uma pessoa
poderosa, para o novo presidente da República. O poderes da República assistem
de camarote e impávidos ao espetáculo sórdido, abjeto, ilegal do uso público da
TV para aniquilar indivíduos sob a proteção do manto da Constituição. A TV
viola o segredo de justiça sem pudor.
O Grupo Globo manda uma mensagem
mafiosa para todos: não se deve criticá-lo, pois isto significa a possível
destruição do crítico. JD é apenas um alvo-objeto escolhido a dedo pela alta
administração da TV Globo para apresentar a TV como poder mafioso tout court da
era neofascista.
O poder
judiciário regula a política (judicialização da política); e anda de conluio
com a atividade mafiosa neofascista da TV.
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Falo da República neofascista
como um fenômeno que significa a segunda spaltung na vida nacional. Esta República
está dormido na escuridão da tela gramatical da nossa sociedade. Observa-se que
ela quer vir à luz; ela quer ser a parte dominante visível da gramática da
comunicação da nossa história.
Ela é o
ovo da serpente que o novo governo só tem que romper a casca.
O governo foi eleito para
realizar a satisfação dos desejos neofascistas da realidade nacional. Quem sobreviver
poderá falar da gramática em narrativa lógica da República neofascista em nossas terras.