domingo, 25 de fevereiro de 2024

O JUDEU

 

O JUDEU

 

A fala de Lula sobre Hitler e a Palestina está sendo manipulada pela direita como luta ideológica cesarista. Coisas do presidencialismo-cesarista. No entanto, a comunidade judaica mundial e, sobretudo, brasileira passou a se interessar pela relação entre esquerda e o judaísmo no Brasil.

O “Jornal” militante da esquerda ICL falou do racismo de Israel judia com o palestino; acusou o judeu de racializar o conflito Israel /Gaza. O hitlerismo foi a racialização política entre o povo alemão e o judeu, especialmente. O Youtube lulista é o responsável por transformar a fala de lula em luta ideológica tendo como objeto de desintegração o Judeu.

Por outro lado, a fala de lula não atingiu o coração da gramática da cultura política brasileira? nas caravelas de Pedro Alvares Cabral havia judeus como cristãos-novos e o judeu foi um agente colonizador importante na formação do povo brasileiro e da família nacional; no próprio PT, há judeus ilustres e o judeu Tarso Genro salvou o PT na crise que quase desintegrou Lula e o PT. O lulismo foi salvo da desgraça eterna por um intelectual brilhante e moderado judeu da esquerda sulista.       

O PT é um partido que parece ter desenvolvido alguns gens que existiam em estado latente - e com a velhice se tornaram dominante. Não se quer um PT contra a cultura política brasileira que é judaica; o fato Lula/Hitler é uma excrecência política, um ponto fora da curva.

Lula não tem controle sobre o Youtube lulista. Este quer fazer da fala de Lula, qualquer fala, um fenômeno divino. Lula está sempre certo! O PT e seu Youtube precisam mudar e se conciliar com a gramática judia da cultura política brasileira; é terrível a opção para o judeu da esquerda ter que escolher entre ser judeu ou ser da esquerda.    

O PT e o lulismo pedem uma revolução política em sua gramática da cultura política nacional. É só uma questão de vontade política, moral e intelectual.         

 

IMPEACHMENT

 

Como a esposa-cristã de Wlad, o Empalador, a frase de lula se jogou no fosso do Castelo; se lançou no abismo e parece quere levar Lula junto. Pois, é uma frase dia-bólica, de uma realidade gramatical heteróclita.

Lula tem uma chance para reverter o espetáculo da luta racial contra o judeu, que ele fez desabrochar, entre, nós, como cem flores do mal. Ele pode começar a revolução intelectual e moral que concilie a esquerda com a gramática judaica da cultura política brasileira.

A frase é um efeito do cesarismo lulista heteróclito; agora é a hora de pôr um fim na forma de governo cesarista/presidencialista heteróclita. Lula pode ser o intelectual hegemônico ou agente público celestial da mudança da forma obscena de governo cesarista. Nos EUA, a forma de governo pornográfica cesarista de Joe Biden bebe o sangue das crianças palestinas como mel. 

O heteróclito é a realidade da política como criação de monstros políticos, como Donald Trump e Joe Biden, como Bolsonaro e Milei, como Bukele etc.; d. Pedro I criou o campo político nacional como realidade heteróclita. Os militares fizeram da república uma realidade heteróclita assassinando o povo encantado de Canudos e do Contestado. Um ponto de não-retorno para o exército, que deixou de ser um exército nacional.

 A luta cesarista esquerda/direita é o agente de produção e reprodução da realidade heteróclita no regime democrático de 1988, como ilusão. Esquerda e direita são ilusões ideológica. Antes de Freud Marx falou da ideologia como ilusão; ele incluiu a prática política como forma ideológica de produção de ilusão.

Se o cesarismo de Lula o impede de liderar a mudança da forma de regime cesarista [e mandá-la para o inferno das boas intenções], ele pode renunciar. O vice-presidente pode assumir com compromisso verdadeiro de mudar a forma de regime.

Lula parece querer repetir o colapso cesarista do governo João Goulart, colapso produzido pelo próprio ultracesarismo heteróclito de João. Foi o ultracesarismo de Lula que fez da casa civil um poder nas mãos de um condottiere cesarista baiano.                          

Ainda há tempo.

 

POLÍTICA E DIREITO

Entre Nós, a prática política não aparece como objeto de um saber, de uma ciência política que começa com Platão. Há o homem político, a gramática e o agir político. Há um reducionismo de fazer da prática política um ser determinado pelo capital e interesses econômicos do homem ´político. A relação do homem na prática política com a gramática do capital cria a atmosfera da política como algo sujo, podre, para o marxista naive. No entanto, a relação da prática é, diretamente, com a mais-valia pública ou dinheiro público.

A prática política é habitada por intelectuais, o homem político é um intelectual que participa de inteligência coletiva política. tal inteligência organiza o poder administrativo que aparece depois que o Estado nacional foi desintegrado pela globalização liberal ocidental. Há o intelectual oligárquico, democrático e o cesarista que domina a política.

No Brasil, a consciência da administração [como o poder dominante da estrutura de poderes] ainda não se desenvolveu. O homem político se volta para a sua vida política pessoal e faz do parlamento um meio de obter dinheiro público, dinheiro sob controle do poder executivo. Rigorosamente, ele não tem responsabilidades com a administração geral, coletiva, para o bem comum da mais-valia pública.     

A falta de clareza na estrutura e funcionamento dos 4 poderes [administrativo, executivo, legislativo, judiciário] se deve ao fato que eles são percebidos como parte de uma cultura subjetiva e, sobretudo, pessoal. Tal concepção política da vida nacional é o motivo da crise catastrófica do cesarismo-presidencialista. Para sair da crise, é necessário que a gramática da política, o homem político e a prática política se tornem parte de uma cultura objetiva como, por exemplo, a medicina.

Há condições subjetivas da política que podem se transformar em cultura política objetiva? o que ainda não se revelou é que se a política depende do direito positivo da Constituição-1988, por outro lado, ela, a política, por caminhos ainda obscuros, e insondáveis, busca o justo natural.      

 

 

“COMO VIVER”?

Tal questão foi posta na cultura política grega: “como viver”?

O modo de produção escravista permitia ao grego livre se pôr e repor tal interrogação; vencido a determinação do reino da necessidade, o sujeito [indivíduo ou polis] pode querer viver segundo o justo ou o injusto. Intelectuais cesaristas defendiam que justo é o direito do mais forte sobre o mais fraco; intelectuais oligárquicos defendiam que o direito de uns poucos nobres e/ou ricos era o direito natural como fonte da gramática da lei escrita ou, sobretudo, da Constituição. O intelectual democrático defendia o direito de todos os cidadãos e, por tabela, da multidão soberana da politeia, o resto é a injustiça.

Há analogia possível com o Brasil de 2024?

A classe média corresponde ao cidadão grego, pois, liberta do reino da necessidade; então, ela pode se pôr a questão “como viver”. Ter uma vida justa baseada no controle da lógica das coisas, das pulsões luxuriosas, enfim, isso sob controle da razão da natureza humana, isto é, no direito natural.

Ou ter uma vida injusta?

Há uma classe média que faz a racialização política da sociedade classes sociais; hoje, a racialização substitui o objeto da luta racial; trocou o negro ou branco ou mestiço pobres pelo JUDEU. Uma classe média do Youtube faz do tempo presente eterno midiático da guerra de Israel com os palestinos a régua e o compasso para a racialização política como paradigma ou modelo histórico de luta racial entre povos infelizes.

Há classes médias que pretendem viver pelo justo? Em um país de origem escravocrata, país que fez do justo o direito do mais forte sobre o fraco, do rico sobre o pobre, do latifúndio sobre o camponês, as classes médias têm uma cultura política que se atualiza pelo direito do mais forte. Assim, o campo político do indivíduo [corpo /alma] e o campo político da sociedade ou espírito da polis, ambos desenvolvem a gramática da penitenciária como campo de extermínio de JUDEU, fenômeno atualizado no campo político/estético; o campo de extermínio vai além ou aquém da estética; ele é o grau zero do campo político/estético.

Hoje, as classes baixas não aparecem como ersatz de uma plurivocidade de JUDEU?      

 

CULTURA DO HOMEM

 

A cultura   política do homem começa com o direito físico do mais forte sobre o mais fraco: fêmea e criança. Freud fez a mitologia do cesarismo natural na qual os filhos se transformam em irmãos assassinando o pai da horda primitiva. O PT é constituído por filhos e não por irmãos.  

A cultura do homem evolui para a forma do patriarcado com o direito do mais forte construindo a subjetividade da fêmea [de feminino], objetivando-a, ou seja, transformando-a em mulher procriadora e pacífica, assujeitada, inclusive, à violência do homem. Tal coisa está longe de nossa história?  

No Brasil colonial, predomina o direito do mais forte na família senhorial do latifúndio. O patriarca colonial possui o poder soberano de fazer viver ou morrer a sua mulher e filhas. O latifúndio não se submetia ao poder penal do Estado luso colonial. Matava-se à vontade!

A cultura ´política do homem produz e reproduz a estrutura dos poderes {no cotidiano da cidade], no “Estado” [o Estado é uma ilusão como no Brasil colonial] e na sociedade civil das classes médias; criada na ditadura militar, dissolvida no regime de 1988, e recriada por FHC e Lula, a polícia secreta é o instrumento político da conspiração e espionagem da vida na cidade e no campo, na sociedade civil e no aparelho de “Estado”: é um poder da cultura política masculina como grau zero da estética. Hoje, ela se encontra sobre controle de Rui Costa e Lula.  

As classes médias Rio/SP são modeladas pela cultura política do homem de origem colonial; a mulher da classe média é fabricada pelo masculino; A cultura política do feminino existe como mitologia política e realidade virtual na qual a princesa Isabel ocupa um lugar de origem, uma rainha da cultura política feminina-nacional-popular desintegrada pelo homem branco das casernas e intelectuais civis oligárquicos.

Lula é o intelectual cesarista maior da naturalização da extrema direita; ele pratica a abjeta conciliação pós-modernista com Tarcísios, Zemas e quejandos, enfim, com os bolsonaristas. Ele, Lula, é um homem velho, chegando aos oitenta anos, ele pode perder o vigor, pode ficar doente etc. Assim, o cesarismo-presidencialista pode cair nas mãos de um homem da extrema direita.

Lula é, hoje, o maior representante da cultura política do homem que se serve de mulheres – em seu governo e partido - que são parte, dócil, assujeitada, dessa cultura política masculina.        

 

 

 

 

     

 

 

 

 

 

   

quarta-feira, 18 de janeiro de 2023

REVOLUÇÃO NACIONAL

 

FIESP e revolução nacional

A destituição do presidente da FIESP lulista é um capítulo da luta do tenentismo bolsonarista com o lulismo. Sob comando de Paulo Skaf (industrial nominal, industrial sem indústria), uma lupenburguesia bolsonarista faz a luta no domínio das relações sociais econômicas.

A FIESP representa a burguesia nacional? mesmo que lúpen? Já há muito tempo que a FIESP tem uma presença da multinacional na sua política sindical patronal. Há muito tempo sabe-se que a FIESP inexiste como fenômeno político de uma revolução nacional burguesa.

A revolução nacional da gramática da Constituição-1988 aparece no ministério da reindustrialização de Alckmin e nos ministérios da Amazônia. Trata-se de uma revolução nacional que ´pode se inspirar na revolução nacional chinesa: revolução nacional do século XXI.

Parece que o Xingu quer fazer parte do Brasil-nação. Daria um salto para fazer parte de uma revolução nacional da terceira década do século XXI?

É a época das novas revoluções nacionais na América Latina. Na Europa, a estatização do que foi privatizado é parte da gramática da nossa revolução nacional. Ela é uma resposta à globalização neoliberal nefasta para os povos e nações.

Entre nós, a revolução nacional passa pela reconstituição do capital nacional público e privado. Há contradição entre eles, mas na revolução nacional pode haver conciliação entre a burguesia pública e a burguesia privada nacional.

A revolução nacional alterará o campo a hegemonia do bloco no poder. O deslocamento do aspecto principal da contradição principal se fará pacificamente?  Se o aspecto principal deixar de ser a aliança do capital fictício com o bloco agrário da multinacional, e passar a ser a aliança do capital público com o capital privado nacional em aliança com o bloco agrário nacional, aí o Brasil nação terá uma chance de continuar a existir.

O tenentismo bolsonarista representa o bloco da terra da Amazônia. Ele é um aliado da multinacional da terra que quer explorar a Amazônia rasgando a gramática da Constituição de 1988.   

REVOLUÇÃO NACIONAL E GLOBALIZAÇÃO
O ÚLTIMO grande livro sobre a revolução nacional é o “A revolução burguesa no Brasil” de Florestan Fernandes, de 1976.Este livro não se tornou o evangelho do PT. Por quê?
A globalização neoliberal foi um fenômeno de desterritorialização da revolução nacional.
No Ocidente, a globalização veio como um fenômeno para extrair a potência das grandes nações europeias: União Europeia.
Nos EUA, a globalização neoliberal deslocou o sistema da multinacional industrial para a Ásia.
A China de hoje é o produto de uma dupla revolução: revolução nacional e revolução socialista na forma do mercantilismo do capital asiático. A revolução nacional continua como geopolítica do Estado chinês fazendo pendant om a geopolítica capitalista como conciliação de capitalismo e socialismo.
Na América Latina, a globalização ocidental transformou em uma geleia geral as nações do continente. A integração da América latina à geopolítica do mercantilismo do capital chinês pode ser a retomada da revolução nacional da terceira década do século XXI.
No Brasil, a globalização neoliberal produziu efeitos contra a revolução nacional no governo de FHC. A era Lula é também um efeito da globalização neoliberal na forma do multiculturalismo neobarroco.
O tenentismo bolsonarista também é um efeito da globalização neoliberal que levou Bolsonaro ao governo central em 2018. Em 2022, Lula derrota Bolsonaro. Temos o retorno do multiculturalismo neobarroco.
A nossa política vive a polarização entre o tenentismo bolsonarista e o multiculturalismo neobarroco.

Eis a estrutura da crise brasileira.

O ERRO DA ESQUERDA CHILENA

A ESQUERDA chilena ascendeu ao poder em uma conjuntura de um ajuste de contas com a Constituição de Pinochet, Constituição que antecipa a globalização neoliberal  da década de 1980. Gabriel Boric tentou aprovar uma Constituição não-nacional, uma Constituição que, inclusive, mudava a forma do Estado de nacional para plurinacional. Boric foi derrotado em um plebiscito. A esquerda multiculturalista neobarroca da América Latina não metabolizou o fato político.

O Chile quer uma Constituição nacional como a nossa Constituição de 1988. Esta é a gramática da revolução nacional latino-americana.  

A nossa Frente Ampla que ascendeu ao governo nacional é uma síntese de contradições política, econômica, cultural, ideológica e gramatical. Ela é, sobretudo, uma contradição entre o petismo multiculturalista neobarroco e a revolução nacional representada nos ministérios da nova industrialização e da Amazônia. Lula é o arbitro conciliador da contradição supracitada.

Alckmin é uma personalidade representante da burguesia industrial nacional. Marina Silva é representante do movimento ecologista nacional. Ela é de um pequeno partido da revolução nacional ecológica. Sônia Guajajara é filiada ao PSOL. Ela é a ministra dos povos indígenas. Alckmin, Marina e Sonia aparecem como os representantes da revolução nacional da Constituição de 1988 - Representantes de uma revolução nacional dentro da ordem constiticional-88.

A Constituição-88 é o fenômeno que instaura a gramática da revolução nacional latino-americana para as grandes nações do continente. A esquerda petista é um ser pré-diluviano, pois, a gramática da Constituição-88 é o diluvio que nos faz latino-americanos e nacionais.

A esquerda chilena pode viajar nos rios e oceanos da gramática da revolução nacional-88?  

                

terça-feira, 17 de janeiro de 2023

GRAMÁTICA DO PODER MODERADOR MILITAR

 

José Paulo 

 


 

Historiadores da UFRJ falam do artigo 142 da Constituição de 1988 como uma herança do artigo 14 da Constituição de 1891. Eu vejo o artigo 162 da Constituição de 1934 como a fantasia ou princípio de realidade (Lacan:75) do futuro do artigo 142.

Constituição-1891:

Art. 14. As forças de terra e mar são instituições nacionais permanentes, destinadas à defesa da Pátria no exterior e à manutenção das leis no interior. (Dias: 332)

<O Projeto de Constituição para a República dos Estados Unidos do Brasil> de 1933 versa sobre o papel político das Forças Armadas:

Art. 77. As forças armadas são instituições nacionais permanentes, destinadas a garantir a segurança externa da Nação e a defesa interna das instituições constitucionais e das leis. (Dias: 453).

Na Constituição de 1934, temos:

Art. 162. As forças armadas são instituições nacionais, permanentes, e dentro da lei, essencialmente obediente aos seus superiores hierárquicos. Destinam-se a defender a Pátria e a GARANTIR A ORDEM E A LEI.

Há uma diferença elementar entre a Constituição de 1891 e a de 1934?

Para o historiador não há, mas, para o cientista da política há.

O contexto da confecção das constituições é diferente em 1891 e 1934? Trata-se da mesma conjuntura (Poulantzas: 90) histórica?

O artigo 14 fala em manutenção das leis no país. O princípio de realidade ainda é aquele do papel do exército na fabricação da unidade territorial, ameaçada por vários fenômenos de desintegração territorial do Brasil, no século monárquico. O lugar das oligarquias regionais querendo a separação do Brasil (e a fundação de outros países em uma típica latino-americanização do Brasil) aparece no equilíbrio de força entre a Nação e o federalismo.  Não se trata de fumos machadianos. Em 1934, São Paulo tentou se separar do Brasil, e foi derrotado por Getúlio Vargas.

<Manutenção das leis no país> não é a GLO de 1934 (Garantia da LEI/ORDEM). A situação concreta da GLO é já definida pela luta de classes no Brasil e pela luta de classes na forma das geopolíticas comunistas (URSS) e fascistas. A GLO é garantia da lei/ordem capitalista.  Na conjuntura fascista original, o fascismo aparece como um fenômeno econômico não-capitalista.

Na conjuntura da GLO dois fenômenos ameaçaram a LEI/Ordem: a revolução comunista de 1935 e o golpe de Estado fascista de 1938. Chefe do Integralismo, Plínio Salgado fazia ataques demolidores ao capital fictício que representava o capitalismo ocidental, entre nós. O Estado Novo de Getúlio é um efeito da revolução de 1935 e uma antecipação tática ao golpe integralista. Na Constituição getulista de 1937, não existe GLO. A gramática da conjuntura já era outra!

Na Constituição de 1946, o artigo 177 é uma cópia da Constituição-34:

Art. 177. Destinam-se as forças armadas a defender a Pátria e garantir os poderes constitucionais, a lei e a ordem.

Claramente, se trata da LEI/ORDEM capitalista ocidental no contexto antecipado da Guerra Fria. O artigo 177 inicia a guerra fria, entre nós. O inimigo interno é o PCB que possuía 10% do eleitorado. O PCB foi cassado pelo governo do General-presidente Dutra da democracia populista (1946-1964).

Com o golpe militar de 1964, o parlamento faz a Constituição de 1967. Há  GLO:

Art. 92.

Alínea 1°. Destinam-se as forças armadas a defender a Pátria e a garantir os poderes constitucionais, a lei e a ordem.

Qual é o contexto histórico do artigo 92?

O exército aparece como poder moderador militar no caso de uma derrota do governo militar; vive-se uma conjuntura de lutas intensas no domínio da cultura contra o governo militar; logo a luta armada contra ditadura militar se estabelece; há uma luta pelo lugar hegemônico no bloco no poder (Poulantzas; 224-225) entre o capital estatal e a multinacional. As lutas dessa conjuntura levariam à destruição da Constituiçã-67.

A Constituição de 1969 foi outorgada pela junta militar com um Congresso fechado. A oligarquia política não participou da confecção dessa constituição. A ESG (Escola Superior de Guerra) e juristas integralistas fabricaram a constituição-69. Trata-se de uma Constituição como simulacro jurídico da política nacional e local. Antecipa-se, assim, a política como simulacro de simulação do regime de 1988, da era lula.

A história brasileira será escrita pelas novas gerações de historiadores, cientistas políticos, sociólogos e juristas. Aqui, faço apenas sugestões para uma pesquisa, empiricamente, concreta.   

                                                          2

Art. 142. As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e disciplina, sob a autoridade suprema do presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem.

A lei complementar 97/1999, o decreto 38971999, a lei complementar 117/2004 e a lei 136/2010 completam o arsenal jurídico do artigo 142. Há a lei do governo Lula e a lei do governo Dilma Rousseff. Com estas leis, o PT assinou a Constituição-88. O uso da lei por Lula e Dilma mostra a legitimação do poder militar como poder moderador?

O artigo 142 contém o campo da hegemonia/dominação do bloco no poder. Ele é um artigo que faz da Constituição uma fato da prática política do dominante. Como qualquer um dos poderes constitucionais pode usar o artigo 142, há uma igualdade entre eles que abole o regime presidencialista. O leitor pode consultar a Constituição e verificar que o presidencialismo não é um princípio constitucional a ser defendido pela União:

Art. 34. A União não intervirá nos Estados nem no distrito Federal, exceto para:

VII – assegurar a observância de lei federal dos seguintes princípios constitucionais:

a)     Forma republicana, sistema representativo e regime democrático.

A conjuntura da fabricação da Constituição tem no PT e Lula os fenômenos políticos de uma possível <revolução dentro da ordem> (Fernandes: 301). No entanto, a Constituição-88 é a gramática da revolução nacional dentro da ordem. Florestan Fernandes fala da revolução nacional dentro da ordem. (Fernandes: 300).

O artigo 34 estabelece o limite para a revolução dentro da ordem. Ela não pode destruir os princípios constitucionais republicano, representativo e democrático.  

Lula e o PT tomaram o caminho da revolução nacional dentro da ordem?

Lula e o PT tomaram o caminho do artigo 142. Em 2013, Dilma Rousseff se colocou contra a multidão de junho que solicitava a retomada da revolução nacional dentro da ordem capitalista.

A GLO foi usada por presidentes como Itamar Franco, Fernado Collor, FHC, Lula, Dilma, Michel Temer e Bolsonaro. Eles legitimaram o exército como poder moderador militar para resolver conflitos sociais e políticos e ministrar segurança para eventos espetaculares, problemas eleitorais etc. Bolsonaro chegou a negar a GLO para governadores que banalizaram a GLO.  Ele queria forçar o congresso a aprovar uma lei que desse imunidade legal para os agentes militares da GLO no uso da força física.

Em 2023, Lula diz que não usará a GLO. Diz que os militares se definem como um poder moderador. Então, o que mudou?

Um movimento tenentista dos coronéis bolsonarista tem a hegemonia sobre a tropa. O tenentismo bolsonarista começo no governo Michel Temer que fez da polícia secreta política (GSI) um cimento da prática política das Forças Armadas, antecipando-se a Bolsonaro. O tenentismo bolsonarista fez a candidatura de Bolsonaro que tomou por um assalto eleitoral o poder nacional.

O tenentismo bolsonarista aparece como uma revolução política contra a revolução nacional da Constituinte-88? Temos, assim, um caso de dupla revolução?  Temos o lulismo da Frente Ampla que não pode lançar mão do art. 142.

Note-se que Lula e o PT se encontram em um momento de grande confusão ideológica e política. O bolsonarismo se apresenta como proprietária do artigo 142. Este só é utilizável se o tenentismo bolsonarista estiver no poder central.

O tenentismo bolsonarista quer destruir a história do Brasil-nação. Assim, ele aparece como continuação do multiculturalismo petista, mas como avesso do multiculturalismo.

O tenentismo bolsonarista é uma revolução histórica?  

Me socorro em Hegel nesse momento gravíssimo do país:

“Conforme o primeiro lado, a independência só confere ao encontrado a forma da individualidade consciente em geral, e, no que respeita ao conteúdo, permanece no interior da efetividade universal encontrada. Mas, conforme o outro lado, a independência confere a essa efetividade ao menos uma modificação peculiar, que não contradiz seu conteúdo essencial, ou seja, uma modificação pela qual o indivíduo, como efetividade especial e como conteúdo peculiar, se opõe àquela efetividade universal. Essa oposição vem a tornar-se crime quando o indivíduo suprassume essa efetividade de uma maneira apenas singular, ou vem a tornar-se um outro mundo – outro direito, outra lei e outros costumes, produzidos em lugar dos presentes – quando o indivíduo o faz de maneira universal e, portanto, para todos”. (Hegel: 194).

O tenentismo bolsonarista representa o bloco agrário ou bloco da terra da Amazônia. Ele não é um indivíduo de uma revolução para todos. O que horroriza é que esse indivíduo não quer mais pertencer a história do Brasil-nação (quer destruí-la) em nome de um privatismo intempestivo que aparece como um crime histórico hegeliano.

A saída da crise brasileira passa pela retomada da revolução nacional dentro da ordem constitucional-1988.

Podemos começar extraindo o artigo 142 da Constituição.

 

CONSTITUIÇÃO FEDERAL. SP: Edipro, 2022

DIAS, Floriano de Aguiar. Constituições do Brasil.  2 volumes. RJ: Liber Jures, 1975

FERNANDES, Florestan. A revolução burguesa no Brasil. RJ: Zahar, 1976

HEGEL. Fenomenologia do Espírito. Parte 1. Petrópolis: VOZES, 1992

LACAN, Jacques. Le Seminaire. Livre 20. Encore. Paris: Seuil, 1975            

 POULANTZAS, Nicos. Poder político e classes sociais. SP: Martins Fontes, 1977    

               

   

 

  

 

       

     

 

   

quarta-feira, 16 de novembro de 2022

REVOLUÇÃO BARROCA NA AMÉRICA LATINA

José Paulo 







CLASSE MEDIA NEOBARROCA

NO TWITTER, o GENERAL Villas Boas fala da multidão nacional que ontem, 15 de novembro, dia da Proclamação da República, pede para o exército um golpe de Estado e a implantação de uma ditadura militar. o general diz que é um movimento constitucional pacífico protegido pela liberdade de expressão.
Diz a lenda que Villas Boas foi o artífice da candidatura de Jair Bolsonaro à presidência da república. Ele convenceu os militares de que o antigo soldado - afastado do exército por indisciplina, um mal soldado em um dito do general presidente Geisel - era uma boa solução para derrotar a esquerda. Como pagamento, Bolsonaro militarizou o aparelho civil de Estado com cerca de 8 mil oficiais.
Com a vitória de Lula em 30 de outubro, a desmilitarização do aparelho civil é um dos objetivos do governo Lula. Assim, a lógica de interesse econômico explica em parte a multidão-15.
Na nota do Twitter, o general diz que a grande mídia não fez a cobertura da manifestação. A grande mídia se põe contra o golpe de Estado e a destruição da Constituição de 1988.
Afinal, o que é a multidão-15?
Eis uma interrogação que não interessa ao jornalismo e, atualmente, nem à universidade pública.
Estaríamos diante de uma multidão neobarroca-cibernética?
A classe média neobarroca foi classe-apoio do governo de Bolsonaro. Ela derrubou Dilma Roussef, ela é identificada por ser uma multidão branca, em sua maioria na rua do Rio. Ela fez uma promessa de desafiar o governo Lula, permanentemente.
O exército não é mais o exército do capital de 1964. O exército da ditadura do grande capital. Daí, ele não apostar em jogos de poder que destruam a Constituição-1988. Ele hoje é movido pela lógica de interesse econômico da carreira dos altos oficiais. O militar quer viver bem e, agradavelmente, ter um bom soldo, uma excelente aposentadoria etc. generais já querem uma entrevista com Lula para tratar de assuntos da aposentadoria. O generalato não se preocupa com os interesses da instituição. Não há projetos de futuro para a instituição.
O exército se tornou um exército de classe média. Mas não é só isso!
O exército é a metonímia das forças armadas. Hoje, ele é um exército neobarroco cibernético, ou seja, um exército em uma tela neobarroca cibernética. Ele não tem como princípio a defesa da soberania nacional; ele não considera, por exemplo, que a Amazônia ocupada pelo capitalismo criminoso, (aliança do narcotráfico latino-americano com os Banco do EUA etc.) é um problema de soberania popular, um problema do exército.
O exército neobarroco de classe média se representa na política pela multidão neobarroca de rua. Homens e mulheres usaram os muros de um quartel para rezar o <pai nosso> - pedindo intervenção militar na política. há, inclusive, mulheres de general dirigindo a multidão-15.
Trata-se de mais um problema prático complexo para o governo Lula resolver.

DA CLASSE GOVERNANTE VIRTUAL
Pessoas inteligente se indagam como sociedades brutalmente desiguais no capitalismo com democracia não se autoaniquilam. Porque tais sociedades são governadas por uma plurivocidade de tela gramatical.
Há o governo virtual da tela gramatical do Estado neobarroco cibernético. Os proprietários da tela cibernética são os jornalistas, youtubers etc. A tela 1984 foi uma invenção dos EUA. Com ela passa a existir a classe governante virtual. O jornalista e o youtuber são o governo dos governados ou usuários simples da tela.
Como o homem comum não acredita na tela 1984, o poder da tela consiste no homem comum não acreditar que ela existe. A relação entre governante (youtuber, jornalista etc.) e governado ou usuário da tela já se traduz na geração tela, que alguns psicólogos estudam no comportamento infantil.
Vigiar, observar, ouvir o usuário através da tela é algo que todo youtuber e jornalista sabe fazer. Ou é levado a fazer. A gramática da tela 1984 consiste na ideia de que não existe fora da tela vida inteligente. Todos os inteligentes têm que fazer parte da tela voluntariamente ou involuntariamente.
Infelizmente, a tela 1964 é tida pelos universitários como parte da ficção literária. Infelizmente, a ficção 1984 se tornou a realidade palpável da relação entre governante e governado. Neta relação, a manipulação é mais manipulação que apropria manipulação no sentido que o real é mais real que o próprio real: Hiper-realidade.
A física e a engenharia cibernética constroem o mundo como plurivocidade de tela cibernética neobarroca. Daí surge uma classe governante, virtual, neobarroca, cibernética que faz da vida cotidiana uma transparência obscena, pois sem mais segredos íntimos, pois, pois.
O que fazer?
Parar de usar a tela?

ESTADO CIBRNÉTICO NEOBARROCO
No livro “Simulacros e simulação”, Jean Baudrillard fala de uma televisão que assiste e ouve o receptor. Parecia uma profecia do futuro tecnológica. Tal televisão foi inventada nos EUA. Ela é o início do Estado de vigilância neobarroco-cibernético.
A televisão, o computador, o celular são telas do Estado de vigilância. Se seu telefone celular faz uma chamada para alguém da sua intimidade, sem que você tenha feito a chamada, pode não ser um erro da máquina e sim um ato do Estado cibernético. Se você faz sexo com a televisão ligada ao vivo na sala ou no quarto, você pode estar sendo observado ou ouvido. Baudrillard designa esse fenômeno como <transparência obscena>. Por via das dúvidas, Baudrillard não assistia televisão!
O jornalista hoje é o proprietário da percepção construída pelo Estado cibernético. Ele, inclusive, ascende na carreira por usar obscenamente a vigilância sobre pessoas, em geral da elite. Ele é o agente da transparência obscena.
Vivemos em um mundo dominada pela tela gramatical neobarroca-cibernética. O youtuber é um conhecedor e agente do Estado de vigilância neobarroco. Há hoje uma divisão entre aqueles que trabalham em uma tela cibernética e aqueles que são seus usuários. Trata-se da dominação cibernética neobarroca entre governantes (youtuber representando o jornalista em geral) e governados: simples usuário.
O mundo de hoje fez da tela cibernética a sociedade polícia política secreta que torna obsoleto a polícia secreta política governamental.
A elite que se cuide!

REVOLUÇÕES BARROCAS NA AMÉRICA LATINA
Com a Bolívia de Evo Morales, inaugura-se a era das revoluções barrocas dentro da ordem democrática na América Latina. A direita neobarroca, ariana, cibernética, com a ajuda dos EUA, das multinacionais, da oligarquia política etc., procurou interromper o ciclo das revoluções barrocas, entre nós.
O golpe de Estado neobarroco fracassou, pois o partido de Evo retornou ao poder boliviano. No Chile, Boric derrotou o candidato da extrema-direita neobarroca Antonio Kast, que obteve 44,14%dos votos. A divisão do Chile entre uma esquerda barroca e o campo da direita neobarroca é o sintoma da época de hoje. A esquerda fez uma Constituição que foi rejeitada em um plebiscito. A Constituição continha a transformação do Estado nacional chileno em um Estado regido por uma plurivocidade de nação. Ao contrário, no centro do palco político chileno, encontra-se a transformação do Estado fascista de Pinochet. Assim, o governo Boric teve que retomar a revolução barroca dentro da ordem gramatical chilena.
No México, pouco se sabe no Brasil sobre a revolução barroca de Obrador. Um México barroco é algo natural na política mexicana. No século XX, ocorreram revoluções barrocas no México. O México é a capital do barroco da América Latina.
Na Colômbia, Gustavo Petrus iniciou a revolução barroca. Ele quer uma reforma agrária e que os ricos paguem impostos decentes. Petrus derrotou um populista neobarroco do campo da direita. Uma multidão neobarroca já se levantou contra Petrus, ele que assumiu o governo há dois meses.
O que caracteriza a evolução barroca?
Ela fala a linguagem do sofrimento de uma gramática barroca. Lula chorou compulsivamente em uma apresentação à imprensa em São Paulo. Jornalistas o acusaram de impostura. Lula verteu suas lágrimas copiosas em nome dos pobres que passam fome, em milhões. A linguagem do sofrimento de uma gramática barroca se expressou na política pelo choro de Lula. O campo da direita neobarroca, cibernética secular se manifesta contra o inconsciente barroco lulista.
A tela gramatical barroca na política está sendo fabricada por governos de esquerda que já não são mais a esquerda clássica, a esquerda renascentista. No Brasil, uma Frente Ampla que derrotou Bolsonaro aparece como uma síntese de múltiplas determinações e contradições. Lula é o artífice da revolução barroca e um político que navega na revolução barroca latino-americana.
A esquerda brasileira pode se reinventar como esquerda barroca?

TEOLOGIA NEGRA E JORNALISMO

 

A teologia negra é a noção da política como guerra - levada por meios não militares. Parece que a nossa política na família parte da teologia negra. Além da família, o jornalismo (que assisto no meu celular) parte da teologia negra em um espaço de simulação da atividade jornalística como guerra baseada no uso da informação como arma militar.    

Uma boa parte da política de simulação só existe graças ao jornalismo cibernético. Tal jornalismo é uma continuação do ciberespaço como simulacro de simulação da política como guerra.

É a teologia negra digital.

Não existe mistério para o apoio do jornalismo a Jair Bolsonaro. Ambos são partidários da noção de política como guerra cibernética. Muito jornalista será demitido com o fim de Bolsonaro na política. Já está acontecendo expurgos em certos emissoras.

 Na época neobarroca. a profissão de jornalista embota a inteligência do jornalista. Tal fato vai além do conhecido dito de que “a opinião do jornalista é a opinião do patrão”. O jornalismo político se transformou em uma estrutura de novela na qual herói e vilão recebem o merecido, todo santo dia.

A novela da TV Globo é o paradigma do jornalismo político. A NOVELA trabalha com a noção de política da teologia negra.

Uma atmosfera teológica negra é fabricada pelo jornalismo cotidianamente. É uma atmosfera com raridade de oxigênio democrático. A teologia política negra é um pensar e julgar a realidade a partir de uma ótica autoritária.  

Se Lula foi bombardeado durante meses pelo jornalismo político como um homem abjeto, eis a ação da mais abjeta teologia negra jornalística.

Será possível o jornalismo adotar um outro modelo, um modelo democrático de comunicação com as massas de receptores?

 

CAPITALISMO SUICIDARIO

 

Com o capitalismo financeiro da globalização neoliberal, o capital fictício assume o comando da economia, política, ideologia. Há o desenvolvimento do Estado suicidário do complexo industrial-militar mundial. O capitalismo industrial se torna uma sociedade burguesa de segunda categoria.

Marx desenhou o fim do capitalismo pela lógica do capital. Trata-se do modelo capitalista e não da realidade capitalista. O fim do capitalismo é um fenômeno virtual que pode se tornar atual.

O fim do capitalismo ocidental passou do virtual para o atual com a implosão da globalização neoliberal. Claro que a Guerra da Rússia foi um fator de tal implosão. No entanto, o esgotamento do modelo da globalização ocidental se deve ao colapso do capitalismo financeiro como hegemonia do capital fictício sobre o planeta.

O fim da globalização ocidental faz pendant com a ascensão do mercantilismo do capital asiático. Neste, o capital industrial comanda a economia, política e campo das ideologias. 

Como o Ocidente reage à ascensão da geopolítica capitalista mercantilista chinesa?

O capitalismo neobarroco é a resposta do Ocidente à Asia.

O capitalismo neobarroco se constitui em uma sociedade capitalista suicidária. Temos então o capital suicidário no comando da economia, da política, do Estado, do campo das ideologias etc. O capital suicidário ignora a lógica do fim do capitalismo. [No Brasil, a aliança do capital fictício com a agroindústria instala a sociedade burguesa suicidária]. No campo das ideologias do capital neobarroco, a lógica do fim do capitalismo é tratada como tagarelice da esquerda marxista.

Há, entre nós, uma poderosa burguesia suicidária que não acredita na necessidade do governo do capital ser um governar para todos. Como a esquerda clássica procura governar, também, para os pobres, o capital suicidário quer exclui-la da política, na democracia representativa.

Bolsonaro personificou o governo do capital suicidário. E foi derrotado por Lula.

Entramos na época da sociedade neobarroca. Uma direita neobarroca conservadora já se estabeleceu como um campo político. Os extremistas  suicidários desse campo explodem em violência e confronto com o Estado-1988.   

“Precisamos estar atentos e fortes”...

 


2 compartilhamentos
Visto por 4
Curtir
Comentar
Compartilhar