VONTADE DE PODER FENILESTÉTICO
05/07/2026
o metamaterialismo histórico se aproxima de Nietzsche através de Heidegger. A metaideologia de Nietzsche é a realidade quimiosubjetiva histórico-ontológica como vontade de poder estético e/ou d’ars de uma forma de governo, seja como cidade-Estado territorial, seja como comunidade republicana, seja como Estado hegeliano,, seja como capital-Estado virtual big tech:
“Quando se tem uma interpretação do mundo, tem-se ao mesmo tempo uma interpretação do ente na totalidade> Não enquanto ‘entidade’ (verdade), mas enquanto ‘vida’ - ‘devir’; isto é, vontade de poder”.
“Arte- a saber a figura mais elevada da vontade de poder -; devir como constância do inconstante enquanto tal. CF. <Vontade de Poder>, n. 1046: ‘ É preciso que se compreenda o fenômeno fundamentalmente <artístico> que se chama vida - <o espírito edificante>..; portanto sempre e justamente metafísica - apenas metafísica da Vontade; cf. <Para além do Bem e Mal. n 36”. (Heidegger. Nietzsche. Metafísica e Niilismo. RJ: Relume Dumará, 2000: 64).
o poder d’ars é um objeto quimiosubjetivo que a realidade da história-ontológica cria e recria como autoprodução de forma de governo do Estado ou do capital, resumindo. Portanto, ponto-se-partida é o começo ou o fim da ontologia? A big tech criou uma ontologia como capital-estado virtual. É a forma mais acabada seja do Estado, seja do capital? fim da ontologia como metaideologia como pluralidade de gramática que cria o campo das ideologias, sja da fenilideia, seja da ideia retórica como vontade estética de poder.
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A pesquisa da <técnica>, em Heidegger, não parte da técnica, ou como general intellect, ou capital ou Estado. No “Anomalia selvagem”, a técnica ainda é chamada de força produtiva. As relações técnicas de produção são o território da ontologia ou metaideologia do materialismo spinozista pára Negri. A metaideologia é a técnica da gramática que cria e recria o campo de fenilideologias de uma conjuntura histórico-ontológica. Há transformação da metaideologia da técnica idealista em Estado territorial, transformação da técnica materialista em capital territorial/virtual, e a transformação da técnica metamaterialista em capital-Estado virtual-territorial. A transformação da técnica virtual/territorial em capital-Estado, com o uso da energia dos países e da água cria uma ontologia completamente desconhecida para o homem. O capital-Estado virtual da big tech precisa do Estado territorial republicano, porém, ele não consegue acabar com o dualismo ontológico Estado territorial e capital. Sua lógica necessária é acabar com o Estado territorial republicano. Ora, é impossível acabar com o território geográfico só com a metaideologia do materialismo das relações técnicas de produção. Assim, há a passagem para a ontologia do metamaterialismo na qual a química das afecções se torna técnica do capital da produção de mais-gozar. A teologia dualista mundo territorial versus mundo virtual aparece na discussão de Deleuze com Negri? A big tech americana precisa do processo de mundialização nas relações internacionais lugar em que está o Estado territorial republicano-hegeliano como o idealismo da técnica da razão absoluta na história-ontológica. A razão absoluta tem no general intellect a <força> da gramática que estrutura o mundo como poder d’ars de uma forma de governo.
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Anomalia selvagem é a imagem textual do capitalismo republicano holandes do século XVII. A crise do Renascimento desemboca no Estado barroco e no absolutismo. O capitalismo republicano é uma forma de governo materialista que já não é uma forma de governo puramente política. Ela é uma forma capitalista com metaideologia revolucionária do humanismo:
“o século XVII holandês não conhece o barroco, em outras palavras, não conhece a interiorização da crise. É a verdade. Se durante a primeira metade do século XVII a Holanda é a terra da eleição de todos os libertinos da Europa, e do próprio Descartes, em busca de liberdade, nela não se encontrará entretanto nada do clima cultural francês, da crise que o esplendor dissimula com dificuldade, e que a grande filosofia s´faz exorcizar . Poder-se-ia dizer talvez que o século XVII nunca atingiu a Holanda. Aqui, tem-se ainda o frescor do humanismo inato. do grande humanismo e do grande renascimento. Tem-se ainda o sentido0 e o amor da liberdade, no sentido pleno do termo, justamente o do humanismo: construir, reformar. Tem-se ainda em funcionamento, imediatamente visíveis, as virtudes revolucionárias sutilmente enfraquecidas pela crise nos outros países, e que o absolutismo em geral tenta anular em seu sistema político”. (Antonio Negri, A anomalia selvagem. SP: Editora 34, 1993: 32)
A anomalia selvagem da Holanda corresponde à metaideologia selvagem criada por Spinoza como ontologia metamaterialista. Ela significa a revolução capitalista republicana no Estado absolutista barroco que aparece como solução para a crise estrutural do modo de produção feudal e para a crise cultural do renascimento. Uma reorganização metamaterialista começou com a química afeccional do campo de ideologias humanistas?
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A crise da Europa como uno feudal gera uma realidade objetiva como <potência e ato em ato> plotiniano. (J-M Narbonne. La métaphysique de Plotin. Paris: J. Vrin< 1994, 31). Essa gramática do poder d’ars químico cria, desintegra e recria as formas da economia, política, cultura e ideologia. A criação da solução da crise feudal é o uno que culmina no Estado absolutista feudal e metaideologia materialista mercantilusta. Isso é a história que congrega idealismo, materialismo e metamaterialismo. A anomalia selvagem é a gramática desviante da história gramatical dominante na Europa. O Estado barroco mercantilista 1603 filipino e o Estado do capitalismo republicano holandês fizeram do Brasil barroco o palco da guerra holandesa no Nordeste brasileiro. A Holanda foi derrotada! O Estado barroco luso-brasileiro se tornou a própria ontologia-histórica do modo de produção escravista-colonial. A crise europeia é uma crise de civilização de modos de produção econômicos. Estes necessitam dos modos de produção das gramáticas do romance do poder d’ars para encontrar soluções histórico-ontológica. Hoje, a crise não é mais europeia e sim uma crise mundial. Qual realidade plotiniana estar a inventar as formas ontológicas como solução para a crise da mundialização do mercantilismo capitalista? (J. P. Bandeira da Silveira. mundialização do mercantilismo capitalista. Amazon. 2021).
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Na atualidade, a ontologia materialista, territorial, capitalista, republicana combate a ontologia metamaterialista do capital-Estado virtual da big tech. A big tech é a anomalia selvagem do metamaterialista pós-capitalista? Ou quer ser a nomalia selvagem na ordem mundial das nações . A rigor, não há nomalia selvagem que se possa tomar como nova ordem ordem internacional. A crise da realidade atual se deve à ordem mundial se encontrar no colchete, ela falta como ordem das nações. A big tech da IA americana começa a ser vista como uma metaideologia anti-homem, e antihumanista em relação aos homens, mulheres e crianças. Assim, se instaura a contradição metamaterialista homem-máquina. Restaura-se a dialética materialista capital-máquina trabalho-humano? A contradição da química das afecções entre homem e máquina faz a subsunção da dialética materialista capital/trabalho. A IA é a coisa antimetamaterialista, ela é o reino do grau zero das paixões humanas. O pós-capitalismo mercantilista seria uma luta de big techs pelo monopólio mundial da economia, da política e da cultura. Seria o fim do campo das fenilideologias do homem. O capital-Estado virtual baixaria no território geográfico como dissolução da teologia da dualidade virtual versus territorial. Bem, a big tech extrai renda virtual da exploração da do mais-gozar químico afeccional do homem, mulher, criança. A big tech explora o trabalho da massa [manual] analítica; ela extrai mais-valia relativa materialista dessa massa analítica que programa a IA. A metaideologia da utopia-asiática-comunista da big tech é substituir o trabalho humano pelo trabalho do robot? O trabalho do robot prepararia o paraíso perdido no qual o homem não trabalharia? Seria o fim da exploração econômica?
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O que se vive é a ontologia da mundialização da crise capitalista. plotiniana (potência e ato em ato) que se desdobra a partir do capital-Estado virtual em uma realidade como potência e ato em fenilato. Esta realidade gera uma literatura sobre a crise e a solução da crise. Então, é necessário retomar o conceito de crise moderna de Gramsci?
“O aspecto da crise moderna que se lamenta como ‘onda de materialismo’ está ligado ao que se chama de ‘crise de autoridade’. Se a classe dominante perde o consenso, ou seja, não é mais ‘dirigente’, mas unicamente ‘dominante’, detentora da pura força coercitiva, isto significa exatamente que as grandes massas se destacaram das ideologias tradicionais, não acreditam mais no que antes acreditavam etc.. A crise consiste justamente no fato de que o velho morre e o novo não pode nascer: neste interregno, verificam-se os fenômenos patológicos mais variados”. (Gramsci. Caderno do Cárcere. V. 3. RJ: Civilização Brasileira, 186).
Gramsci fala da ontologia materialista da crise moderna. Crise observada pelo materialismo histórico como mundialização da crise ontológica-histórica capitalista na Europa? A Revolução Russa mundializa a crise do capitalismo europeu?
Com Michel Foucault, a ideia de crise do capitalismo é vista a partir do conceito de poder constituinte:
“As ações comuns de trabalho, inteligência, paixão e afeto configuram um <poder constituinte>. (Negri e Hardt. Império. RJ: Record, 2001, 380).
A mundialização da crise capitalista encontra uma solução no fenômeno “Império”. Este é um efeito complexo de um poder constituinte cuja ontologia histórica já não apenas materialistas como resultado da luta de classes capital versus trabalho. A ontologia do poder constituinte Império já se traduz como metamaterialismo histórico, mundo da química das afecções entendida como paixão e afetos. Além do Império,
na ciência política metamaterialista, a luta de classe como fenômeno da mundialização da crise capitalista produzirá seus efeitos em cada formação sócio-econômica determinada. Por exemplo, no Brasil, um Príncipe eletrônico da ciência de dados luta para desintegrar o Estado republicano nacional territorial. Nos EUA, Donald Trump adquire o sentido metamaterialista de gerar uma crise do uno territorial, desintegração do uno nacional americano. Trump é o Príncipe metamaterialista mais acabado da mundialização da crise do capitalismo.
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A realidade da ontologia histórica da mundialização da crise do capitalismo mundial foi sendo construída em vários livros a partir de 2019:
“A sociedade do conhecimento cyber aparece como parte da reprodução ampliada do capital e da acumulação capitalista tendo como centro econômico a sociedade industrial cyber asiática. A transição do capitalismo globalizado para a sociedade industrial cyber asiática altera a essência do axioma ideológico do desenvolvimento capitalista neoliberal nas economias avançadas:”. (J. P. Bandeira da Silveira. Gramáticas do capitalismo. Lisboa: Chiado, 2019: 69).
O mundo cyber foi uma fabricação da realidade do capitalismo americano. Ele aparece, em seu desenvolvimento, como o capital-Estado virtual da big tech como grande potência de uma virtualidade sem arma nuclear. A contradição química entre o virtual cyber e o territorial do Estado-nação republicano vai determinando a prática política nas Américas. Brasil e EUA se tornaram o laboratório dessa realidade ontológica histórica das grandes potências cyber contra a classe política do republicanismo nacional territorial. Em outubro de 2026, o Brasil faz eleições para decidir se restaura o republicanismo ou se mergulha na teologia da aventura da metaideolgia do capital-Estado cyber. A eleição se tornou um campo de uma soberania metamaterialista, O ódio ao amar o Brasil-nação como objeto quimiosubjetivo da soberania nacional, ódio produzido pela globalização neoliberal pós-modernista, galvaniza um terço da soberania popular. Este um terço mantém o clã bolsonaro apátrida disputando a presidência da República com o republicanismo muitas vezes envergonhado, do PT e de Lula da Silva. O clã bolsonaro é um efeito da gramática da mundialização da crise do capitalismo. O governo de Jair Bolsonaro criou o PJ, uma legislação trabalhista, para desintegrar o capitalismo republicano CLT da Revolução territorial-nacional de 1930-1943. Assim, 2026 aparece como o choque entre o capitalismo CLT e o pós-capitalismo bolsonarista PJ. A mundialização da crise do capitalismo só será compreendia a partir da relação da ontologia histórica mundial, das relações internacionais, com a ontologia da metaideologia de cada país, de cada nação. A ciência política metamaterialista trabalha com essas relações: mundial/nacional, territorial/virtual, e vice-versa.
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A ontologia materialista do capital-Estado cyber se desliga da globalização neoliberal e permanece no pós pós-modernismo no caso brasileiro como nomalia selvagem. O Brasil aparece como esse combate entre metaideologia virtual do capital-Estado cyber do Príncipe eletrônico e o Estado republicano 1988. Daí, a privatização da esfera dos bens públicos permanecer para além do globalismo, como diz Altvater em seu livro “O fim do capitalismo tal com o conhecemos”:
“A globalização é, por conseguinte, sobretudo um processo de integração econômica mediante a desregulamentação dos mercados financeiros do comércio mundial e a privatização de bens públicos. A valorização primária de bens públicos acompanha toda a história do capitalismo. Talvez uma razão importante da existência continuada do capitalismo. Sobretudo com a dominância do neoliberalismo, a privatização de empresas e bens de domínio público foi erigida em projeto político globalizado, apoiado pelas instituições reguladoras internacionais. Assim foram abertos novos campos de aplicação de capitais para empresas”. (Altvater: 101).
A mundialização do capital-Estado cyber da globalização teve sua lógica intervencionista na esfera pública das nações interrompida na Europa; e nos EUA? No Brasil, ela estrutura o campo da direita como nomalia selvagem do Príncipe eletrônico. José Paulo:
“Em muitos textos gramaticalizei a sociedade de comunicação de massa no comando da política e da cultura fazendo pendant com as gramáticas da história econômica do capitalismo. A sociedade de comunicação de massa é o espaço juridicamente vazio do estado de exceção, espaço entre o estado de natureza (violência) e o estado do direito no qual a lei parece vigorar na ficção de sua dissolução, O país sob comando da gramática mass media faz da lei mais do que ficção, pois, a lei oi discurso do direito funciona como aparências de semblância natural” (Arendt: 30-31).
“Se o capitalista é o proprietário dos meios de produção econômicos, os mass media são os proprietários da realidade. Uma periodização na história do século XX começa copom os mass media como soberano na política e na cultura e como discurso em ato do capitalismo> Os mass media se constituem como uma gramática do monopólio das aparências de semblância (Debord: 2), até o surgimento do cyber”. (J. P. Bandeira da Silveira. Gramáticas do capitalismo. Lisboa: Chiado, 2019, 180)”.
O Príncipe eletrônico cyber é um aperfeiçoamento do mass media como metaideologia da ontologia histórica do além da época pós-modernista. Ele aparece como objeto qumiosubjetivo do pós-capitalismo da PJ no governo de Jair Bolsonaro. O clã bolsonaro é o objeto quimiosubjetivo dessa mataideologia do Príncipe eletrônico cyber como nomalia selvagem do americanismo.
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Faço uma releitura da metaideologia da mundialização da crise do capitalismo a partir do “Gramáticas do capitalismo” [páginas 180-183] e do Hegel. Princípios da filosofia do direito. Lisboa. Guimarães Editores, 1990. Passagem da psicanálise em gramática econômica para as ciências metamateriais: psicanálise, ciência política e economia política metamateriais.
A realidade da ontologia da crise tem na metaideologia das massas analíticas (do general intellect gramatical ou G. I. G.) o pôr no colchete o saber crítico da crise. O capitalismo se apropriou da invenção do espaço cyber como economia, cultura e política. assim, um novo ponto de inflexão se ofereceu á vida dop capitalismo. A gramática da sociedade de comunicação cyber fez dos textos de Foucault, Deleuze e Guattari, Agamben seres pré-diluvianos, como reconheceu o próprio Agamben. O campo freudiano também faz parte desse museu natural de seres pré-diluvianos gramaticais. Para usar os saberes supracitados se faz se faz necessário um campo científico como o domínio psicanálise em gramática econômica [desdobrada em ciências metamaterialistas].
[Assim], a questão da propriedade assume o proscênio da cena gramatical. Hegel institui uma gramática da propriedade. A propriedade da realidade gramatical de dizer o que é a realidade como reconciliação do real com o racional? A relação do sujeito trabalhador dos mass media [massas analíticas] com o poder dos mass media subverte o direito da concepção moderna da liberdade pessoa e coletividade [do general intellect gramatical]:
“É por isso que as qualidades intelectuais, o saber etc., são tomados em consideração como objeto de posse jurídica. A possessão do corpo e do espírito que se obtém por meio da cultura, estudo, do trabalho etc., constitui uma propriedade íntima do espírito e não deve ser aqui tratada. A passagem de tal propriedade para o terreno onde ela fica sujeita á determinação de uma propriedade jurídica exterior, será considerada a propósito da alienação”. (Hegel. 1990: 61-62)”.
A propriedade no Príncipe eletrônico muda a propriedade do trabalhador hegeliano?
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A ontologia histórica do Brasil contemporâneo tem um duplo aspecto. Há uma divisão do trabalho da massa analítica entre o Príncipe hegeliano e o Príncipe eletrônico.
No mass media realmente existente, a possessão do corpo e do espírito do trabalhador simbólico deixa de ser uma propriedade íntima do espírito e torna-se propriedade da corporação capitalista da comunicação de massa. A gramática do mass media se define pela relação de propriedade entre o corpo e a alma do trabalhador simbólico [massa analítica] e o proprietário da corporação capitalista: o capital/aparelho proprietário da sociedade de comunicação. A ambiguidade entre a posse jurídica (pelo artista, sábio, padre, jornalista) de sua arte, ciência, faculdade de pregar, de celebrar missas e a propriedade por contrato deles pela corporação ou aparelho desaparece no trabalho simbólico do mass media.
Nota. Hegel. 1990: 60-61). “São objetos de contrato, assemelháveis a objetos de compra e venda, qualidades do espírito, ciência, arte, até poderes religiosos(prédicas, missas orações) e descobertas. Pode perguntar-se o artista, o sábio etc. têm a posse jurídica da sua arte, da sua ciência, da sua faculdade de pregar, de celebrar missa etc., isto é, se tais objetos são coisas a hesitar-se chamar-lhes propriedade, conhecimento e faculdade das coisas. Se por u lado, tal posse é objeto de negociação e de contrato, é ela, por outro lado, interior e e espiritual, e o intelecto pode ver-se embaraçado para qualificá-la juridicamente pois tem sempre diante dos olhos a alternativa de um objeto ser ou não uma coisa (tal como algo é ou não infinito). O espírito livre tem, decerto, como próprios conhecimentos, saber, talentos, que lhe são interiores e não exteriores, mas pode dar-lhes uma existência exterior mediante a expressão e assim aliená-los (cf. mais adiante). Passam eles então a categorias de coisas> Não aparecem, pois, de repente como imediatos, mas vêm ao sê-lo por intermédio do espírito que passa para a imediatidade e extrinsecidade o que é intrínsico”.
A massa analítica do Príncipe eletrônico é o trabalho virtual do mais-gozar do proprietário do capital. O Príncipe hegeliano trabalha para o Estado hegeliano territorial nacional. Os dois são parte do general intellect gramatical? No Príncipe eletrônico cyber, a realidade objetiva dos objetos quimiosubjetivos aparece para o receptor como petrificada em dados cibernéticos. O objeto quimiosubjetivo usuário torna-se capital, o general intellect gramatical torna-se capital, propriedade de um capital mass media cyber. Cria-se a ilusão de que o general intellect gramatical não é um ser da ontologia do metamaterialismo histórico.
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A ontologia histórica do Brasil da da década de 1970 tem na prática política mais geral dois extremos. O Príncipe hegeliano ou Estado cultural-ético com seus aparelhos ideológicos tradicionais: universidade, Igreja, partidos políticos, governos (Henri Lefebvre. Lógica formal/lógica dialética. RJ: Civilização Brasileira,1975, 4). O Príncipe eletrônico ou <Télétat> (Régis Debray. L’État séducteur. Paris: Gallimard, 1993, 98). A ontologia mais geral se move entre dois extremos: a ideilogia e a química das afecções. No Estado hegeliano a química afeccional é posta no colchete, o metamaterialismo histórico se encontra no colchete como podemos ver em Simon Schwartzman escrevendo sobre desenvolvimento com o capital industrial moderno:
A consequência foi a falta daquela ‘vontade de determinação política’ que os economistas e historiadores argentinos só decteram haver na Austrália, e que poderia, eventualmente, transformar uma situação de privação relativa em uma política voluntária de industrialização e desenvolvimento. Apenas o Estado, ele mesmo, foi capaz, quando as condições existiam, de tentar esta transformação, independentemente e, às vezes, às expensas dos partidos políticos e dos setores sociais nacionais. Esta ‘falta de vontade e determinação política’, é claro, não constitui um traço cultural ou psicológico, mas é o resultado de uma situação de dependência interna que replicava, por assim dizer, a dependência externa do poder patrimonial em relação aos outros centros da economia mundial”. S. Schwartzman. São Paulo e o Estado nacional. SP: Difel, 1975, 105).
S. M. põe no colchete o metamaterialismo da química das afecções que fabrica o poder patrimonialista da relações de dependência entre o moderno e o tradicional. O Príncipe eletrônico ou TeleEstado era uma correia de tramsmissão de ideologias do Estado hegeliano. A ideologia do patrimonialismo foi dominante na TV até o aparecimento do Príncipe eletrônico cyber. O príncipe patrimonialista dividia a prática política entre modernos e tradicionais, sendo o campo da direita iluminista-liberal (José Guilherme Merquior. O argumento liberal. RJ: Nova Fronteira, 1983) a modernidade e o campo da esquerda a tradição patrimonialista brasileira do Estado republicano getulista de 1930. O Príncipe eletrônico cyber introduziu uma ontologia que fez desaparecer a dialética moderno versus tradicional, correspondendo, respectivamente, à direita iluminista-liberal privatista e à esquerda estatista getulista. O governo de FHC invadiu a ontologia supracitada com o Príncipe neoliberal como antessala do Príncipe eletrônico do teleEstado pósmodernista na prática política mais geral. Os governos do PT já foram um efeito da ontologia pós-modernista nos trópicos. Na prática política, o golpe de Estado em Dilma Rousseff anunciou à mudança do domínio do Príncipe eletrônico cyber, este viria a governar o país com Jair Bolsonaro. A partir de Bolsonaro, direita e esquerda foram estruturadas pela plurivocidade de gramática do teleEstado cyber em combate com o Príncipe repblicano do Estado hegeliano para além do pós pós-modernismo. (J. C. Bandeira da Silveira. Além da época posmoderna. Amazon, 2024).
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Um resumo da ontologia histórica do regime de 1988. A ANC de 1987-88 é o traço barroco de uma conjuntura histórica que estabelece uma Constituição republicana de um Estado virtual, territorial e nacional. Na primeira eleição presidencial, a soberania popular escolheu o candidato do Príncipe eletrônico contra o candidato do PT, Lula da Silva. Collor de Mello aparece como neoliberalismo de anomalia selvagem na cultura política brasileira getulista de 1930. Foi deposto por forças da direita patrimonialista e da esquerda do latino-americanismo do Fórum São Paulo e do Fórum de Porto Alegre. Depois, a soberania popular elege FHC que se apresenta como antirrepublicanismo de 1930, como representante da Revolução paulista liberal de 1932 contra Getúlio Vargas. FHC é o Príncipe da cultura política liberal-iluminista. Em seguida, advém os governos nacionais do PT com Lula elegendo Dilma Rousseff. Vice de Dilma, michel Temer se envolve com um golpe de Estado do Príncipe eletrônico que inaugura uma nova etapa do regime de 1988. Início de uma nomalia selvagem do globalismo neoliberal de fenilestética pós-modernista. O teloEstado pós-modernista faz reformas do Estado para mudar a correlação de forças entre o capital subdesenvolvido e o trabalho CLT. O governo Bolsonaro inaugura a era do populismo pós-modernista das massas evangélicas, metamaterialista que odeiam amar Lula da Silva.O governo de Bolsonaro faz da química das afecções traduzida em paixão e desejo das massas seu instrumento político para combinar rua e soberania popular, constitutivo do campo da nova direita extremista,
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O Príncipe eletrônico negro [fascista] digital procurou conter a revolução barroca republicana de 1988 com a legislação PJ do governo de Jair Bolsonaro. Luta de classe no Estado entre o trabalho CLT e o PJ bolsonarista. Na sua reeleição, Jair foi derrotado por Lula. Este é o objeto quimiosubjetivo do republicanismo de tradição estatista em contraposição ao privatismo da direita em geral. Em 2026, Lula enfrenta um nome do clã bolsonaro, Flávio, filho mais velho de Jair. Lula é o objeto quimioestético de um republicanismo combinado com ideologias como o latinoamericanismo, identitarismo multiculturalista: mulher, negro, indígina. A revolução barroca dentro da ordem de 1988 se choca com a tentativa da extrema-direita de desintegrar o Estado republicano territorial, nacional-1988
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