terça-feira, 7 de julho de 2026

Vontade de poder fenilestético

 VONTADE DE PODER FENILESTÉTICO

05/07/2026



o metamaterialismo histórico se aproxima de Nietzsche através de Heidegger. A  metaideologia de Nietzsche é a realidade quimiosubjetiva histórico-ontológica como vontade de poder estético e/ou d’ars de uma forma de governo, seja como cidade-Estado territorial, seja como comunidade republicana, seja como Estado hegeliano,, seja como capital-Estado virtual big tech:

“Quando se tem uma interpretação do mundo, tem-se ao mesmo tempo uma interpretação do ente na totalidade> Não enquanto ‘entidade’ (verdade), mas enquanto ‘vida’ - ‘devir’; isto é, vontade de poder”.

“Arte- a saber a figura mais elevada da vontade de poder -; devir como constância do inconstante enquanto tal. CF. <Vontade de Poder>, n. 1046: ‘ É preciso que se compreenda o fenômeno fundamentalmente <artístico> que se chama vida - <o espírito edificante>..; portanto sempre e justamente metafísica - apenas metafísica da Vontade; cf. <Para além do Bem e Mal. n 36”. (Heidegger. Nietzsche. Metafísica e Niilismo. RJ: Relume Dumará, 2000: 64). 

o poder d’ars é um objeto quimiosubjetivo que a realidade da história-ontológica cria e recria como autoprodução de forma de governo do Estado ou do capital, resumindo. Portanto,  ponto-se-partida é o começo ou o fim da ontologia? A big tech criou uma ontologia como capital-estado virtual. É a forma mais acabada seja do Estado, seja do capital? fim da ontologia como metaideologia como pluralidade de gramática que cria o campo das ideologias, sja da fenilideia, seja da ideia retórica como vontade estética de poder. 

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A pesquisa da <técnica>, em Heidegger, não parte da técnica, ou como general intellect, ou capital ou Estado. No “Anomalia selvagem”, a técnica ainda é chamada de força produtiva. As relações técnicas de produção são o território da ontologia ou metaideologia do materialismo spinozista pára Negri. A metaideologia é a técnica da gramática que cria e recria o campo de fenilideologias de uma conjuntura histórico-ontológica. Há transformação da metaideologia da técnica idealista em Estado territorial, transformação da técnica materialista em capital territorial/virtual, e a transformação da técnica metamaterialista em capital-Estado virtual-territorial. A transformação da técnica virtual/territorial em capital-Estado, com o uso da energia dos países e da água cria uma ontologia completamente desconhecida para o homem. O capital-Estado virtual da big tech precisa do Estado territorial republicano, porém, ele não consegue acabar com o dualismo ontológico Estado territorial e capital. Sua lógica necessária é acabar com o Estado territorial republicano. Ora, é impossível acabar com o território geográfico só com a metaideologia do  materialismo das relações técnicas de produção. Assim, há a passagem para a ontologia do metamaterialismo na qual a química das afecções se torna técnica do capital da produção de mais-gozar. A teologia dualista mundo territorial versus mundo virtual aparece na discussão de Deleuze com Negri? A big tech americana precisa do processo de mundialização nas relações internacionais lugar em que está o Estado territorial republicano-hegeliano como o idealismo da técnica da razão absoluta na história-ontológica. A razão absoluta tem no general intellect a <força> da gramática que estrutura o mundo como poder d’ars de uma forma de governo.  

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Anomalia selvagem é a imagem textual do capitalismo republicano holandes do século XVII. A crise do Renascimento desemboca no Estado barroco e no absolutismo. O capitalismo republicano é uma forma de governo materialista que já não é uma forma de governo puramente política. Ela é uma forma capitalista com metaideologia revolucionária do humanismo:

“o século XVII holandês  não conhece o barroco, em outras palavras, não conhece a interiorização da crise. É a verdade. Se durante a primeira metade do século XVII a Holanda é a terra da eleição de todos os libertinos da Europa, e do próprio Descartes, em busca de liberdade, nela não se encontrará entretanto nada do clima cultural francês, da crise que o esplendor dissimula com dificuldade, e que a grande filosofia s´faz exorcizar . Poder-se-ia dizer talvez que o século XVII nunca atingiu a Holanda. Aqui, tem-se ainda o frescor do humanismo inato. do grande humanismo  e do grande renascimento. Tem-se ainda o sentido0 e o amor da liberdade, no sentido pleno do termo, justamente o do humanismo: construir, reformar. Tem-se ainda em funcionamento, imediatamente visíveis, as virtudes revolucionárias sutilmente enfraquecidas pela crise nos outros países, e que o absolutismo em geral tenta anular em seu sistema político”. (Antonio Negri, A anomalia selvagem. SP: Editora 34, 1993: 32) 

A anomalia selvagem da Holanda corresponde à metaideologia selvagem criada por Spinoza como ontologia metamaterialista. Ela significa a revolução capitalista republicana no Estado absolutista barroco que aparece como solução para a crise estrutural do modo de produção feudal e para a crise cultural do renascimento. Uma reorganização metamaterialista começou com a química afeccional do campo de ideologias humanistas? 

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A crise da Europa como uno feudal gera uma realidade objetiva como <potência e ato em ato> plotiniano. (J-M Narbonne. La métaphysique de Plotin. Paris: J. Vrin< 1994, 31). Essa gramática do poder d’ars químico cria, desintegra e recria as formas da economia, política, cultura e ideologia. A criação da solução da crise feudal é o uno que culmina no Estado absolutista feudal e metaideologia materialista mercantilusta. Isso é a história que congrega idealismo, materialismo e metamaterialismo. A anomalia selvagem é a gramática desviante da história gramatical dominante na Europa. O Estado barroco mercantilista 1603 filipino e o Estado do capitalismo republicano holandês fizeram do Brasil barroco o palco da guerra holandesa no Nordeste brasileiro. A Holanda foi derrotada! O Estado barroco luso-brasileiro se tornou a própria ontologia-histórica do modo de produção escravista-colonial. A crise europeia é uma crise de civilização de modos de produção econômicos. Estes necessitam dos modos de produção das gramáticas do romance do poder d’ars para encontrar soluções histórico-ontológica. Hoje, a crise não é mais europeia e sim uma crise mundial. Qual realidade plotiniana estar a inventar as formas ontológicas como solução para a crise da mundialização do mercantilismo capitalista? (J. P. Bandeira da Silveira. mundialização do mercantilismo capitalista. Amazon. 2021).  


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