quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Estado e Metamaterialismo Histórico

 ESTADOOUTUBRO2026



ESTADO E METAMATERIALISMO HISTÓRICO


A <globalização liberal pós-modernista> enviou para as calendas gregas os estudos acadêmicos sobre o Estado em geral. O ocaso desta  globalização vem sendo estudo por mim em vários livros, por exemplo, no “Além da época posmoderna. Assim procurei restaurar o campo de investigação do capital cultural Estado. Aqui, se inicia o estudo do Estado como ontologia e fenomenologia de uma cultura mundial da atualidade. Esses estudos incluem a análise metamaterialista histórica das Américas, especialmente Brasil e EUA:

     BIG TECH E ELEIÇÃO DE OUTUBRO

No Brasil, A intervenção das big techs na eleição de outubro de 2026 põe repõe o seguinte problema? É uma invasão da eleição por uma empresa econômica capitalista internacional? Já publiquei livros mostrando que, na ontologia química libidinal das paixões políticas, a BIG tech age como um Estado da técnica virtual secular, apaixonado. Este agir químico produz efeitos políticos favoráveis à extrema-direita e é, ao mesmo tempo, um modo de extrair mais-valia química metamaterialista do usuário cibernauta. 

A big tech pode decidir a eleição contra Lula da Silva e, portanto, a favor de Flávio Bolsonaro. Assim, ela aparece como uma força metamaterialista da stásis da bárbarie contra a civilização no Brasil e nos EUA. As big techs se fundiram com a ditadura hiper-patrimonialista de Donald Trump contra a república universal nos EUA e no Brasil. Elas fazem parte da estratégia virtual de tornar o território dos americanos em barbárie tecnológica do fim dos tempos para as Américas. 

A estratégia trump-Big Tech consiste em aprofundar a crise territorial do Brasil. A crise do uno territorial se tornará uma realidade irrevogável com exércitos de países da América do Sul. sob comando militar dos EUA, invadindo a Amazônia brasileira. A estratégia de transformar, juridicamente, o PCC e o Comando Vermelho em organizações terroristas tem como META a legitimação de uma polemos, em território brasileiro, contra o PCC, Comando Vermelho e narcootráfico latino-americano, todos como uma economia política química de exploração das riquezas da Amazônia. O Brasil vai restaurar a crise do uno territorial do século XIX imperial? Crise agora do uno republicano territorial de 1988? A esperada internacionalização americanista do território brasileiro está prestes a acontecer?    As big techs querem a riqueza mineral rara existente na Amazônia?    


COLAPSO DO  LIBARALISMO POLÍTICO - 2026

A Constituição de 1988 é uma plurivocidade de gramática de Estado. O Estado republicano iluminista-barroco faz pendant com o Estado liberal-político barroco, pois este é um Estado da cultura liberal patrimonialista do capital e das elites de Estado. A burocracia pública acaba sendo estruturada e organizada e movida pelo poder d'ars do liberalismo patrimonialista. O STF do liberalismo político atravessa uma crise irrevogável. O Congresso do liberalismo patrimonialista é uma caixa de pândora, a ser aberta pela crise do Estado liberal político. 

Como trata-se de um colapso catastrófico da cultura política patrimonialista, a solução da crise estrutural e orgânica requer que forças do capital cultural da sociedade civil e do Estado fabriquem uma nova cultura política para o Estado repúblicano. Essa cultura tem que ser aquela dos valores metamaterialistas republicano. Há necessidade de uma economia política da libido da química das paixões políticas populares iluminista-barroca radical. O Brasil tem um general intellect gramatical na universidade e institutos acadêmicos e governos que podem ser agenciados para a fabricação de uma cultura política republicana. É claro que se trata do surgimento de um hegemonikon republicano ilustrado capaz de ligar quimicamente elite e massa, em um modo de parecer psíquico republicano. Tal fato iniciaria uma nova época de republicanismo que passaria de valores virtuais para valores atuais. Se Flávio Bolsonaro vencer a eleição presidencial de 2026, o projeto químico republicano deixará de existir no território republicano, inclusive virtualmente.   


DO GOVERNO DE FLÁVIO B

O governo Lula já se sabe o que seria em 2027. Porém, não têm textos sobre o governo Flávio B 2027. Flavio B começou sua ascensão ao poder d'ars eleitoral com 12% dos votos do Pai. Há menos de 3 semanas aparece nas pesquisas como um possível presidente da República. Ele já disse que não acabará com o bolsa-família. O SUS, ele apronfundará a parceria Estado/capital. Um modo de transferir o mais-gozar fiscal para a burguesia local e internacional. Ele diz que vai fazer 4 ministros do STF. Ele vai governar com o Orçamento Secreto do b.b.b; bancadas boi, bala e bíblia. Seu chanceler do Itamaraty seria o irmão Eduardo Bolsonaro. Acessores econômicos pragmáticos falam de uma política de integração com os EUA, China e Europa. Flávio b prometeu para Rúbio um alinhamento automático com Trump e Rúbio. Flávio b. diz que imitará Milei e seu anarcocapitalismo. Com efeito, seria provável ele se encaminhar para o pós-capitalismo anarcomercantilista de Trump? 

O governo de Jair Bolsonaro foi a estratégia de aterrorizar e ser aterrorizado como mostra a lógica da "guerra cultural" contra o marxismo do PT, esquerda em geral, e contra a política editorial marxista pura da Editora Boitempo. FLávio crê que a universidade federal é marxista. Só restaria desintegrá-la na guerra cultural governamental. Tarcísio fará o mesmo com a USP e a UNICAMP? Ora. a derrota do PT significará o fim da esquerda do materialismo histórico nacional? Com Haddaed, a derrota do PT [no primeiro turno, em São Paulo] determinará a desorganização lulista do partido? Viveremos o fim da esquerda na nova conjuntura bolsonarista. O STF resolveu dar um presente a Flávio B linchando , com a morte simbólica em vida, o juiz Moraes (como diz o jurista Pedro Serrano) - como pediu um notavel jurista da extrema-direita paulista. Moraes não pode ser presidente do STF no governo Flávio b. Flávio B repetirá os erros do Pai, Jair Messias Bolsonaro? 

Haverá vingança contra os inimigos - no governo do clã jurídico de Estado  jairbolsonaro?         


O SEGUNDO ASSASINATO NACIONAL DO JUIZ MORAES 

No livro "As leis", Platão proibiu o assassino de ser funcionário do Estado republicano. O juiz Moraes não é um assassino como tantos políticos bolsonaristas. O jornalismo em geral diz que o juiz Moraes tem que pagar por ilegalidades cometidas no cargo de juiz do STF. A ilegalidade não é ilegalidade jurídica até que o tribunal diga que é ilegalidade. Assim, o juiz Moraes foi condenado peloas jornalistas [inclusive Dani Lima}, sobretudo por uma campanha abjeta da jornalista Andrea Sadi da TV Globo. É um fato que o juiz Moraes tem que ser punido quando o juiz Toffole foi perdoado pelo STF por seu envolvimento no caso Master? O juiz Fachin convocou uma plenária para julgar o juiz Moraes. Ele transforma o STF nos "processos de Moscou stalinista"? Fachin é ersatz do procurador geral da URSS Andrey Vyshinsky? Um fósforo que incendiou o Estado jurídico republicano soviético. Fachin poderia ter bloqueado a lógica do golpe de Estado bolsonarista do juiz terrivelmente golpista cristão Mendonça. Não o fez. Ele deixou nas mãos incendiárias de Mendonça o caso Master. Ele quer julgar o juiz Moraes sem julgar o juiz Mendonça também denunciado. O juiz Moraes é um criminoso político? Mendonça é um criminoso político cristão-bolsonarista?  

A história do juiz Moraes deve ser evocada para se sair das armadilhas do efeito de realidade do jornalismo mau-caráter, que apaga as determinações históricas da vida pública e privada da família Moraes. Donald Trump procurou assassinar o juiz Moraes sufocando-o com  cortes de sua renda familial. Não consegui pois o juiz resistiu com todas as suas forças e vontade de poder fenilestético. Encurralado por Trump, a família de Moraes se tornou presa fácil do banqueiro crminoso Vorcaro. Aí está a explicação para a advogada mulher de Moraes defender Vorcaro.  A questão posta é: quem é o juiz Moraes? O governo de Bolsonaro fez um plano para assassinar o juiz Moraes no empreendedorimo do golpe de Estado dos oficias do Exercito brasileiro kids pretos. Este seria o primeiro assassinato de Moraes que levou à condenação penal de Jair Bolsonaro e generais golpistas. O segundo assassinato é o do presidente do STF com sua plenária que julgará Moraes sem se saber qual é o crime jurídico dele, que só pode ser estabelecido como verdade no STF ao final de um julgamento com amplo direito de defesa. Ora, o juiz Moraes está sendo pego como bode espiatório do colapso do Estado liberal-político patrimonialista cristão da bancada da bala cristã no congresso. A TV Globo foi perdoada por seu crime político que consistiu em fazer parte da DITADURA MILITAR e reproduzir essa forma de governo por 21 anos. Então, por ter salvo bravamente a República 1988 de sua destruição pelo governo de Jair Bolsonaro, por que a NAÇÃO não esquece e perdoa o juiz Moraes por ter sido um <sujeito> como efeito da gramática do poder estético do Estado liberal-patrimonialista cristão do dominante burguês do regime fático de 1988?          


DA ELEIÇÃO QUÍMICA LIBIDINAL 2026


Lula e o PT fazem campanha eleitoral na superestrutura ideológica brasileira. Flavio Bolsonaro faz campanha na infraestrutura ideológica libidinal das paixões químicas das massas eleitorais. O evangelismo bolsonarista é libido químico das paixões políticas religiosas das massas. A CNN e o SBT fazem campanha bolsorarista na infraestrutura ideológica das massas católicas e seculares. A TV Globo e a Globo News fazem campanha bolsonarista na infraestrutura ideológica da libido química das afeccções da audiência. A TV Globo ignora os fatos jurídicos do inquérito master do juiz Mendonça - do clã jurídico de Jair Bolsonaro e Michele Bolsonaro. Este inquérito permite a Polícia Federal investigar por lavagem de dinheiro, evasão de divisa e corrupção e outros crimes correlatos o candidato Flávio Bolsonaro. Para caminhar, a investigação teria que ordenar diligências e quebra de sigilo em Flávio B. A lógica do golpe de Estado do clã jurídico bolsonarista impede esta ação lógica e natural. As pesquisas do Instituto Quaest usadas pela TV Globo dão vitória de Flávio B  no segundo turno. Como a TV Globo se sente obrigada a transformar os fatos jurídicos do juiz Mendonça em fatos jornalísticos, as outras TVs - excetuando a CNN - se sentem na obrigação de seguir os fatos mendonças. logicamente as próximas pesquisa teriam que registrar queda de Flavio B e crescimento de Lula. Se não o fizerem é porque elas são a antessala da fraude do golpe de Estado bolsonarista na cúpula do Estado jurídico liberal-político patrimonialista-cristão...

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OUTUBRO - CIVILIZAÇÃO OU BARBÁRIE 

A menos de duas semanas para a eleição de outubro de 2026, as pesquisas eleitorais da eleição presidencial apontam para uma possível vitória do candidato filho de Jair Bolsonaro. As pesquisas parecem fraudar a libido química das paixões eleitorais? Haveria metade da soberania popular disposta a votar em um candidato do qual a TV diz ser corrupto 100%? Este é um problema da história, alucinante. Jair Bolsonaro já governou o Brasil. Como prometeu, procurou desintegrar o Estado republicano democrático ´para instalar uma ditadura teológica cristã-militarizada. Foi condenado pelo STF à cerca de 23 anos de càrcere. Hoje, a situação mudou? O Estado jurídico 1988 do STF foi o agente da defesa da civilização brasileira contra a barbárie do clã jair bolsonaro. O guru nacional da desintegração brasileira foi o Olavo de Carvalho. 

Há hoje um guru internacional na presidência da república dos EUA: Donald Trump. Este ataca as Emendas constitucionais e apenas os tribunais defendem a república democrática do governo ditatorial macabro de Trump. Ele rasgou a <liberdade de imprensa> ao proibir jornais de cobrirem a casa Branca. Um tribunal setenciou contra a quebra da liberdade, mas Trump continua impedindo que os jornalistas entrem na Casa Branca. A crise da constitucionalidade do sistema de tribunal é um estado avançado da destruição do Estado republicano americano. Como a globalização neoliberal pós-modernista substituiu o significante república pelo de semiodemocracia audiovisual, os americanos e o Ocidente falam em crise da democracia, não falam da crise da república dos Pais Fundadores. 

O clã jairbolsonaro é a ontologia da barbárie, coisa dita por eles próprios. Eles querem destruir a ontologia da civilização brasileira que começou a ser fabicrada desde o século XIX - com o general intellect gramatical de um D. pedro II e os poetas e, também, romancistas como José de Alencar e Machado de Assis. Este criou a ABL que é uma síntese, por época cultural, da civilização brasileira. Lula da Silva fez do sistema de universidade federal uma síntese da nossa da civilização de hoje do Estado nacional, territorial, republicano. O filho de Jair anuncia a destruição das ciências humanas. Vai investir o capital do Estado em tecnologia e IA. O clã jairbolsonaro tem Jair e Michelle Bolsonaro e o pastor ministro do STF como signos de DEUS, de Jesus acima do Estado republicano e sua Constituição republicana 1988. Tal fato é a bárbarie cristã contra a civilização laica republicana? Michelle e o juiz do STF representam o desejo químico ardente de pôr um Estado teológico cristão no lugar da república secular brasileiríssima. Jornalistas da velha guarda dizem que essa análise do Brasil como cultura política é fenomenologia. Pois na ontologia da política, o clã jairbolsonaro representa a barbárie do banditismo das elites do capital - que tomou conta de grandes cidades: com um Bolsonaro novamente no governo federal, o gangsterismo trumpista completará sua obra marron de destruição da civilização republicana?              


O FIM DO BRASIL? 

A eleição de outubro presidencial de 2026 tem dois candidatos na frente das pesquisas eleitorais. Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. Lula é profundamente e intensamente identificado quimicamente com o Brasil. Flávio usa os simbolos da Nação como o verde e amarelo, mas tem como heró Donald Trump. O clã jairbolsonaro é profundamente e intensamente identificado com os EUA. Se Lula é o Brasil, Flávio ´´e o fim do Brasil.

A vitória de Flávio B põe problemas que a esquerda procura não levar a sério. O Nordeste vota em peso no Lula assim como o Sul vota em Flávio. O Nordeste é uma região geográfica econômica muito voltado para seu desenvolvimeto econômico e civilizacional. Trata-se de uma cultura política muito antiga e identificada quimicamente com o Brasil-nação do século XIX de d. Pedro II e do cearence josé de Alencar. A elite intelectual do Nordeste sempre foi um general intellect gramatical nacional exuberante. Se Flávio B se tornar governo de Brasília as comportas se abrião em contradições econõmicas, políticas e na contradição civilização nordestina brasileira contra a barbárie bolsonarista do eixo Rio/São Paulo. O governo de Flávio Bolsonaro quer desintegrar a civilização brasileira e o Nordeste sintetiza essa civilização na atualidade contra um Rio/São Paulo de elites trumpistas. Este é um problema prático e real que a vitória de Flávio B trás para o país... 



TRUMP E O ESTADO NACIONAL 

Vive-se uma época do ocaso do Estado nacional provocado pela metaideologia da globalização liberal pós-modernista? Trump encontrou uma função histórica para o Estado nacional dos EUA na acumulação de capital? Trump faz das Forças Armadas um meio de controle de terrotórios nas Américas? Países da América do Sul se agregaram à estratégia de Trump de usar o soldado como parte da geopolítica do capital americano. Parece que a direita latino-americana quer seguí-lo na guerra ao narcotráfico caracterizado por lei americana como organização terrorista. Trump propõe aos governos da direita lutar por recursos naturais com o narcotráfico do Brasil e latino-americano. Não é sandice. A big tech precisa dos minerais raros existentes no Brasil e na América Latina. A guerra ao narcoterrorismo assinala o fim do Estado nacional [ou seu enfraquecimento caso suas forças armadas não sejam capazes de defender o território e o Estado nacional. Essa é a ontologia fenomenológica das Américas nessa história que decreta o fim da soberania nacional como ontologia fenomenológica da história das Américas. O Brasil se tornou a bola da vez o tesouro de minerais raros e de outros recursos naturais a serem explorados pelos países do grupo trumpista. A nossa eleição de 2026 decide se haverá resistência à Trump ou se as elites do Brasil dividirão, pacificamente,  o Brasil com ele e vizinhos latino-americanos.   

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A ontologia de Hobbes define o Estado como efeito da gramática da libido química das paixões [movimentos involuntários] da multidão pelo medo do terror pânico:

“O <medo> sem se saber por que ou de que se chama <terror pânico>, nome que lhe vem das fábulas que faziam de <Pan> seu autor. Com efeito, existe sempre em quem primeiro sente esse medo uma certa compreensão da causa, embora os restantes fujam devido ao exemplo, cada um supondo que seu companheiro sabe porquê. Portanto, esta paixão só ocorre numa turba ou multidão de pessoas”.  

 (Hobbes. Leviatã. SP: Abril Cultural, 1974, 40).

A fenomenologia da segurança da multidão faz o Estado na gramática das paixões da libido química como ontologia da multidão como uno:

“As formas de linguagem através das quais se exprimem as paixões [...]”. (Hobbes. Idem: 42).

Como Deus mortal hobbesiano, o Estado é a multidão como plurivocidade de gramática das paixões libidinais químicas:

“Cedo e transfiro meu direito de governar-me a mim mesmo  e este homem, ou a esta assembleia de homens, com a condição de transferires a ele teu direito, autorizando de maneira semelhante todas as suas ações. Feito isto, à multidão assim unida numa só pessoa se chama ,Estado>, em latim <civitas> É esta a geração daquele grande <leviatã>, ou antes (para falar em termos mais reverentes) daquele <Deus mortal>,, ao qual devemos, abaixo do Deus mortal, nossa paz e defesa. Pois graças a esta autoridade que lhe é dada por cada indivíduo no Estado, é-lhe conferido o uso de tamanho poder e força que o terror assim inspirado o torna capaz de conformar as vontades de todos eles, no sentido de paz em seu próprio país, e da ajuda mútua contra os inimigos estrangeiros”. (Hobbes. IdeM; 109-110). 

O Estado é a ontologia fenomenológica de um poder d’ars de governar realista fantástica, pois, pelo aterrorizar e ser aterrorizado pelas massas. O Estado Deus mortal é uma gramática química… de organizar o ethos e pathos, eros e tanatos, fazer o bem e o mal, ser o bom  e o mau como fenomenologia da prática política em geral não generalizável, portanto com exceção. A fenomenologia política de Donald Trump procura hoje destruir o Estado como Deus mortal ontológico dos outros. O Estado de Trump é uma ontologia do Deus mortal que quer o monopólio da mortalidade sagrada. É um Estado pós-capitalista da química libidinal das paixões mercantilistas do capital americano como o protecionismo e o monopólio do poder d’ars realista fantástico internacional.   

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BLOCO HISTÓRICO  E OUTUBRO

A eleição de outubro de 2026 aparece como um combate entre dois blocos históricos em torno dos dois candidatos ao governo nacional? Um bloco histórico é o de Lula da Silva e o outro do clã jurídico de Estado jairbolsonaro? Qual a diferença ontológica fenomenológica entre eles? O bloco lulista procura ser uma prática política como revolução barroca-iluminista dentro da ordem republicana de 1988. O bloco jairbolsonarista se caracteriza por ser uma vontade de poder fenilestética de desintegração da república democrática de 1988. 

O senador Flávio Bolsonaro é a síntese biográfica do Brasil profundo do Rio de Janeiro. (Bandeira da Silveira. Brasil profundo. amazon, 2021). Trata-se de um bloco histórico do crime organizado metamaterialista como prática política no território e na práxis política da big tech, economia, política e ideologia química. A Meta está envolvida com a campanha de Flávio B tanto quanto o juiz Mendonça do STF. Então, o bloco subpolítico criminoso abrange desde a cúpula doo judiciário até a Faria Lima como organização criminosa do Banco Mater de Vorcaro, que está sendo investigado por inúmeros crimes do código penal. Vorcaro é associado pela imprensa e pelo governo nacional ao PCC. Vorcaro se encontra em prisão preventiva aguardando seu julgamento. O bloco subpolítico quimiocriminoso tem como meta dar o perdão presidencial a Jair Bolsonaro e a seus generais comparsas do golpe de Estado de Janeiro de 2023. O bloco histórico jairbolsonarista tem base na economia brasileira, seja com a big tech Meta, seja com empresários e Banco da Faria Lima. Na cena política, ele junta os partidos da bancada b.b.b. [boi, bala, bíblia) e a facção jairbolonaro do Congresso. No campo das ideologias, ele parece  trabalhar na infraestrutura ideológica da libido química das paixões eleitorais criminosas do pathos, tanatos, fazer o mal para o inimigo PT-lulista e para o Brasil.  

Como o bloco histórico de Lula representa o Brasil-nação, o bloco de Flávio Bolsonaro o fim do Brasil-nação, isto é, o fim do Brasil como civilização republicana nos trópicos. O bloco PT-lulista quer aprofundar a civilização da revolução barroca-iluminista iniciada pelos constituintes da Constituição de 1988. Já o bloco subpolítico flavista b. quer não deixar pedra sobre pedra da civilização brasileira barroca-iluminista-republicana. 

Outubro de 2026 decidirá o que será do país!   

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A ontologia fenomenológica de Charles Tilly define o Estado como ontologia e a forma de governo como fenomenologia:

“Definimos os estados como aquelas organizações que aplicam coerção, distintas das famílias e dos grupos de parentesco e que em alguns aspectos exercem prioridade manifesta sobre todas as outras organizações dentro de extensos territórios. O termo abrange, portanto, as cidades-estado, os impérios, as teocracias e muitas outras formas de governo, mas excluiu como tais as tribos, as linhanges, as firmas e as igrejas”. (Charles Tilly. Coerção, capital e Estados europeus. SP:edusp, 1996, 46).

  Como Tilly trabalha com o capital sua ontologia fenomenológica requer um suplemento crítico:

“O que faz desaparecer o sistema de Estado da antiguidade é o modo de produção escravista estabelecendo a afecção quimilato aura sacra famme como superconsumo, e como consumo louco de luxo; o que faz desaparecer o Estado territorial nacional é a auri sacra fame como capital que na sua expansão tem o Estado como obstáculo. Por outro lado, o Estado republicano protege as afecções quimilato como direito fundamental individual e o direito político das massas como revolução barroca republicana. O capital tem que desintegrar o Estado republicano, e, por conseguinte, as massas republicanas. O capital é a contradição viva com o republicanismo das massas revolucionárias”. (Bandeira da Silveira. Ciência política metamaterialista…amazon, 2026, 29).

A ontologia fenomenológica de Engels faz pendant com o capital, e,assim, ela permanece com o Estado como aparelho repressivo em um território extenso?

“Em nenhuma parte melhor do que na antiga Atenas podemos observar como o Estado se desenvolveu, ao menos na primeira fase da sua evolução, com a transformação e substituição parciais dos órgãos da constituição gentílica, até completamente instauradas autoridades com poderes realmentes governamentais - quando uma ‘força pública’ armada, a serviço dessas autoridades (e que, por seguinte, podia ser dirigida contra o povo), usurpou o lugar do verdadeiro ‘povo em armas’, que havia organizado sua autodefesa nas gens, nas fratrias e nas tribos. Morgan descreve principalmente as modificações formais; as condições econômicas que as produziram, tive eu mesmo que acestentá-las, em grande parte”. (Engels. Origem da família, da propriedade e do Estado. RJ: Civilização brasileira, 1979, 120 

Engels diz (que o governo como poder d’ars) só existe a partir do estabelecimento do Estado-aparelho. O poder governamental já está além do modo de produção tribalista. Assim, ele, enquanto aparelho,  pode ser dirigido pelo dominante contra as massas populares e indivíduos (líderes carismáticos) dessas massa. O governo depende do Estado jurídico do dominante?  No modo de produção tribalista, há as massas em armas nas guerras metamaterialistas tribalistas. Neste modo de produção, a lógica econômica do materialismo histórico da guerra faz pendant com a lógica da gramática libidinal química das paixões hobbesianas com causas da guerra.    

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Em Marx, a ontologia fenomenológica do Estado se contrapõe à sua  metaideologia do Estado - como suprestrutura

“A prática do trabalho objetivado em capital é um poder realista fantástico de domínio sobre o trabalhador. A relação governante/governado, dominante/dominado, desaparece no sistema fabril. A forma de governo despótica do capital é um poder realista fantástico criado pelo trabalho objetivado como valor do capital. Não são as leis econômicas (Duménil: 1978) do capitalismo, e sim uma tela de gramática do trabalho objetivado produtor de mais-valor: De te fabula narratur!( Sur toi c’est ici rapporté!)”. (Bandeira da Silveira. Ciência política metamaterialista…, 131-32).

O modo de produção capitalista cria uma fenomenologia de forma de governo que não é superestrutural. O capital capitalista produz uma fenomenologia do Estado na infraestrutura econômica, isto é, no sistema fabril:

“O Estado hegeliano de Gramsci é aparelho de Estado e aparelho de hegemonia. É uma concepção quase idealista. Marx pensa o Estado na gramática do capital como Estado jurídico que articula o direito de propriedade capitalista à prática econômica do proprietário capitalista [...] A propriedade fundada no próprio trabalho seria isso um efeito do poder realista realista da não separação completa entre propriedade e trabalho, entre riqueza e trabalho. A separação completa já é o efeito de um poder realista fantástico do capital como proprietário do Estado jurídico? Diz Marx, Estado burguês como comitê do capital” (Bandeira da Silveira. ciência política…138-139).

A democracia representativa cria a ilusão metamaterialista, química libidinal, de que o Estado é propriedade do representante a partir da soberania popular do presidencialismo nas Américas. O poder de Estado não existe como poder do aparelho de Estado? O poder é aquele da fenomenologia despótica do capital na infraestrutura do sistema fabril. A partir daí verifica-se o território das ideologias químicas do capital que se contrapõe às ideologias superestruturais, retóricas: 

“A propriedade fundada no próprio trabalho seria isso um efeito dd poder realista realista da não separação completa entre propriedade e trabalho, entre riqueza e trabalho. A separação completa já é um efeito de um poder realista fantástico do capital como proprietário do Estado jurídico como comitê do capital [...] O Estado do capitall não estabelece uma igualdade entre capital e trabalho. O Estado do capital jamais será uma forma de governo republicana. Assim, a prática política da modernidade petrificada é esse antagonismo permanente entre o Estado do capital e o Estado republicano. A riqueza produzida pelo trabalho excedente jamais será republicana. Uma outra superfície da prática política é a apropriação do mais-valor público, fiscal, entre as classes sociais de uma república em subsunção ao Estado jurídico do capital”. (Bandeira da Silveira. Ciência política…, 138, 139, 141). 

Como a realidade mundial é aquela da acumulação de capital, seja do pós-capitalismo mercantilista, seja do capital com mais-valia relativa e absoluta, este modo de produção de acumulaã de capital tende a produzir um Estado cesarista mercantilista pós-capitalista como hegemônico no sistema das relações internacionais. Como comparação, ver, na ontologia fenomenológica de Rosa, a relação com o Estado nacional cesarista na acumulação de capital do neomercantilismo capitalista europeu. (Rosa Luxemburg. Acumulação de capital. RJ: Zahar, 1970, capítulo XXXI). Em Rosa, a acumulação de capital cria um território econômico mundial [paraconsistente de Newton da Costa] entre acumulação mercantilista e acumulação capitalista, isto é, livre cambista. A ontologia fenomenológica do Estado cesarista europeu deve ser observado à partir da acumulação de capital mercantilista capitalista.

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DUALIDADE DE PODER NO BRASIL 


A dualidade de poder no Brasil aparece na eleição de 2026? Há o poder republicano 1988  de Estado e o poder despótico do capital em combate? O poder do Estado é manejado pelo governo, congresso e STF. O poder despótico do capital governa as TVs, o Youtube, as big techs, o Congresso e parcela do STF. Na eleição presidencial, o governo do PT lulista se confronta diretamente com o poder do capital? Não há autonomia relativa das TVs e mídias técnicas em relação à forma de governo do capital na esfera econômica? O que caracteriza a atualidade é essa lógica econômica da forma de governo do capital abolindo a distinção entre infraestrutura econômica e superestrutura: ideologias retóricas em confronto com ideologias químicas, e o Estado superestrutural em confronto com o Estado do capital na estrutura econômica das relações de produção e técnica metamaterialistas. 

O território das mídias de comunicação de massa é expressão da gramática das regras do capital, e não da lei-norma do Estado jurídico. Os agentes estatais não tem consciência dessa realidade objetiva de fenômenos quimiosubjetivos, como os carismáticos inimigos Lula da Silva e clã jairbolsonaro. Por outro lado, a democrcia representativa é propriedade da direita uma aliada anal da química libidinal do Estado do capital no sistema fabril brasileiro. A dualidade do poder atual é chamada de polarização Lula versus clã bolsonaro. Lula personificaria o poder de estado republican 1988 e o clã b o poder do capital. Daí a importância tática do poder republicano agir no poder do capital, dividindo-o, e atraindo-o para o espaço procedural da hegemonia construída a partir do poder da soberania popular, isto é, da maioria do eleitorado...Coisa muito difícil de se fazer na prática política nacional e provincial e municipal...       

Na ontologia fenomenológica metamaterialista, a imagem verbal do Estado se alterou substancialmente nas ciência ocidentais. Charles Tilly parte da relação entre Estado e cidade como química libidinal das paixões hobbesianas:

!Nos oito ou dez milênios depois que surgiu o primeiro casal, as cidades e os Estados oscilaram entre o amor e o ódio. Conquistadores armados muitas vezes arrasaram cidades e chacinaram os seus habitantes apenas para erguer novas capitais em seu lugar. O povo da cidade resguarda a sua independência e reclamou da interferência do rei nas questões urbanas, mas solicitou a proteção de seu rei contra os bandidos, os piratas e os grupos rivais de mercadores. A longo prazo e a certa distância, as cidades e os Estados revelaram-se indispensáveis um ao outro”. (Charles Tilly. Coerção, capital e Estados europeus. SP: Edusp, 1996, 47).

A história metamaterialista do Estado nacional evoluiu para desfazer o laço químico libidinal da relação Estado e cidade? 

Tilly:

“Durante a maior parte da história, os estados ,nacionais. - aqueles que governam múltiplas regiões adjacentes e as suas cidades por intermédio de estruturas centralizadas, diferenciadas e autônomas - surgiram muito raramente. A maioria deles eram <não>-nacionais: impérios, cidades-estados, ou algo semelhante. Para nosso pesar, o termo ‘estado nacional’ não significa necessariamente estado-<nação>, um estado cujo povo compartilha uma forte identidade linguística, religiosa e simbólica. Embora alguns estados, como a Suécia e a Irlanda, se aproximem hoje desse ideal, pouquíssimos estados  nacionais da Europa se qualificaram algum dia como estados-nação. A Grã-Bretanha, a Alemanha e a França - estados essencialmente nacionais - por certo nunca passaram nesse teste [...]”. (Charles Tilly. Idem: 47).  

O Brasil se vê diante do fim de seu Estado-nação na atualidade de Trump e clã jairbolonaro. O Estado-nação é nação por causa da plurivocidade de gramática que organiza a vida química libidinal das afecções aristotélicas. (Aristoteles. Da alma. Obras. Espanha: Aguilar, 1982, 105, 109). Há movimentos metamaterialistas, também, para desintegrar o território brasileiro. A luta do Estado republicano 1988 pelo Estado nacional territorial integral geograficamente se vê aterrorizada por um  Estado teológico cristão evangélico aliado de Trump e Milei - e do “Escudo das Américas” contra o narcopoder. O Estado teológico evangélico é uma vontade de poder d’ars fenilestéico de conquista da hegemonia religiosa no Estado nacional como um corpo político despedaçado. Tal luta do Estado evangélico com a Igreja católica aproximou a luta eleitoral - entre Lula da Silva e Flávio B - da cultura política metamaterialista brasileira profunda. O Estado teológico cristão quer usar o Estado nacional em pedaços químicos…para fazer do evangelismo fundamentalista a religião oficial do país. Esse Estado quer reorganizar a relação química libidinal…entre o Estado teológico nacional despedaçado e as massas religiosas. Trata-se de uma organização pela dominação hegemônica metamaterialista.         

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CULTURA POLÍTICA E DEMOCRACIA BURGUESA

A ontologia fenomenológica da atualidade do Brasil consiste na dualidade de poder da democracia burguesa da tela audiovisual estadunidense-cosmopolita e da cultura política barroca nacional-popular. Esta foi uma criação do barroco do Padre Antônio Vieira (Padre António Vieira. Sermões do Rosário. Maria Rosa Mística I. SP: Loyola, 2015). A cultura barroca nacional nasce da fusão do catolicismo luso com o jesuitismo tropicalista brasileiro. Com A República, a cultura política barroca desagua e um Estado barroco-iluminista 1988. 

A dualidade de poder supracitada faz do cosmopolitismo americanista da democracia das elites do poder uma invasão da civilização barroca-iluminista brasileira, através das TVs e rádios americanistas, como a TV Globo, CNN, SBT etc.e do sistema de rádio CBN do clã privado Marinho. Este clã representou a ditadura militar na cultura e agora representa a democracia burguesa na tela audiovisual. A tela da democracia burguesa criou atraves de pesquisas eleitorais o "inferno astral" de Lula pondo Flávio B. à frente de Lula no segundo turno. Falou-se até que FB ganharia no primeiro turno.

A eleição se deslocou da tela da democracia burguesa paara a cultura política da economia popular e para a cultura política religiosa de um choque agônico entre o Estado teológico de jesus e o Estado iluminista-barroco, de Maria, da república 1988. O republicanismo barroco da mulher marianista cria uma distância de 11 pontos entre Lula e FB, segundo a Quaest de Felipe, este contratado pela TV Globo, todos partidários de FB. O Nordeste mostrava que Lula da Silva estava à frente de FB folgadamente. O Nordeste é a região da cultura política marianista, por excelência, assim como o Sul, de cepa integralista,  onde qual FB está a frente de Lula com vantagem considerável. A análise, portanto, tem que partir dessa dualidade de poder fenilestético entre a cultura política republicana-iluminista-barroca  e a democracia burguesa do cosmopolitismo do americanismo, entre nós.  

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A ontologia fenomenológica da crítica da economia política metamaterialista explica a forma de governo republicana operária a partir da química libidinal das afecções:

“A capacidade de trabalho do trabalho vivo sob comando do capital não gera a <subjetividade> da classe operária. Como trabalho objetivado, ela gera um sujeito estranho à qualquer subjetividade de classe. A república operária necessita da subjetividade operária que na gramática do capital inexiste. O capitalista é essa subjetividade estranha como resultado da gramática econômica do capital. No realismo terra plana do marxismo vulgar, a subjetividade da classe operária não é posta a partir da gramática econômica da produção de mais-valor, do trabalho excedente objetivado como capital na reprodução ampliada do capital, da fabricação da sociedade capitalista que excluiu a subjetividade operária. Esta será, então, uma conquista da luta de classe no processo da passagem da classe em si sem subjetividade para a classe para si como emancipação do capital, como subjetividade materialista revolucionária”. (Bandeira da Silveira. Ciência política metamaterialista: 144-45). 

A passagem da classe em si para a classe para si ocorre com uma mudança na libido química…da classe operária. A luta de classe age para criar um regime de libido química com verbum res publicano. Tal fato pode gerar a forma da república operária fabril. Forças históricas contrárias agem para impedir a passagem do em si para o para si. A relação técnica de produção é uma força metamaterialista capaz de agir sobre a libido química da classe operária. A técnica pode fazer com que o trabalho se torne um agente político da democracia burguesa, o trabalho organizado quimicamente em partido político, como é o caso do Partido dos Trabalhadores brasileiro. No pós-capitalismo mercantilista da big tech, o trabalho se converte em general intellect gramatical em subsunção ao capital cibernético metamaterialista. Um outro caminho para o general intellect gramatical (GIG) é a revolução barroca-iluminista republicana. Anote-se que o trabalho GIG metamaterialista cibernético poderia ser a vanguarda do trabalho na economia política metamaterialista, ao contrário de ser uma alma escrava morta do capital:

“Assim como a subjetividade do escravo, a subjetividade operária parece ser um fenômeno revolucionário, pois faz com que escravo e operário tomem consciência do modo de produção como romance do poder estético, seja do senhor, seja do capitalista; romance no qual ele escravo e operário parece ser um sujeito estranho, pois, alheio à distribuição da riqueza que ele mesmo produz”. (Bandeira da Silveira. Idem: 146-147).     

A riqueza da atualidade cibernética inclui a produção de mais-gozar químico libidinal das paixões populares. O cibernauta é a síntese química… do dominado e do dominante, representante e representado, governante/governado, burguês/operário, senhor/escravo. Com a realidade virtual da técnica cibernética, a forma de governo republicana do trabalho aparece como república universal do general intellect gramatical. A Amazon tem mais de 5 milhões de e-books publicados em sua “editora” como parte do Estado republicano de plataforma digital. O trabalho GIG ainda não se constitui em uma consciência histórica de seu poder d’ars de se autogovernar no romance do poder estético realista fantástico digital mundial. Hoje, a emancipação do trabalho em relação a capital é uma emancipação da gramática química libidinal das paixões do capital, como, por exemplo, a mercadoria. Esta deve ser transformada em bem comum na gramática da economia política metamaterialista da subsunção do capital ao trabalho. Esse romance pode ser lido na China republicana metamaterialista da acumulação de capital do pós-capitalismo mercantilista com capitalismo dos direitos republicanos. O Estado chinês republicano teria a forma de governo mais completa, se ela fosse uma forma de governo republicana da subsunção do capital chinês ao general intellect gramatical chinês.    

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O materialismo histórico estruturalista tem um conceito de <conjuntura>:

“O conceito de conjuntura está situado, em Lenin, no campo das práticas e da luta de classes. A originalidade historicamente individualizada de uma formação social que é objeto da prática política, é constituída em primeiro lugar pela ‘ação combinada das forças sociais’. A homogeneidade de campo da conjuntura consiste na consideração das práticas de classe - em particular das práticas políticas de classe - relativas à sua ‘ação’ sobre a estrutura, como forças sociais”. (Poulantzas. Poder político e classes sociais. SP: Martins Fontes,90).

O santo padroeiro do conceito de conjuntura é Lenin. O conceito de conjuntura faz pendant com o conceito de revolução nacional, territorial:

“Compreende-se, pois, que, sobre essa base econômica, a revolução na Rússia seja, inevitavelmente, uma revolução burguesa [...] Mas é preciso aplicá-la;. A análise correta da situação e dos interesses das diferentes classes deve servir para definir o valor preciso dessa verdade quando esta se refere a esse ou àquele problema”. (Lénine. Oeuvres. Tome 3. Le développement du capitalisme en Russie. Paris: éditions Sociales, 1982, 20).

A ontologia fenomenológica da conjuntura acrescenta ao materialismo histórico a plurivocidade de gramática da libido química das paixões hobbesianas ou afecções aristotélicas. A conjuntura organiza a luta de classe, as práticas de classe, as massas sociais a partir do metamaterialismo histórico. Lenin fala somente de revolução burguesa e esquece a fenilideia de revolução engendrada pela Revolução republicana, que é uma revolução de um poder d’ars barroco-iluminista. (Tocqueville. L’ancien régime et la Révolution. Paris: Gallimard, 1967; Tocqueville. Lembranças de 1848. As jornadas revolucionárias de Paris. SP: Companhia das Letras, 2011).  A conjuntura é sempre uma revolução de um romance do poder estético (Bandeira da Silveira. Poder d’ars, poder estético, realismo fantástico. Amazon: 2025; Romance do poder estético. Amazon: 2025). 

A ontologia fenomenológica da conjuntura é a verdade e a verossimilhança da organizada na prática política pela química libidinal das paixões das massas:

“A conjuntura apresenta a luta de classe de distintos momentos e, portanto, as diferentes gramáticas conjunturais da sociedade capitalista. Ela parece ser a verdade gramatical, retórica, ideológica de diferentes sociedades capitalistas, seja no país desenvolvido, seja no subdesenvolvido. A conjuntura da década de 1970 é completamente diferente das décadas do regime econômico de 1988”.

Em muitos textos gramaticalizei a sociedade de comunicação de massa no comando da política e cultura fazendo pendant com as gramáticas da história econômica do capitalismo. A sociedade de comunicação de massa é o espaço juridicamente vazio do estado de exceção, espaço entre o estado de natureza (violência) e o estado de direito no qual a lei parece vigorar na ficção de sua dissolução. o país sob comando da gramática do mass media faz da lei mais do que ficção, pois, a lei ou o discurso do direito funcionam como aparências de semblância. (Hannah Arendt. A vida do espírito. RJ: UFRJ, 1992, 33).  

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Antes de prosseguir no, “Ciência política metamaterialista”, resolvo um enigma da cultura política brasileira. Os partidos políticos legais ou movimentos políticos não desenvolvem uma cultura política republlicana de massas. Esta teria por realização tornar visível e claro para o indivíduo e as massas seus direitos republicanos do Estado republicano iluminista-barroco da Constituição de 1988. O enigma se resolve no século XIX - no romance do poder estético alencariano. Alencar era partidário do republicanismo parlamentarista. Porém ele fez um colchete na palavra república, e fez [república] democrática. Assim, a palavra democracia é uma metonímia do republicanismo alencariano. A crítica alencariana à monarquia parlamentarista:

“Começava pelo fardão, com os bordados de ouro, as calças justas, a espada virgem. As exterioridades o esmagaram, e o fardão sufocava-o. Em notas que redigiu e guardou, deixou Alencar estas impressões sobre o suntuoso fardão, que tantos ambicionavam:

‘Será para mim motivo de grande satisfação ver um dia os ministros de Estado, os ministros da nação, exercerem as suas funções como simples cidadãos, sem as fardas e os ouropéis, que os confundem com a gente da Corte, quando ao contrário é ali, ali nos paços da realeza, junto ao trono imperial que eles devem ostentar a simplicidade democrática, porque são povo, ali estão em nome do povo, e só pela vontade do povo”. (Luís Viana Filho. A vida de José de Alencar. Bahia: EDUFBA, 2008, 277).

Anote-se que José de Alencar procura ocultar, seu republicanismo no fundo da palavra democracia. O Brasil independente de d. Pedro II tomou o nome <Império>, de Napoleão Bonaparte, no lugar de monarquia. O Império republicanista de Napoleão III (André Jardin. Histoire du libéralisme politique. De la crise de l’absolutisme à la Constitution de 1875. Paris: Hachette, 1985367-8) levou d. Pedro II a se autodeclarar republicano. Muito influenciado pelo mataideologia alencarista, d. Pedro II teria ouvido para o republicanismo no colchete de José de Alencar?              

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A elite ilustrada brasileira leu Benjamin Constant do <poder moderador>, que fez parte da Constituição de 1824. A coisa não para aí no que diz respeito ao poder d’ars do indivíduo:

“Montesquieu dit: il ne faut pas attribuer tout le pouvoir au même. Constant rétorque: il ne faut pas attribuer tout le pouvoir. Montesquieu prend soin de faire en sorte que le pouvoir arrête le pouvoir. Constant demande: <comment borner le pouvoir autrement que par le pouvoir?> (II, 4, 55)., et répond: par l’établissement d’un territoire sur lequel aucun pouvoir social. légitime ou illégitime, partage ou unifié, n’a le moindre droit: le territoire de l’individu”. (Tzvetan Todorov. Benjamin Constant. Ça passion démocratique; Paris: Hachette, 1997, 35). 

Na nossa atualidade, o governo de Flávio Bolsonaro fará 4 juízes do STF, somado aos dois juízes bolsonaristas de seu pai, Jair Messias Bolsonaro. Será a destruição do Estado jurídico republicano de 1988. Este Estado jurídico foi sonhado como uma ideia química de José de Alencar, quando ministro da Justiça: Como ministro, Alencar possuía um projeto de reforma de Estado para um Estado republiano jurídico. Com efeito, seu projeto necessitava de uma revolução republicana barroca a Tocqueville:

“Reconheço que no verdadeiro ponto de solidariedade, onde ela deve ser inelutável, no pensamento político do ministério, eu me acho mal colocado. a indiferença com que foram acolhidos meus projetos de reforma e os sintomas de surda, mas profunda divergência, me convencem que estou fazendo um sacrifício estéril. Há nos meus projetos, apenas esboçados, ideias capitais de que não devo prescindir, porque as considero indispensáveis ao desenvolvimento nacional. São elas:

1° - Independência judicial não só pela inamovibilidade da magistratura vitalícia, como pela exclusiva competência dos tribunais para <aplicação das leis>, isto é, para a coerção individual.

2° - Recurso ao poder judiciário por habeas-corpus em todo caso de constrangimento ilegal; e ainda mesmo militar, logo que se promulgue o código.

Além dessas reformas, Alencar advogava:

‘A adoção do juri do crime e no civil; prisão preventiva somente em crime inafiançável; abolição da pena de mrte; um código do processo civil simplificando as fórmulas; guarda nacional voluntária, como um direito, não mais como um ónus”. (Luis Viana Filho. 236). 

No Brasil imperial, a falta de um Estado jurídico republicano fazia do Estado territorial um estado de anarquia branca das elites urbanas e dos clãs das oligarquias das províncias. Este estado anárquico do direito será restaurado por um governo de Flávio Bolsonaro?        

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A ontologia fenomenológica do mass media é necessária para a análise da conjuntura:

“Se o capitalista é o proprietário dos meios de produção econômicos, o mass media é o proprietário da realidade. Uma periodização na história do século XX começa com o mass media como soberano na política e cultura e como discurso em ato do capitalismo. O mass media se constitui como uma gramática do monopólio das aparências de semblância (Debord. La société du Spectacle. Paris: Gallimard, 1992: 20) até o surgimento do cyber”. (Bandeira da Silveira. Gramáticas do capitalismo. Lisboa: Chiado, 180). 

Na conjuntura eleitoral de 2026, o PT de Lula da Silva enfrenta o sistema de mass media e as big techs americanas mass media. Lula da Silva aparece como um poder d’ars de governo das massas as constituindo em uma multidão republicana iluminista-barroca. O candidato Flávio Bolsonaro parece ser aquele representante do sistema de mass media eletrônico e das big techs. No combate eleitoral, O TRE (Tribunal Superior Eleitoral) aparece como um partido sob comando do clã jurídico jairbolsonaro. Assim, Lula parece ser um poder estético de um romance político épico.. Com 80 anos de idade, Lula da Silva vai se autofabricando como o “jovem” herói de uma saga eleitoral niilista. O clã jairbolsonaro parece a ontologia fenomenológica da destruição do Brasil, Brasil com civilização iluminista-barroca do Padre António Vieira, restaurada, parcialmente, a partir do século XIX com José de Alencar e Machado de Assis, no proscênio  da tela plástica da cultura escrita:

“A conjuntura cyber é distinta da conjuntura do mass media eletrônico? O ciberespaço fez um laço gramatical entre saber acadêmico, mass media digital e corporações multinacionais de espionagem cibernéticas. As instituições econômicas empresariais, governos e organizações criminosas compram os serviços da Capgemini, multinacional francesa que vende serviço de espionagem para um mercado público e privado, legal e ilegal: a mercadoria do capital da comunicação de massa não tem pátria ou status jurídico. Essa é a conjuntura de 2026. Nela, governo é gramática [de um poder estético iluminista-barroco] (Bandeira da Silveira Ciência política metamaterialista: 152-3).       

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A ontologia fenomenológica da fé na relação governo e gramática em Nietzsche:

“Le philosophie n’aurait-il pas le droit de s’élever au-dessus de la foi qui régit la grammaire? Tous nos respects aux gouvernantes; mais ne serait-il pas temps pour la philosophie d’abjurer la foi des gouvernantes? (Nietzsche. Par-delà bien et mal. Paris: Gallimard, 1971, 54).

José Paulo:

“Soma a Nietzsche que se trata [da forma] do governo da gramática em um romance estético de uma conjuntura mass media digital - acadêmica da multinacional francesa cibernética capgemini. O poder estético governamental digital da Capgemini não desterritorializa a soberania do Estado [republicano] territorial nacional”. (Bandeira da Silveira. Ciência política metamaterialista: 153-4). 

Lula da Silva faz uma campanha eleitoral sem falar em república. No entanto, na prática política, ele luta pela república nas Américas contra o niilismo extrarrepublicano de Trump. Trump mandou fechar a embaixada e consulados no Brasil a 2 dias da eleição do primeiro turno. Ele diz que o Brasil é uma nação muito importante. Ele ainda não desistiu de desintegrar a república americana dos Pais Fundadores. ele entregou para as big techs o comando das forças armadas de seu país. Ele foi contra Bill Gates que quer que a república americana controle a IA. ele quer destruir a Constituição das Emendas estadunidenses como tradição da prática política americana. 

A análise da ontologia fenomenológica da conjuntura política mundial a partir da gramática do capital é uma forma de nacionalização de Marx: 

“desgraçadamente se lê a história política atual como algo comum aos países na Europa, Estados Unidos e América Latina. Trata-se de uma versão da história para consumo do mass media. Como a linguagem neoliberal da história econômica domina o Ocidente, isto cria a ilusão de que a política é a ascensão da extrema direita nos dois continentes. O extremismo é um efeito da gramática neoliberal no capitalismo subdesenvolvido industrial na Europa - e do capitalismo subdesenvolvido com sociedade industrial em colapso na América Latina”.

“outro erro comum é atribuir ao capital da sociedade de comunicação a ascensão do extremismo: Donald Trump usou a internet (assim como Obama) para alavancar sua chegada ao poder americano. O Brexit também faz parte desse fenômeno cibernético generalizado. Todavia, Trump e Brexit só se tornaram legíveis a partir das gramáticas do campo de poderes americano e inglês. Essa história ainda não foi escrita por causa da vida preguiçosa confortável intelectual  das universidades anglo-americana”. (Bandeira da Silveira. Subdesenvolvimento hoje. Lisboa: Chiado, 129).      

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A metaideologia do romance do poder estético mundial:

“O romance do poder estético da gramática do capital tem na prática política mundial sua inteligibilidade. Donald Trump 2925 atacou de frente a universidade americana procurando desintegrar o poder estético da universidade. Qual a relação com a gramática do capital? A China hoje criou a gramática econômica do capitalismo mercantilista fazendo pendant com o multiculturalismo. Trump iniciou uma resposta com a gramática mercantilista capitalista com bilateralismo e destruição do multilaterialismo. Isso é a conjuntura mundial de 2026. O extremismo de Trump e a política moderada de Xi Jinping são um reflexo do combate da gramática do capital asiático versus a gramática do capital americano. A velocidade da mudança de conjuntura se deve [ ao choque entre o Estado anarcomercantilista de Trump e o Estado republicano chinês?]. O extremismo mercantilista trumpista não parece ‘explicar’ retroativamente o ‘fascismo’ latino-americano; a conjuntura neoliberal se deveu à gramática econômica da globalização liberal do capital financeiro”. (Bandeira da Silveira. Ciência política metamaterialista: 155-6). 

O modo de produção econômico mundial tem na acumulação do capital sua ontologia fenomenológica. Esta é lógica paraconsistente a Newton da Costa em Rosa Luxemburg:

“A contradição interior da política alfandegária internacional, assim como o caráter contraditório do sistema de empréstimos internacionais, não é mais do que um reflexo da contradição histórica em que se encontra os interesses da acumulação, isto é, da realização e da capitalização da mais-valia, da expansão específica da troca de mercadorias” . Rosa Luxemburg; Acumulação do capital. RJ : Zahar, 1970, 397).

O multilateralismo e a troca de mercadoria constituem a ontologia fenomenológica da contradição entre o mercantilismo capitalista e o capitalismo mercantilista até dias atrás. Hoje, tanto os EUA e a China vivem uma etapa da acumulação de capital na qual a big tech tem um papel dominante? Um pós-capitalismo mercantilista deve ser acrescentado ao sistema de acumulação de capital. Assim, há essa diferença entre hoje e a acumulação de capital da época do mercantilismo capitalista europeu de Rosa. A big tech é a diferença. Essa diferença introduz no sistema mundial uma empresa metamaterialista mercantilista capitalista que é, ao mesmo tempo, um Estado mercantilista pós-capitalista. A China está em paz com essa etapa do sistema mundial. Os Estados Unidos não parecem estar em paz com o sistema de acumulação de capital mundial? A China não pretende desintegrar sua república tribalista; os Estados Unidos procuram desintegrar sua república de 200 anos, o tempo que perdurou a república democrática da Grécia da antiguidade.    

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Recorre-se à ontologia fenomenológica das Américas para se saber os fragmentos das gramáticas do passado que invadem a atualidade:

“A política do Chile se tornou prisioneira da dialética direita versus esquerda, pois, ambas, no frigir dos ovos, são articuladas pela linguagem neoliberal. O campo neoliberal é o ponto de partida para o estudo da história chilena. Pois, ele destruiu o campo da esquerda socialista, pelas armas, destruição aprofundada com a contrarrevolução monetarista neoliberal de Pinochet. O espectro de Pinochet pesa como chumbo na dialética da política como campo de poderes/saberes no Chile de hoje”. (Bandeira da Silveira. Subdesenvolvimento hoje: 129-30) 

A metaideologia anarcocapitalista de Pinochet fez história mundial. No Brasil, ela permitiu a passagem de uma burguesia nacional-desenvolvimentista para uma massa do capital territorial possuída pelo poder estético realista aNacional e extrarrepubliaco fantástico. Este poder estético existe como um poder d’ars da burguesia nas massas das classes médias e populares. Jair Messias Bolsonaro no governo nacional foi um sujeito esquizo, dividido entre o mercantilismo e o anarcocapitalismo. Por isso , seu governo não levou a fundo a privatização das grandes empresas e bancos estatais. Seu filho Flávio B é somente anarcocapitalista e promete privatizar toda a economia pública do capital estatal:

“Um político ligado a Pinochet venceu a eleição de 2025 contra a esquerda chilena. Porém, a conjuntura mundial não é a mesma de Pinochet se compararmos à gramática do capital de hoje com o de ontem. O neoliberalismo latino-americano insiste na prática da privatização do Estado e da sociedade. Tal movimento político é extemporâneo em relação às gramáticas do capital asiático ou americano. O mercantilismo de Trump é um desejo fraco de estatizar a economia americana. Aos trancos e barrancos Trump quer criar um novo lugar para [o] Estado territorial nacional na gramática do capital americana. Uma imagem da vida americana de ponta-cabeça”. (Bandeira da Silveira. Ciência política metamaterialista: 157-8). 

A contradição na alma de Trump tem dois aspectos. O aspecto principal é mercantilista e o outro anarcocapitalista. Donald é uma alma dilacerada pela atualização do passado da globalização liberal em sua subjetividade, coisa em choque agônico com sua economia de alfândega entre nações da atualidade. No Brasil, as massas burguesas não abrem as comportas para o pós-capitalismo mercantilista de Trump. Assim não se pode dizer que, rigorosamente, essas massas sejam trumpistas. Elas continuam seguindo a metaideologia de Pinochet. Por isso, parecem estúpidas até o último fio de cabelo do ânus.    

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05/10/2026. A extrema-direita saiu vitoriosa do primeiro turno da eleição. O PL extremista torna-se o partido dominante da cena política. Desenvolve-se uma ontologia fenomenológica de profundidade. Um romance do poder estético negro [de cor preta] assombra o país:

“Oh ce Grecs! Ils s’entendaient à <vivre>. ce qui exige une manière courageuse de s’arrêter à la surface, au pli, à l’épiderme; l’adoration de l’apparence, la croyance aux formes, aux sons,aux paroles, à l’Olympe tout entier de l’apparence! Ces Grecs étaient superficiels - <par profondeur>. Et n’est-ce pas à cela même que nous revenons, nous autres risquetout de l’esprit, qui avons escaladé la plus haute et la plus dangereuse cime de la pensée contemporaine, et qui, de là-haut, avons inspecté les horizons, qui, de cette hauteur, avcns inspecté les horizons, qui, de cette hauteur, avons jeté un <regard vers le bas>? N’est-ce pas en cela que nous sommes - grecs? Adorateurs des formes, des sons, des paroles? Et par conséquent - artistes? (Nietzsche. La gaia savoir. Paris: Gallimard, 1982, 27)

A ontologia fenomenológica de profundidade do romance do poder estético negro é tomada pela paixão hobbesiana das aparências de semblância em profundidade dos artistas da prática política. No Brasil, o artista da revolução barroca negra faz pendant com a ascensão da extrema-direita ao poder nas Américas, na Itália, talvez, na França e na Alemanha. Como explicar que o trabalho faça parte dessa ontologia fenomenológica, profunda, negra do capital? Cada formação social tem sua própria história territorial fazendo pendant com a história das relações internacionais no Ocidente e extremo-Ocidente. Trata-se de uma história da ontologia fenomenológica da plurivocidade de gramática da organização, nacional e internacional, da química libidinal das paixões do ethos e pathos, do verbum e logos, do eros e tanatos, do fazer o bem e fazer o mal, ao mesmo tempo, do bom e mau: Kundaline! 

José Paulo:

“O campo desenvolvido é o da modernidade petrificada do capital organizando a metamatéria das afecções do trabalhador. O campo subdesenvolvido é o campo da organização tradicional da língua quimilato do trabalhador. O capital se emancipou da necessidade de hegemonia como direção intelectual e moral sobre a capacidade de trabalho vivo. A ideologia dos aparelhos ideológicos se tornou modo de ser psíquico mass media, isto é, o grau zero da ideologia de Marx, a Gramsci e Althusser. A ideologia mass media é fenilato-ideologia; ela faz a gestão e organiza a capacidade de trabalho vivo em relação ao território das afecções quimilato. A fenilatoideia do Youtube se conexa diretamente com o território da vida afeccional do trabalho. (Bandeira da Silveira. Ciência política metamaterialista: 160-161).  

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A revolução conservadora barroca tem o ser da aparências de semblância revolucionário com conteúdo conservador. É uma ontologia fenomenológica revolucionária no discurso político com valores da prática conservadora:

DA REVOLUÇÃO CONSERVADORA BARROCA

O fascismo foi o romance do poder estético da revolução conservadora hiper-iluminista. Adorno decretou o fim da razão iluminista. Benjamin começou seus estudos sobre o barroco europeu. 

No Brasil, a revolução barroca química libidinal...começou com a Independência e se prolongou durante a Regência e Império de d. Pedro II. Em 04/outubro/2026, as massas eleitorais derem início a uma nova época de revolução barroca. agora, revolução conservadora barroca, integralista a la Plínio Salgado e Gustavo Barroso.  

O Brasil esperou durante décadas que a esquerda iniciasse a revolução barroca-ilustrada que fizesse da esquerda a REPÚBLICA DE 1988. Tal fato não ocorreu e as massas iniciaram uma outra revolução barroca com a extrema-direita. O que será do país? 

O Brasil deixou de existir como civilização nacional territorial no dia 4 de outubro. Vai se continuar chamando de Brasil algo que será um falso Brasil, um Brasil sem a alma do Brasil produzida desde o Brasil colonial com padre António Vieira e que, no Brasil império, se tornou o barroco romântico. No Século XX, se autofabrica um Brasil da república ilustrada-barroca de um Benjamin Constam e Silva Jardim. A história republicana tem as revoluções barrocas civis ou militares da esquerda e da direita. Há essa ruptura com a revolução barroca em 1964. Trata-se de um período de 21 anos indeterminado em termos de romance de poder estético. Com José Sarney, a revolução barroca retorna ilustrada pela direita. Com os constituintes, há a revolução barroca-iluminista da centro-esquerda. A Constituição de 1988 funda um Estado barroco-iluminista virtual. Sua atualização dependia de forças práticas que criassem A república 1988 - como cultura política republicana para as massas. 

Retomando o  fio da meada. O Brasil esperou durante décadas que a esquerda aparecesse como o hegemonikon republicano 1988. Ainda deu uma última chance para Lula da Silva e o PT de se tornarem a ordem republicana 1988. Não rolou! Na eleição de 04 de outubro de 2026, a soberania popular deu início a revolução conservadora barroca da extrema-direita....      


DA REVOLUÇÃO DE COR JESUÍTICA DO CAPITAL 

A revolução barroca negra-teológica do capital aparece como uma mudança na ontologia fenomenológica profunda de um país intitulado Brasil, agora um falso Brasil, Brasil apenas como nome, Brasil sem a alma da civilização brasileira. 

O partido da extrema-direita conquistou o Senado e quer conquistar o governo central e o STF. Se Flávio B se tornar presidente, em um ano ele fará mais 4 juízes do STF. Lula da silva diz qur a extrema-direita se compõe de facções de bárbaros que conquistam a civilização iluminista barroca de um José de Alencar, Machado de Assis, Mário d Andrade e Oswald de Andrade, Manuel Bandeira, João Cabral de Melo Neto, Ferreira Gullar e do metamaterialismo histórico. 

O romance negro-jesuítico da extrema-direita no Brasil levará as América-Latinas para a òrbita de um Estado teológico-negro barroco do México ao Brasil. No Brasil, uma mudança histórica da forma de governo poderá transformar a ontologia fenomenológica profunda da prática política. Falo do fim da hegemonia da democracia burguesa [representativa] audiovisual das TVs e canais comerciais do Youtube, de esquerda ou direita. A nova forma de governo será aquela do romance do poder estético jesuítico do capital. A TV Globo representa a democracia burguesa audiovisual. Ela terá que mudar para fazer parte da democracia barroca-negar do capital. A TV Globo foi importante para a ascensão da extrema-direita ao poder químico libidinal das paixões políticas das classes populares e classe média das capitais, inclusive no Nordeste. 

A subsunção da democracia burguesa à democracia jesuítica do capital é o maior fenômeno do regime de 1988. Então, teremos o fim da CLT e domínio absoluto do PJ de Jair Bolsonaro, o fim dos direitos republicanos fundamentais da Constituição de 1988. 

A democracia jesuítica significará o fim da República democrática 1988?  

A ontologia fenomenológica da revolução conservadora barroca começou como um processo histórico, como um desenho na práxis política da extrema-direita na eleição de 4 de outubro de 2026?

Alfredo Bosi:

“Como Leonardo dirá nos apontamentos reunidos sob o título de ,’Tratado de Pintura’, o pintor traz sinopticamente ao olho os aspectos cambiantes da natureza que as artes do tempo só podem fazer em regime de série. No poema ou na canção, cada sinal emitido, palavra ou som, é como que apagado pelo anterior: a sobrevida do verso oral ou da melodia depende de uma memória fiel. O desenho inscreve e retém na folha de papel as aparências do ser que, sob a ação do tempo, mudam e tendem a escapar da nossa percepção. Diz Leonardo acerca das qualidades de que deve ser dotado a anatomodesenhista”. (Alfredo Bosi.Arte e conhecimento em Leonardo da Vince. SP: USP, 2019,  27-28).

Jovens da revolução conservadora barroca ocupam a tela do youtube com um discurso político que diz simplesmente que a juventude branca da classe média merece usufruir da riqueza material do capitalismo. O jovem merece [aspira] ter sua casa própria e seu carro por seu próprio esforço no mercado de trabalho capitalista. A revolução conservado barroca faz a crítica do capitalismo subdesenvolvido como ontologia fenomenológica profunda da precariedade dos desejos econômicos do jovem branco de classe média. Essa juventude branca admira a aquisição da riqueza de mercadorias por meios inclusive violentos. Então, essa jovem guarda quer que a prática política se torne uma práxis revolucionária para criar um capitalismo que realize seus sonhos de consumo de bens de consumo para além dos bens de consumo necessários. Tratar-se-ia da sociedade de consumo americana da década de 1960?                                                           

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A relação entre revolução conservadora barroca e ontologia fenomenológica do capitalismo subdesenvolvido industrial apareceu nas jornadas de junho de 2013? As massas de 2013 queriam se beneficiar das mercadorias de bens de consumo como casa e automóvel, escola pública de qualidade e universidade pública para todos. As massas eram um efeito da gramática do poder estético de Celso Furtado? 

José Paulo, “Subdesenvolvimento Hoje: 146-147):

“A gramática do subdesenvolvimento simples é definida assim:

“A forma como evolui a procura é, portanto, fator fundamental na orientação das novas inversões. Por seu turno, a forma como envolve a procura em função do crescimento da renda é, em boa parte, determinada por fatores institucionais. Se os aumentos da renda se concentram totalmente em mãos de pequenos grupos frchados, o processo  de desenvolvimento, iniciado por pressão externa, não criará dentro da economia reações que tendem a intensificá-lo. Este fenômeno se observa em algumas economias subdesenvolvidas onde existe um grande excedente de mão-de-obra e nas quais o estímulo vindo de fora é relativamente débil; os benefícios resultantes do comércio exterior revertem em favor dos pequenos grupos que buscam no exterior boa parte dos bens que consomem”. (Celso Furtado. Desenvolvimento e subdesenvolvimento. Portugal. Fundo de Cultura. 196194-95).

“Esta é a situação econômica subdesenvolvida em determinados países africanos na atualidade. A releitura do modeloafricano de subdesenvolvimento pode tornar-se um caminho para países da América Latina com alta concentração, desigualdade de renda e desindustrialização. Seria o caso de involução de um sistema econômico. (Furtado. Idem: 125). Vivemos uma época de reversibilidade do capitalismo da periferia industrial e além?”

“Uma sociedade industrial desenvolvida como a Inglaterra pode sofrer de reversibilidade da contemporaneidade cyber? Pode se tornar uma sociedade industrial subdesenvolvida, dependente cyber? E, assim, se tornar o segundo mundo industrial do capitalismo globalizado?”. A economia subdesenvolvida de hoje sob controle de pequenos grupos sociais de renda significa a economia em um campo de poderes institucional fora da gramática do livre mercado nacional. Inclusive, o consumo dos bens de consumo duráveis se realiza recorrendo ao comércio mundial, evitando a gramática industrial nacional”. (Bandeira da Silveira. Subdesenvolvimento Hoje: 146-147).        

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PROPRIEDADE, PAIXÃO ECONÔMICA, ELEIÇÃO 

A revolução conservadora barroca da extrema-direita põe e repõe as relações entre propriedade, paixão química econômica e massa eleitoral? diz-se que Lula errou ao não privilegiar a agenda econômica na eleição do primeiro turno. Diz-se que o eleitor quer a discussão da economia brasileira já. 

A discussão da economia desejada pelo eleitor é sobre os modos de aquisição, acumulação e conservação de bens de consumo duráveis como casa própria e automóvel zero quilometro? O eleitor está disposto a eleger um candidato que usa de violência legal, ou de ilegalidades na aquisição de riqueza. Quais modos de aquisição, acumulação, conservação de riqueza são legítimos? Modos ilegais podem ser legítimos? Acumular riqueza ilegalmente pelas armas pode ser legítimo? um governo de pessoas eleitas - ligadas às organizações criminosas-  pode ser legítimo? Tudo isso é parte da história das últimas décadas do país. 

A biografia do clã jairbolsonaro aparece na imprensa como modo de aquisição de riqueza pela ilegalidade generalizada. Porém, isso não foi provado nos tribunais ou no STF. Jair Bolsonaro foi preso por acusação de golpe de Estado e não por roubar joias de propriedade do Estado. Eduardo Bolsonaro foi condenado por coação sobre o processo jurídico de jair Bolsonaro. Não foi condenado por aquisição ilegal de riquesa. A biografia do clã jairbolonaro é um exemplo para as massas populares de que o poder judiciario não tem uma posição ideológica segura e firme sobre a aquisição ilegal de riqueza, a não ser para os pobres que robam alimentos em supermercaso. 

Então, a propriedade privada é uma paixão química libidinal que pode ser adquirida pela violência ou por práticas ilegais?      


A ontologia fenomenológica do metaideologia do capitalismo moderno encontra-se, como imagem de mundo, no livro “A ètica protestante e o espírito do capitalismo”:

“Com efeito todas as atitudes morais de [Benjamin} Franklin são colocadas pelo utilitarismo. A honestidade é útil porque assegura o crédito; do mesmo modo a pontualidade, a laboriosidade, a frugalidade, e, esta é a razão pela qual são virtudes. Uma dedução lógica disto seria que, por exemplo, a aparência de honestidade bastaria quando fizesse o mesmo efeito, e um guia supérfluo dessa virtude evidentemente, pareceria a Franklin um desperdício improdutivo. E, com efeito, quem ler na sua autobiografia a história de sua ‘conversão’ a estas virtudes ou a discussão do valor da estrita manutenção da aparência de modéstia, a depreciação assídua dos próprios méritos com a finalidade ede obter, posteriormente, reconhecimento geral, chega obrigatoriamente à conclusão de que segundo Franklin, estas virtudes somente o são na medida em que são realmente úteis ao indivíduo, e sendo substituíveis pela mera aparência, sempre são suficientes quando o mesmo objetivo tiver sido atingido. É esta uma conclusão inevitável ao utilitarismo estrito. A impressão de muitos alemães de que as virtudes professadas pelo americanismo sejam hipocresia parece ter sido confirmada poe este caso”. (Weber. A ética protestante e o espírito do capitalismo. Brasília: UNB, 1981, 32).

Habermas fala da ontologia fenomenológica do capitalismo moderno e um tom altamente positivo e sem práticas econômicas ilegais de aquisição, acumulação e conservação de capital como riqueza nacional: 

“a moderna administração estatal com sua organização racional de funcionários, que opera sobre a base de um direito estatuído e positivado; se refere também a calculabilidade e previsibilidade do comércio social regulado pelo direito privado, e à empresa capitalista, que trabalha com vistas ao lucro, que supõe a separação da <hacienda> doméstica e o negócio, isto é, o deslinde entre patrimônio pessoal e o da empresa, que dispõem de uma contabilidade racional, que organiza o trabalho formalmente livre do ponto de vista de sua eficiência, e que utiliza os conhecimentos científicos para a melhora dos dispositivos de produção e de sua própria organização interna; finalmente, se refere a ética econômica capitalista que é parte de um mdo racional de vida [...], <pois o racionalismo econômico depende em sua origem tanto da técnica racional e do direito racional com da capacidade e disposição dos homens para determinar formas de governar-se racionalmente na <prática> de suas vidas”. (Habermas. Teoría de la acción comunicativa. I. Racionalidade de la acção e racionalização social. Madrid: Taurus, 1987 214).

A forma de governo da empresa capitalista moderna pressupõe uma ontologia fenomenológica do ethos versus pathos, do fazer o bem para a empresa e o consumidor, de não praticar o mal contra a sociedade e a nação. Esta metaideologia é a do capitalismo alemão moderno sem a hipocrisia do utilitarismo americanista de ser tudo o que foi supracitado só nas aparências de semblância. Ora, o clã jairbolonaro não é nem alemão nem americanista no modo de aquisição e acumulação de riqueza, segundo a imprensa.     

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No Brasil, a cultura letrada foi influenciada pela metaideologia weberiana a partir da década de 1950. A imagem mundo do capitalismo patrimonialista se tornou o capital cultural das elites. A articulação do capitalismo com o Estado rendeu a noção metaideológica de capitalismo burocrático:

“O grande papel representado pelo capitalismo burocrático na condução da política e da administração brasileiras sempre constituiu um dos fatores principais responsáveis pelas notórias deficiências e insuficiências da administração pública,. A ação do capitalismo burocrático leva à confusão permanente, em grande e principal parte da administração, entre interesses públicos e privados, e quase sempre faz prevalecer estes últimos, com o agravante de lhes conceder o colorido dos primeiros”. (Caio Prado Jr. A Revolução brasileira. SP: Brasiliense, 1972, 112). 

A ontologia fenomenológica do Estado capitalista burocrático [patrimonialista] é constitutiva da classe burguesa dirigente. Na eleição de 2026, o caso Master-Vorcaro caiu como um raio em um céu do sistema financeiro. O Master/Vorcaro apareceu como um fenômeno de corrupção generalizada patrimonialista do Estado liberl-político 1988. Vorcaro havia corrompido as elites dos poderes republicanos, inclusive juízes do STF a parcela considerável da classe política. A campanha eleitoral girou em torno de se saber quais candidatos haviam sido corrompidos pelo dono do Master. O candidato do PL ficou conhecido por sua ligação pessoal e de negócios com Vorcaro, que foi preso pela Polícia Federal. Quanto ao candidato do PT, ele não aparece como ligado à corrupção do Master. Bem! a imagem mundo do capitalismo da Faria Lima apareceu, também, ligada a uma organização criminosa de São Paulo: PCC. Parte da imprensa ligou Master e PCC. Com efeito, O Master já está muito além do capitalismo burocrático. Por outro lado, a imprensa burguesa de papel e da tela audiovisual procurou manter limpo de corrupção o Banco internacional, especialmente, o banco americano.

Em 2015 e 2017, respectivamente, foi publicado nos EUA e Brasil o livro de Stephen Platt, “Capitalismo Criminoso. Como as instituições financeiras facilitam o crime. SP: Cultrix, 12017. Este livro não se tornou um palco de debate universitário ou do jornalismo. O livro desintegra a ontologia fenomenológica do capitalismo de Weber a Habermas. O livro fala das práticas econômicas criminosas do Banco internacional como: lavagem de dinheiro, dicotomia onshore/offshore, tráfico de drogas, suborno e corrupção, pirataria, tráfico de seres humanos e entrada clandestina de imigrantes, financiamento do terrorismo, violações de sanções, evasão/ elisão fiscais. A acumulação de capital passa por essas práticas criminosas do Banco. Ora. Este capitalismo se tornou um romance do poder estético negroo [de cor preta] que faz a acumulação de capital passar por dentro da Amazônia. As organizações criminosas se constituem como fenômeno econômico internacional como pare da acumulação de capital no departamento 3 do capitalismo financeiro mundial.                                                           

A ontologia fenomenológica do capitalismo europeu continental preservou a imagem ética weberiana de uma esfera econômica livre de patrimonialismo; mas ela fala de uma nova ética pura do capitalismo da empresa pós-fordista - na Europa: 

“Todos os dispositivos associados ao novo espírito do capitalismo - quer se trate da terceirização, quer se trate da proliferação nas empresas de centros autônomos de lucro, de círculos de controle de qualidade ou das novas formas de organização do trabalho - de fato vieram, em certo sentido, atender às demandas de autonomia e responsabilidade que se fizeram ouvir no início da década de 70 em tom reivindicativo: os executivos desligados de suas linhas hierárquicas para assumirem ’centros autônomos de lucro’ ou para realizar ‘projetos’ e os operários subtraídos às formas mais divisionárias de organização do trabalho em linha de montagem, realmente perceberam que seu nível de responsabilidade aumentou, ao mesmo tempo que era reconhecida sua capacidade de agir de maneira autônoma e para demonstrar criatividade. (Boltanski e Chiapello. O novo espírito do capitalismo. SP: Martins Fontes, 2009, 430). 

A ontologia fenomenológica do capitalismo burocrático da empresa e o fordismo foram enviados para as calendas gregas.               

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O segundo turno da eleição de 2026 começou. Mesmo sendo o segundo partido da cena política e conquistado 5 governos estaduais, o PT começa com atitude derrotista frente à revolução conservadora da extrema-direita iniciada por 56 mihões de votos, cerca de 47% e fração do eleitorado. A velha guarda [que controla o PT e o governo lulista] age segundo a ideologia superestrutural retórica, mesmo assim chegou ao segundo turno contra a revolução conservadora barroca de gramática química libidinal das paixões hobbesianas dos 56 milhões de votos. Nas telas da cultura e entre eleitores fala-se em fraude eleitoral. Por quê o PT é derrotista? Porque ele se recusa a se por na vanguarda da práxis da revolução barroca-iluminista de centro-esquerda iniciada pelos constituintes de 1988. No Brasil, a ilustração foi vinculada ao barroco não tendo o mesmo destino do romance do poder estético iluminista da Europa. Então, para a comparação entre o fim do iluminismo europeu e a existência do iluminismo barroco brasileiro, se faz necessário falar um pouco do que tomou o lugar da ilustração europeia em termos de romance de poder estético. 

Um romance do poder estético cínico tomou conta da Europa após o colapso da crítica da ideologia da ilustração:

“Com a difusão do cinismo até converter-se em uma mentalidade coletiva da inteligência no campo de gravitação do Estado e do saber de poder, se quebram os antigos fundamentos morales da crítica da ideologia”. (Peter Sloterdijk. Crítica de la razón cínica . v. 1. Madrid: Taurus, 1989, 132). 

“Se fizermos o inventário do que a imaginação artística produziu na passagem dos anos 70 para os anos 80, tanto na Europa, como nos EUA, destacam-se imediatamente algumas características bem distintas: <Gosto pela livre utilização de cor e forma, riqueza imaginativa, sentido do efeito decorativo, indiferença perante as regras ortodoxas da arte, principalmente as da Vanguarda [...] uma elaboração e uma tendência para o supérfluo, por vezes lado a lado por um estridente cinismo uma raiva destruidora e um sentido anarquico da vida, onde, existe, porém, um desespero subjacente e semi-inconsciente, manifestando-se por atitudes, desde a ironia até um antigo sarcasmo”. (Klaus Honnel. Arte contemporânea.. 1992, 34). 

A ontologia fenomenológica dos 56 milhões de votos da eleição de 2026 é efeito de um romance do poder estético da revolução conservadora barroca CÍNICA. É esse seja o limite absoluto das massas barrocas cínicas no segundo turno de outubro de 2026?          

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Qual o futuro da revolução conservadora barroca do clã jurídico-militar jairbolsonaro? Um jornalista veterano diz que Flávio Bolsonaro fala, como um oráculo, em golpe militar. Qual o objetivo desse golpe dado a partir do governo nacional e o partido dele, o PL, dominante na cena política? O golpe quer poderes excepcionais e arbitrários, poderes não regidos pela lei, sem gramática constitucional, poderes despóticos, no sentido de Hegel. (Catherine Colliot-Thélène. Le désenchantement de L’État. De Hegel à Max Weber. Paris; Minuit, 1992, 7). 

A desintegração da república 1988 poderia resultar em uma forma de governo estatal teológica cristã? Improvável! Poderia caminhar logicamente para a monarquia hereditária brasileira do século XIX? Ou poderia resultar em uma monarquia eletiva do clã jairbolsonaro? Seria pensar que é absurdo que as forças do bloco histórico da direita leva o país rumo a uma monarquia eletiva? Esse bloco histórico quer destruir a república democrática já há algum tempo, como mostrou o governo de Jair Bolsonaro. Como a possibilidade da destruição da república está posta e no lugar dela advir uma monarquia eletiva, recorro a Hegel. A monarquia eletiva:

não a ideia do Estado a ela imanente, senão algo exterior a ela, um pensamento diferente, dela, por exemplo o bem-estar do Estado ou do povo. [...] O reino eletivo parece ser facilmente a representação mais natural, isto é, nela está mais intimamente relacionada com a superficialidade do pensamento, e já que o que o monarca teria que cuidar seria a causa e o interesse do povo, também deveria ficar confiado a eleição do povo de determinar a quem quereria este encomendar-lhe o cuidado de seu bem=estar e só de esta encomenda surgiria como as representações o direito do governo. Esta posição, assim como as representações do monarca como funcionário supremo do Estado, de uma relação contratual entre o mesmo e o povo etc., parte da vontade como capricho, opinião e arbítrio da <multidão>”. (Hegel. Fundamentos de la filosofía del derecho.  Madrid: Libertarias/Prodhufi, 1993. 734).  

“Que reino eletivo é, ao contrário, o pior das instituições se conclui já para o raciocínio das consequências que além de tudo aparecem para dito raciocínio só como algo possível e provável, porém que de fato residem essencialmente nesta instituição. Com efeito, em um reino eletivo, pela natureza da relação em que a vontade particular devém o último decisório, a constituição se converte em uma capitulação eleitoral, isto é, em uma entrega do poder de Estado a arbitrariedade da vontade particular. da qual surge a transformação dos poderes particulares de Estado em propriedade privada, o debilitamento e a perda da soberania do Estado, e com isso sua interior dissolução e destruição exterior”. (Hegel. Idem: 735). [

Flávio Bolsonaro já prometeu a Rubio, ministro da defesa de Trump, um governo de transição com membros do governo de Trump.Tudo isso é conhecido das massas cínicas da revolução conservadora barroca da extrema-direita. FB fala abertamente na desintegração do Estado nacional territorial do Brasil, como o faz Milei, na Argentina. A desintegração do nosso Estado-nação  abriria as comportas para uma forma de governo semioestatal audiovisual da monarquia eletiva do clã jurídico-militar jairbolsonaro?           

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Nessa meia-noite de agonia republicana pergunto: qual Brasil advirá nessa república que se exaure? 

Hegel:

“Porém se por soberania popular se entende a forma da <república>, e - de maneira mais determinada - da democracia (pois por república se entendem quaisquer múltiplas <mezcolanzas> empíricas, que além disso não pertence a uma consideração filosófica), já se tem dito em parte anteriormente o necessário ($273), e em parte, frente a ideia desenvolvida, já não se pode falar-se de semelhante representação”. (Hegel. Idem: 729). 

A república empírica não é um conceito? 

“A personalidade do Estado só é real como uma <persona, o monarca>. A personalidade expressa o conceito como tal, a persona contém ao mesmo tempo a realidade do mesmo e só com esta determinação o conceito é <ideia>, verdade”. (Hegel. Idem: 727).

A república não tem <realidade> e, portanto, não é um conceito, não é ideia, isto é, verdade da história universal:

“A persona jurídica, a sociedade, comunidade, família moral, por concreta que seja em si, tem a personalidade como momento, abstrato nela; não há chegado à verdade de sua existência, porém o Estado é precisamente essa totalidade em que os momentos do conceito chegam a realidade segundo sua verdade própria”. (Hegel. idem: 727). 

A república não seria uma forma de governo estatal em sua realidade, ideia, verdade? Não haveria uma ontologia fenomenológica da república? Ela é anarcoempirista? 

“Posto que o espírito só existe realmente como aquilo que ele se sabe, e o Estado, enquanto espírito de um povo, é ao mesmo tempo a lei <que penetra em todas as relações, o costume e consciência de seus indivíduos, por isso a Constituição de um determinado povo depende em geral do modo e da cultura de sua autoconsciência; nesta radica sua liberdade subjetiva, e em consequência a realidade da Constituição”. (Hegel. Idem: 720).

A república brasileira é essa república hegeliana? Ela não é uma Constituição que se torna cultura política, ela não é um efeito da gramática do espírito do povo. Ela não se constitui em uma tela cultural plástica. Ela não é uma ontologia fenomenológica que produz um campo de ideologias superestruturais no qual as massas possam levar suas lutas da revolução barroca-iluminista republicana? Ela não é o território da liberdade subjetiva enquanto tela plástica gramatical de um povo. Enfim, o povo brasileiro jamais foi republicano? 

“Querer dar <a priori> a um povo uma Constituição, embora mais ou menos radical segundo seu conteúdo, esta ocorrência passaria por alto precisamente o momento pelo qual ela mais que um objeto de pensamento,. Cada povo tem por <ende> a Constituição que lhe é adequada e lhe corresponde”. (Hegel. iDem: 721). 

Hegel não vê mais a revolução republicana francesa como uma revolução? Como a tela (espírito) republicana do povo europeu da história universal:

“uma modificação pela qual o indivíduo, como efetividade especial e como conteúdo peculiar, se opõe àquela efetividade universal. Essa oposição vem a tornar-se crime quando o indivíduo suprassume essa efetividade de uma maneira apenas singular, ou vem a tornar-se um outro mundo - outro direito, outra lei e outros costumes, produzidos em lugar dos presentes - quando o indivíduo o faz de maneira universal e, portanto, para todos”. (Hegel. Fenomenologia do Espírito. Parte. 1: 194). 

A revolução francesa republicana não se constituiu em uma ontologia fenomenológica? Não se constituiu em uma cultura política para todos os europeus? Ela não se tornou um hegemomikón europeu da história universal para todos, para todo o planeta?  Qual a forma de governo estatal universal da história europeia para Hegel?   

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O velho Hegel se tornou o hegemonikón do romance do poder estético  conservador barroco-iluminista alemão:

“28i9 <<A majestade do monarca como garantia do Uno estatal>>”.

“Ambos momentos em sua unidade, a última <mismidad> da vontade não sujeita a fundamento, e a existência por isso igualmente não sujeita a fundamento, enquanto determinação desejada ao bom critério da <natureza, esta ideia do inamovível pelo arbítrio, constituiu a <majestade> do monarca. Nesta unidade reside a <undade real> do Estado, que só por esta <immediatez> interior e <exterior> se subtrai a possibilidade de ser rebaixada a esfera da <particularidade>, a seu arbítrio, fins e opiniões, a luta pelo trono das faccões contra facções, e ao debilitamento e destruição do poder estatal”.

“<<1. Legitimidade como princípio de direito natural>>. Direito de nascimento e direito de herança constitui o fundamento da <legitimidade> como fundamento não de direito simplesmente positivo, senão ao mesmo tempo na ideia”. (Hegel. Idem: 733). 

A ordem política conservadora alemã se torna o objeto quimiosubjetivo da gramática hegeliana como ideia, como conceito, como realidade realmente existente a partir da subsunção do direito positivo ao direito natural. A legitimidade da forma de governo estatal depende do direito natural ao trono de uma família natural dinástica, depende da natureza da prática política:

“<< 2. As perigosas consequências para o Estado derivadas de uma fundamentação utilitária do princípio dinástico>>

Que pela sucessão ao trono fixamente determinada, isto é,pela sucessão natural, se evitam as facções no caso de ficar vago o trono em um aspecto que desde faz tempo se tem feito valer com razão para o caráter hereditário do mesmo. Este aspecto é sem embargo somente uma consequência e, erigido como fundamento, degrada a majestade a esfera do raciocinar e atribui como fundamento de dita majestade, cujo caráter é este último ser em si, não a algo exterior a ela, um pensamento diferente dela, por exemplo, o bem-estar do <Estado ou do povo>. Desde logo com semelhante determinação pode se deduzir a hereditariedade através de termos médios, porém isso permite também outros termos médios, e por isto outras consequência, e com efeito se conhece demasiado as consequências que se tem extraído deste bem-estar do povo (<salut du peuple>).” (Hegel. Idem: 733-4).

A forma de governo estatal natural é forma da gramática [significante´] da química da libido das paixões [natureza política] hobbesianas dinásticas pelas massas. A revolução barroca-iluminista republicana é um romance do poder estético da química da libido das paixões hobbesianas populares que não constitui o Estado universal como uno. O romance do poder d’ars da república é a ontologia fenomenológica das facções falsas dinásticas. A república é um erro histórico do ponto de vista do Estado como <uno> universal. Assim como a monarquia eletiva, como já vimos. 

Zizek:

“Essa dependência que a necessidade-de-estrutura tem de uma contingência deve ser tomada literalmente: é somente através de um elemento contingente, através de seu dado material, inerte, positivo, que a estrutura formal pode se efetuar. A rede dispersa e ainda não estruturada dos elementos articula-se como estrutura ‘racional’ através da irrupção de um elemento essencialmente ‘irracional’ que é, em sua função, o S1, o significante-mestre, sem significado, e em seu dado material, a imbecilidade pura do real, um dejeto contingente - o monarca hegeliano, por exemplo, essa pontinha do real inteiramente arbitária, determinada pela lógica totalmente não-racional da hereditariedade, que, não obstante, <é>, em sua própria presença, a efetividade, a atualização do Estado enquanto totalidade racional, isto é,m na qual o Estado atinge seu ser-aí. essa coincidência paradoxal da totalidade racional com um momento absolutamente particular, inerte, não-dialético, é visada pelo ‘juízo especulativo’ hegeliano; o espírito <é< um osso; Napoleão, esse indivíduo arbitrário, <é> o ‘espírito do mundo’; Cristo, esse indivíduo miserável crucificado entre os dois ladrões, ,<é> Des; ou então, para fornecer a matriz geral: o significante, essa pontinha insensata do real, <é> o significado, a riqueza exuberante de sentido”. (Zizek. Le plus sublime des hysteriques.  Hegel passe. Paris: Point Hors Ligne, 1988, 42-43).      

A ontologia fenomenológica da estrutura com contingência é a ideia de Estado como uno da prática política do significante que emerge da gramática do real [natureza política] como química libidinal das paixões hobbesianas da multidão revolucionária barroca-iluminista: ou conservadora dinástica-natural, ou revolucionária republicana como verbum?