segunda-feira, 1 de maio de 2017

DO ESTADO DA SOCIEDADE DA BÜROCRATIE POST-CAPITALIST PERIFÉRICA

José Paulo

Qual o papel do intelectual na atual atualidade? Quando se alcança a posição de intelectual público livre?

Os poderes (podres poderes caetanesses da atual atualidade) creem que eles têm o direito naturalis ao monopólio de fabricar o intelectual rhetor percipio! Pois, esse intelectual é aquele que escreve sobre o real ou fala sobre o real como Lacan, em Paris, em uma conjuntura gramatical cultural na qual a fala dele era querida, desejada apaixonadamente por massas de jovens nascidos na classe gramatical simbólica europeia, norte-americana, latino-americana, japonesa, australiana...
A questão da classe simbólica (questão da relação ente produção de cultura e o intelectual) é tratada por Gramsci em múltiplas camadas gramaticais. Vou exemplificar com duas delas.
                                           CULTURA, IDEOLOGIA E A IGREJA

A cultura da Igreja católica é o signo da organização canônica da ideologia gramatical, pois, ela alcança a ideia da religião como fato do mundo da cultura como persuasão das massas. A fantasia como ideia popular adquire força de direito (força de realidade, força gramatical no real do seer da realidade das massas populares.)

O interesse maior em Gramsci é a estrutura material ideológica como:  biblioteca, escola, universidade, práticas e rituais de oração, exortação, confissão da Igreja vindo do século XII e XIII etc. constituem a Igreja católica como o modelo histórico de um estrato dirigentes de intelectuais na cultura internacional e cosmopolita (Gramsci. v. 2: 78-79) com sua permanência na vida atual do século XXI da era da sociedade do espetáculo. Porém, a prática da luta política na cultura não se resume a isso.

No estudo da história do Brasil, surgiram os indivíduos-intelectuais da Igreja que servirão como modelos da nacionalização da cultura cosmopolita e internacional da Igreja associada a uma luta ideológica gramatical (não só jesuítica) na cultura da política luso-brasileira, voltada para a articulação do modelo de hegemonia nacional em contraponto ao Imperator colonial bragantino:
“Pode-se, portanto, chamar-se de ‘nacional’ o indivíduo que é consequência da realidade concreta nacional ou que inicia uma fase determinada da operosidade prática ou teórica nacional”. (Gramsci. v. 2: 143), voltado para a organização nacional da sociedade a qual ele se define como pertencente. A figura do padre Feijó e outros padres são um signo do intelectual católico no processo de nacionalização da cultura da política imperial bragantina?

Octávio Tarquínio de Souza diz:
“Não envergonham o Brasil esses seus primeiros representantes (Nas Cortes liberais de Lisboa). Havia entre eles padres, militares, magistrados, médicos; alguns já de nome feito, conhecidos por seus antecedentes liberais, como o Padre José Martiniano de Alencar, Monsenhor Muniz Tavares, republicanos de 1817; outros destinados a exercer depois os mais altos cargos, como Pedro de Araújo Lima, futuro regente e Marquês de Olinda, Francisco Vilela Barbosa, depois Marquês de Paranaguá, Domingos Borges de Barros, futuro Visconde de Pedra Branca, Lino Coutinho, Cipriano Barata. Nenhuma representação sobrepujava, entretanto, a de São Paulo, com Antônio Carlos, o orador máximo do seu tempo. Vergueiro, uma das figuras políticas brasileiras de maior complexidade, português de nascimento, senador e membro da 1°Regência trina, Fernandes Pinheiro, depois Visconde de São Leopoldo, e, finalmente, Feijó, o ministro da justiça de 1831-32, o regente de 1835-37. Representação ilustre, que resguardaria com denodo o nome brasileiro, seria mais altiva e corajosa (salvo Fernandes Pinheiro, que acabou jurando a Constituição), mas não consegui impedir o inevitável”. (Souza: 58).

Este é o problema mestre da política brasileira de hoje: não conseguir evitar o inevitável. Pois o inevitável é a emergência da lama do fundo do nosso oceano historial desde 1930 da sociedade da bürocratie post-capitalist periférica.

Como Getúlio Vargas desossou as lutas de classes da década de 1930 em desenvolvimento altamente dinâmico? Não foi pela passagem da sociedade do laissez-faire repressivo para a sociedade da cidadania em extensão regulada de cidadania? Wanderley Guilherme dos Santos descreve a sociedade da bürocratie post-capitalist periférica em repouso na bolha da sociedade populista bürokratische:
“Comprometida com a manutenção de um sistema de cidadania estratificada, que lhe dava recursos de poder perante seus representados, tentará preservar o sistema de qualquer alteração significativa. O conflito social se estruturará, politicamente, na esfera da acumulação e, burocraticamente, na esfera da distribuição”. (Santos: 80).   
       
                                                                                        II
Na era moderna a imprensa, os círculos de literatos e clubes de leitura, os salões culturais burgueses, a taberna frequentada por intelectuais saídos das classes populares burguesas (Gramsci. v.2: 82), enfim, a formação do espaço público procedural nacional) é o terreno da luta cultural da política sob domínio da classe dominante religiosa. Gramsci designa tal fenômeno como ‘espírito de cisão’. (Gramsci. v. 2: 143).

Mudança estrutural da esfera pública é o livro de Habermas que trata da evolução econômica e política da imprensa na Europa e nos EUA. A imprensa passa por fases onde prevalece o jornalismo comercial, seguido do jornalismo político contra o Ancien Regime e do Estado burguês de Direito e da legalização do espaço público político (No Brasil, um ersatz desse Estado burguês foi glorificado por marxistas paulistas que o tomaram como um artefato Estado burguês quase original) surge uma imprensa moderna comercial de uma economia privada administrada como  objetivo de obtenção de lucro: “mas, agora, por certo, contrastando com as empresas manufatureiras dos velhos ‘editores’, dentro do novo nível avançado atingido pela evolução da empresa de capitalismo  avançado; já pela metade do século (XIX) havia, uma série de empresas jornalísticas organizadas como sociedades anônimas”. (Habermas: 217).

No Brasil, não existe nada comparável às três fases da imprensa europeia. Uma imprensa política existiu muito precariamente na era da independência e nas conjunturas gramaticais que vão até a unidade do império ser assegurado. Mas nunca existiu uma imprensa comercial primitivamente capitalista ou a imprensa capitalista da última fase supracitada por Habermas.

Não há nem desenvolvimento desigual entre Europa e Brasil, pois, só no século XX uma imprensa comercial ersatz de imprensa burguesa existirá tendo sua continuação comercial com a corporação jornalística virtual-eletrônica já bürokratische post-capitalist periférica vivendo da parte maldita da subvenção publicitária do empresário crédulo e incauto (que crê está vivendo em uma sociedade de mercado e não em uma sociedade de mercadores de almas escravas da sociedade bürokratische post-capitalist periférica  ) e de empréstimos (a não serem pagos) do Estado.

Trata-se da continuação do empregador-empresário do engenho de café tout court, isto é, o avesso do significante burguês de Sombart , e, mais, ainda, claramente o avesso do capitalista como personificação do capital, de Marx. A reforma trabalhista de 2017 furou a bolha bürokratische post-capitalist periférica do empresariado brasileiro e associado estrangeiro expondo-os a céu aberto como dono-maître do modo de produção transeconômico da sociedade da bürocratie post-capitalist periférica.     
                                                                              JANELA PARA O FUTURO 2017            

Para o leitor apaixonado por sua faculdade de percepção prosaica do mundo da política da vida, tal faculdade foi criada historicamente pelo jornalismo europeu da esfera privada de mercadorias-notícias se tornando esfera pública jornalística de LEITORES da esfera pública (opinião pública) da luta política dos partidos políticos formadores de opinião pública literária (força estética na política) e clientela eleitoral na luta pelo assalto ao poder político. Uma certa organização cultural e moral (incluindo a estética) advém da atuação de tal jornalismo em tela, ainda até a segunda metade do século XIX. A ideia e prática da burocratização da política via partidos de massas socialdemocrata parece ter alterado substancialmente a organização intelectual e moral da cultura da política europeia.
Aí, talvez, se encaixe a origem do tema gramsciano: Príncipe Moderno!   

No Brasil do século XIX também houve, muito mais precariamente, um jornalismo político atuante e apaixonado. No entanto, não há comparação de grandeza cultural e política entre a imprensa europeia (e a americana) e a nossa, na organização da gramática europeia e brasileira da cultura das políticas nacionais.
A nossa gramática da cultura conseguiu no máximo se constituir como um ersatz de gramática em narração lógica (ideológica ou teológica) nacional.

O fenômeno em tela foi importado da era do jornalismo de papel pela sociedade jornalística do espetáculo virtual-eletrônico transformando a organização da cultura local = ersatz de cultura nacional em fatos determinados pela posição pessoal de comando (institucional) do indivíduo como pessoalização das relações na cultura, na política e na sociedade-instituições.

Exemplo. Fim do imposto sindical na reforma trabalhista em abril de 2017

Todo o movimento sindical na rua é um instrumento para negociar a retirada do fim do imposto sindical do projeto de lei da reforma trabalhista. O movimento visa garantir não a luta de classes gramatical contra o patronato paternalista na nova era do modo de produção do patronato versus empregado (jogado para o status de empregada doméstica anterior à legislação trabalhista para o trabalhador doméstico da deputada do PT Benedita da Silva). Trata-se de trabalho escravo voluntário (articulado pelo laço gramatical colonial luso-brasileiro fundado na relação de pessoalização-paternalismo [ersatz de intimidade] entre patrão e empregado) saído das páginas do ensaio o Discurso da servidão voluntária, de Etienne de la Boétie.  

Agora o TRABALHO EM GERAL TORNA-SE O EMPREGO EMPREGADA DOMÉSTICA ANTES DO DILÚVIO BENEDITA DA SILVA transformar emprego em trabalho.  Trata-se da extrema transformação da sociedade de classes sociológicas em sociedade constituída pela pessoalização da relação empregado-patrão ou empregador! Benedita fez da empregada doméstica trabalhador; o trabalhador foi transformado em empregada doméstica.
                                                                                         IV
Para uma comparação com a história do século XIX francês, o trabalho em geral, entre nós, adquiri hoje (na sociologia gramatical) as características do campesinato francês estudado por Marx no século XIX:
“A grande massa da nação francesa é, assim, formada pela simples adição de grandezas homólogas, da mesma maneira por que batatas em um saco constituem um saco de batatas. Na medida em que milhões de famílias camponesas vivem em condições econômicas que as separam umas das outras, e opõem seu modo de vida, os seus interesses e sua cultura aos das outras classes da sociedade, estes milhões constituem uma classe.  Mas na medida em que existe entre os pequenos camponeses apenas uma ligação local e em que a similitude de seus interesses não cria entre eles comunidade alguma, ligação nacional alguma, nem organização política, nessa exata medida não constituem uma classe”. (Marx: 403).
    
Se os trabalhadores de serviço constituem uma classe da sociedade pós-capitalista, eles são como os camponeses do 18 Brumário: classe em si agramatical sem jamais alcançar a posição de classe para si gramatical nacional. Aqueles são a classe agramatical que só através da luta política aberta à bürocratie post-capitalist periférica poderia vir a adquirir a forma de classe gramatical. Esta comparação encontra-se no 18 Brumário quando Marx evoca o campesinato revolucionário:
“É preciso que fique bem claro. A dinastia de Bonaparte (Temer-Meireles-Congresso de Brasília) representa não o camponês revolucionário (as massas digitalis revolucionárias e as massas jovens operárias espectro do futuro), mas o conservador (as massas sindicalizadas bolivarianas que ensarilharam as armas e as massas bovinas do terceiro estado-setor-de-serviço); não o camponês que luta para escapar às condições de sua existência social (de empregada doméstica), a pequena propriedade, mas antes o camponês que quer consolidar sua propriedade (de trabalhador no imaginário e na imaginação); não a população rural que, ligada à das cidades (orbitais digitalis) quer derrubar a velha ordem das coisas por meio de seus próprios esforços” (Marx: 404) ou melhor, derrubar a nova ordem das coisas feitas, montadas, manipuladas, manietadas pelo Estado DA SOCIEDADE DA BÜROCRATIE POST-CAPITALIST PERIFÉRICA!         

A nova classe agramatical operária do modo de produção transeconômico da sociedade da bürocratie post-capitalist periférica é posta na mesma posição do trabalhador de serviço: classe em si sgrammaticatura camponesa marxista. Só falta agora sair do ovo da serpente negra o Estado bürokratische bonapartista pós-capitalista periférico minimum com sua reduzida organização bürokratische e militar. (Marx: 401). E fazendo uma homenagem-paródia ao 18 Brumário:

Unicamente sob o segundo Bonaparte brasileiro o Estado parece tornar-se gramaticalmente completamente autônomo às avessas. A máquina do Estado teve uma subtração gramatical a tal ponto de sua posição em face da sociedade civil da oligarquia financeira mundial e seus servos locais (comerciantes e empresários), que lhe basta pescar nas águas turvas da transpolítica às avessas o chefe da sociedade de 10 de Dezembro da era do avesso da transpolítica para que seu pesadelo de anos sem fim de crise chegue ao fim (Marx: 402).

O Estado totalitário bonapartista de hoje seria finalmente àquele das páginas de Virilio: le ˂CRIMINOSTAT>. (Virilio. 1977: 55; 1996: 75). Tal Estado seria a junção da sociedade nômade que se define pelo domínio da violência agramatical da máquina de guerra com o Estado (Deleuze. 1980: 542) da SOCIEDADE DA BÜROCRATIE POST-CAPITALIST PERIFÉRICA que se define por possuir um aparelho de captura invasor de qualquer espaço de cidadania, aparelho acima da Ordem liberal constitucional moderna, aparelho asiático arcaico (Idem: 562) que age ao arrepio da Constituição liberal moderna vigente, pois, esta dita que só a polícia do Estado tem o direito liberal constitucional de subtrair o cidadão de sua própria casa:
“Artigo 5°da Constituição 1988
XI. “a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém poderá penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre ou para prestar socorro, ou, dura dia, por determinação judicial”.

No Estado paternal totalitário asiático em tela, aparelhos de captura privados e de subtração pode invadir sua casa pois, depois, o Ministério Público sanciona a posteriori (do latim, "do seguinte" ou "do depois") a sansão (ato de aprovação de algo por vias formais) da subtração da liberdade do morador.    

O Estado totalitário poderia surgir em mais de uma versão; aqui ele pularia das páginas de Deleuze e Guattari para a realidade da atual atualidade:
“L’Etat totalitaire n’est pas un maximum d’Etat, mais bien plutôt, suivant la formule de Virilio, l’Etat minimum de l’anarcho-capitalisme”. (Deleuze. 1980 : 578; v. 5. 1997: 164).

Como resolver o paradoxo de um Estado capitalista ser da ordem do anarcho-capitalisme? É simples! Não se trata mais de um Estado capitalista, e sim do Estado minimum da SOCIEDADE DA BÜROCRATIE POST-CAPITALIST PERIFÉRICA. Amigos, esta é a resposta do real ao fim da história do modo de produção especificamente capitalista com sua sociedade de classes capitalista, dialética materialista e luta de classes entre o burguês e o operário! Agora é muito tarde para chorar sobre o leite derramado e não adianta tão pouco chorar no colo da patroa, ou melhor, do patrão asiático arcaico ersatz na vida civil do Urstaat (Deleuze. 1980: 534, 532).

O Estado bonapartista despótico paternal em tela se define pela violação agramatical da ideologia gramatical liberal:
“Não é por esse princípio que se governam as classes trabalhadoras em qualquer país livre, e ninguém que dê a liberdade o valor devido assentirá em que sejam elas assim governadas, a não ser depois que se tenham esgotado todos os esforços no sentido de as educar para a liberdade e de as governar como a homens livres, e que se tenha definitivamente provado só ser possível governá-las como a criança. Basta pôr essa alternativa para que se evidencie o absurdo de supor tenham sido tais esforços feitos em algum caso que se necessite considerar aqui. É somente por serem as instituições deste país um amontoado de incoerências, que encontram acolhida na nossa prática coisas que pertencem ao sistema de governo despótico, também chamado paternal, enquanto a soma de controle necessária para dar à repressão uma eficácia positiva de educação moral”. (Mill: 145).                                                                                                                                                                                                                                                                                 V                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                               
Voltando ao fio gramatical do texto, a era da cultura oral da Ágora grega acabou. Agora o intelectual é aquele que escreve sobre o real, sem nada pedir em troca, a não ser que um pequeno grupo de leitores acompanhem sua escritura. Não estou cometendo o belo sacrilégio de evocar Jesus, seus profetas e Evangelhos! Estou dizendo algo prosaico.
                                                                                  
Alain Touraine diz em “O que é modernidade, cuja presença é tão central em nossas ideias e práticas após mais de três séculos e que está em discussão, rejeitada ou redefinida, nos nossos dias? Observem a data:  1992!

Touraine escreveu o livro Critica da modernidade no início da ofensiva neoliberal, ou, melhor, na aurora da era do globalismo. Por que criar o significante globalismo em resistência gramatical ao significante soberano globalização na cultura da política mundial? Trata-se, é claro, da luta gramatical no seio da classe simbólica gramatical mundial.

O que é o globalismo? Trata-se de uma conjuntura mundial inédita R.S.I (Real/Simbólica/Imaginária) constituída por uma gramática dialética com a economia no comando da política e da cultura planetária: “ O globalismo é uma configuração histórico-social abrangente, convivendo com as mais diversas formas de vida social e trabalho, mas também assinalando condições e possibilidades, impasses e perspectiva, dilemas e horizontes”. (Ianni: 235).

A globalização é um significante criado pela articulação da hegemonia do capital fictício fazendo pendant com o capital corporativo mundial (Bandeira da Silveira; 2002: 174-178) e o capital mercantil internacional. É, portanto, a ideologia gramatical de tal hegemonia que invade o real do ser da sociedade mundial, ao mesmo tempo que a cria como sociedade global constituída por cidades globais. O terceiro mundo (excetuando os Tigres Asiáticos, especialmente, a Coréia do Sul) não metabolizou tal invasão, pois, a invasão teria que ser desejada –e, então, absorvida- pela elite do poder dos países. Na Europa, a ainda feudal Espanha se transformou em um dos brincos de pérola da nossa Mãe da Europa globalizada em União Europeia.

A elite do poder no Brasil escolheu não abandonar a ideologia gramatical FHC/bolivariano da velha economia da dependência associada do empresário local do engenho de cana-de-açúcar paulista do café com a multinacional, que logo se transformou em uma economia estrangeira de engenho de cana-de-açúcar do Vale do Paraíba.

Com o globalismo, a era moderna e de modernização da economia só podia ser a globalização dos EUA/Europa/Japão/China/Coréia do Sul. Como globalismo, a globalização criou uma era orbital assentada na técnica digital e no território da subjetividade territorial digitalis, que dá as costas para as nações.

No meu livro Política brasileira em extensão. Para além da sociedade civil (2000), fiz a junção do Grande Sertão: Veredas (tudo vai virar sertão político) com os Cadernos dos cárceres (a política real vai se tornar soberana e subjugar a política representativa) banhados por ouro 14 quilates do Seminário 20. Encore, de Jacques Lacan.

Há o capítulo Globalismo e guerra molecular. Minha conclusão é que o globalismo se define pela guerra entre nações (polémos) tornando-se o fantasma piloto da stásis (do simples distúrbio de rua até à guerra civil aberta comandada pela sgrammaticatura) como um meio de continuar a nova economia que hoje sei que se trata do modo de produção bürokratische post-capitalist periférico minimum. Na década de 1990, Peter Drucker já falava em sociedade pós-capitalista e, também, no fim da sociedade capitalista. Culturalmente, o início da globalização foi uma era frondosa intelectualmente.
                                                                                             
                                                                             O QUE É MODERNIDADE?
“O que é modernidade, cuja presença é tão central em nossas ideias e práticas após mais de três séculos e que está em discussão, rejeitada ou redefinida, nos dias de hoje! ”. (Touraine: 9).
A modernidade é uma fantasia-desejo-delírio psicótico do Século das Luzes. Depois, ela se transformou em Cultura do Esclarecimento - pensamentos, ideias, discursos, línguas e gramática de ideologias gramaticais ou ersatz de gramáticas na periferia modernizada:
“A ideia de modernidade, na sua forma mais ambiciosa, foi a afirmação de que o homem é o que ele faz, e que, portanto, deve existir uma correspondência cada vez mais estreita entre a produção, tornada mais eficaz pela ciência, a tecnologia ou a administração, a organização da sociedade regulada pela lei e a vida pessoal, animada pelo interesse, mas também pela vontade de se liberar de todas as opressões. Sobre o que repousa essa correspondência de uma cultura científica, de uma sociedade ordenada e de indivíduos livres, senão sobre o trunfo da razão? ”. (Touraine: 9).

E Touraine completa sem meias-palavras:
“É a razão que anima a ciência e suas aplicações; é ela também que comanda a adaptação da vida social `as necessidades individuais e coletivas; é ela, finalmente, que substitui a arbitrariedade e a violência pelo Estado de direito e pelo mercado. A humanidade, agindo segundo suas leis, avança simultaneamente em direção à abundância, à liberdade e à felicidade”. (Idem: 9).

Revoluções modernas não se fizeram a partir de ideologias gramaticais que possuíam tal ideia no real da sociedade europeia gramaticalmente hegelianizada?
“É esta afirmação central que foi contestada ou rejeitada pelos críticos da modernidade”. (Idem: 9).  
Os críticos da modernidade começaram a demolir a ideia da história ideológica gramatical baseada na razão hegeliana sem se perguntar se esta ideologia hegeliana tinha algo a ver, em essência, com a cultura da política criada por Hegel. Um grande rhetor percipio precisava ser elevado a saco de pancada para que a fantasia-delírio do esclarecimento - como ideologia gramatical fosse arrancada do real da sociedade esclarecida mundial.

Qual o ponto cego, o elo mais fraco de tal ideologia do esclarecimento fundada na razão?
“Em que a liberdade, a felicidade pessoal ou a satisfação das necessidades são racionais? ”. (Idem: 9).

Hegel já tem uma psicanálise do inconsciente historial no seu Filosofia da história e no seu Fundamentos da filosofia do direito. Para Hegel, o acontecimento histórico só tem a razão no comando do inconsciente, na verdade, na história ocidental. Vamos seguir, pois, a globalização jogou Hegel, Marx e o discurso da universidade na lata do lixo da quase história na década de 1990, com certeza:
“O navio está sem rumo: à esquerda o conhecimento das coisas, à direita o interesse, o poder e a política dos homens (...). Há cerca de vinte anos, eu e meus amigos estudamos estas situações estranhas que a cultura intelectual em que vivemos não sabe bem como classificar. Por falta de opções, nos autodenominamos sociólogos, historiadores, economistas, cientistas políticos, filósofos, antropólogos. Mas, a estas disciplinas veneráveis, acrescentamos sempre o genitivo: das ciências e das técnicas”. (Latour: 9).

Bruno Latour escreveu este livro na década de 1990 com a noção de rede que punha uma certa ordem na desordem da sociologia historial: “Mais flexível que a noção de sistema, mas histórica que a de estrutura, mais empírica que a de complexidade, a rede é o fio de Ariadne destas histórias confusas”. (Idem: 9). A rede parecia pôr ordem no território da subjetividade territorial híbrida e dos fenômenos: ecléticos, estranhos da física do disssipativo e dos fenômenos cum sgrammaticatura a céu aberto. 
Hoje, a rede atravessou a sociologia com a sua sociedade em rede capitalista (Manuel Castells. A SOCIEDADE EM REDE) e desabou diante da sociedade bürokratische post-capitalist periférica minimum!

A sociedade bürokratische post-capitalist periférica invadiu o ser do real da sociedade mundial com fenômenos que descaracterizaram a política capitalista cozinhada (por inúmeras redes simbólicas neurais da alta cultura europeia) durante séculos para orientar e ser absorvida na política da representação liberal e democrática. Desde que Baudrillard publicou o Les stratégies fatales, a política moderna se transmutou em um fenômeno hiperestranho (mais estranho que o próprio estranho) se for gramaticalizável em REDE como TRANSPOLÍTICO da sociedade bürokratische post-capitalist:
“O transpolítico é a transparência e a obscenidade de todas as estruturas num universo desestruturado, a transparência e a obscenidade da mudança num universo desistorizado, a transparência e a obscenidade da informação num universo sem acontecimentos, a transparência e a obscenidade do espaço na promiscuidade dos canais, a transparência e a obscenidade do social das massas, de político no terror, do corpo na obesidade e na clonagem genética... Fim da cena da história, fim da cena do político, fim da cena do fantasma, fim da cena do corpo – irrupção do obsceno. Fim do segredo, irrupção da transparência”. (Baudrillard. 1991a: 23; 1984: 25; 1983: 29).

 Antes da sociedade bürokratische post-capitalist, o globalismo faz da política internacional (fazendo pendant com a política escopo nacional) espaço nacional habitado por atores implodidos (sentimentalmente como nacional) implodidos como sentido gramatical na tela ersatz de gramatica virtual eletrônica [Baudrillard. 1981: 119] como realização ficcional/real/da imaginação das massas apolíticas do significante simulacro de simulação. (Baudrillard. 1981: 177).
                                                                                          VII

Já falamos da guerra molecular como fenômeno do globalismo (realidade latente da sociedade pós-capitalista de Peter Drucker). Agora falo da guerra (polémos) como paradigma da cultura da guerra civil (stásis) do jornalismo mundial sob o comando da tela jornalística virtual tele eletrônica:
“A guerra como meio de arruinar, como fantasia tecnológica e psicodélica, a guerra como sucessão de efeitos especiais, a guerra que se transformou em um filme muito antes de ser rodada. A guerra abole-se no teste tecnológico e para os americanos ela foi mesmo um primeiro momento: um banco de ensaio, um gigantesco terreno para testar as suas armas, os seus métodos, o seu poder”. (Baudrillard. 1991b: 77; 1981: 177).  

Na transição da sociedade do globalismo para a sociedade bürokratische post-capitalist, a guerra vai se desgrudando do significante simulacro de simulação e se aconchegando no significante guerra de Clausewitz: “a guerra é um ato de violência e não há nenhum limite para a manifestação desta violência”. (Clausewitz: 75).  

A guerra deixará de ser um fenômeno onde: “cada fato, político, histórico, cultural, está dado de uma energia cinética que o arranca ao seu espaço e o projeta no hiperespaço, em que perde todo o sentido, uma vez que jamais regressará. É inútil recorrer à ficção científica: temos a partir de agora, aqui e agora, com a nossa informática, os nossos circuitos e as nossas redes, esse acelerador de partículas que quebrou definitivamente a órbita das coisas”. (Baudrillard. 1992: 9). Tal ideia/fato é da era do globalismo. Agora, como é? Vivemos agora a passagem para o mundo das palavras de Alexis Philonenko?

A sociedade bürokratische post-capitalist faz do hiperespaço (onde o espaço é mais espacial do que o próprio espaço) o espaço digitalis tout court. Trata-se de um componente da estrutura espaço-tempo, dentro do domínio da existência, que permite quaisquer manifestações dos fenômenos da física da gramática em narração ideológica e/ou teológica da língua da política bürokratische post-capitalist! Como referencias táticas, já falamos da luta de classes gramatical e agora falo da guerra bürokratische post-capitalist.

Começo pelo uso da violência sem limite gramatical (linguagem) ou físico na guerra e na luta política!
“Nous entendons par langage tout conduite formant un ensemble articulé de significations susceptible d’être saisi par un autrui quelconque”. (Philonenko: 183). Seguindo esta definição de linguagem o que é a guerra? A guerra não é luta. A propriedade da guerra e ser um agir violento sem limite se inscrevendo em uma história. A guerra não se separa da história e todas as ações violentas “ne sont pas pourt autant des actions de guerre: c’est seleument quand une action violente  s’inscrit dans la histoire, lorsqu’elle s’écrit en s’inscrivant, qu’elle atteint la dimension de la guerre. Tout les actions que ne débouchment pas sur l’histoire doivent être rengées sous le cocept de lutte. C’est ainsi qu’il n’y a pas, strictu sensu, de guerra animale; il existe seulement des luttes animales et l’on pourrait reprocher à la philosophie hégéliene d’avoir mis sur le même plan la lutte du maître et de l’esclave et la guerre propriament dit”. (Idem: 184).

Esquecendo Hegel!

A guerra é polémos! E stásis é luta? Stásis como “émeute, soulèvement, rébellion e guerre civile” (Derrida: 110) é luta? Motim, revolta, rebelião é luta, mas a guerra civil já é polémos continuada por outros meios, em um outro espaço de batalha?
“Tandis que le langage  dans sa définition ne suppose pas la guerre, cette dernière dans sa definition suppose un aspect du langage três précis, à savoir l’écriture, indispensable soutien de tout histoire réelle”. A linguagem é um fenômeno mais universal que a guerra, pois, a guerra a supõe e não o inverso. Quando se diz que a guerra supõe a linguagem como écriture e quando se liga se liga l’écriture à história, se sustenta que a guerra é uma manifestação superior da conduta humana: “nous voulons également dire que la guerre est une manifestation supérieur de la conduite humaine et nous écartons tout les manifestations primitives de la lutte dont l’ethnographie nous rapporte les secrets. La lutte dans la communautés primitives n’est pas la guerre, car en se disant dans le mythe elle n’atteint pas à l’objectivité de la conscience historique”. (Philonenko: 184).

Nas ciências gramaticais da política, écriture faz pendant com gramática. A gramática é mais large que la guerre em tant que phénoméne. A guerra é o agir violento inscrito na história pela língua através da gramática em narração ideológica ou teológica. A guerra nasce com a gramática em narração do uso da violência sem limite no lado direito da banda de Moebius. No Lado avesso, “a guerra não é outra coisa senão a continuação da política de Estado por outros meios”, meios militares. (Clausewitz:65). Já a stásis (exceto a guerra civil) é a continuação da guerra por meios políticos civis.

Como écriture (e gramática) a GUERRA não é um fenômeno empírico, ela já é parte da gramática écriture da cultura da política da guerra ou polémos (guerra entre as culturas da política das nações) ou stásis como gramática da guerra da cultura política civil de uma nação contra si própria. A diferença entre polémos e stásis não se resume em ser a guerra como tal internações e a guerra civil entre os atores da nação ente si. A diferença é a polémos seer a guerra entre écriture nacionais e a stásis a explosão da física do espaço da língua da gramática em narração lógica (ideológica gramatical ou teológica materialista racional) da NAÇÃO ou do POVO.

A luta política normal é propriedade da gramática dos povos ou nações (do homem livre e normal civili) para resolver-evitar a possível explosão do espaço da gramática da vida civil da política do mundo-da-vida (na era moderna, também, da política da representação liberal e/ou democrática) pela física (da physis e da mataphysis da sociedade internacional) da língua no desenvolvimento do gozo da narração fratricida (ou clãnico negro) extremis.

Na era atual da sociedade da bürocratie post-capitalist periférico tal fenômeno da cultura da transpolítica ao avesso quer se definir como sujeito gramatical - niilismo dissipativo in extremis!
Donald Trump pode vir a ser um efeito da sociedade da bürocratie post-capitalist periférica no espaço das relações internacionais? 
                                                                         TEOLOGIA E LUTA POLÍTICA   
O mais urgente é pensar a possibilidade de uma teologia materialista irracional burocrática no lugar da ideologia racionalista gramatical weberiana. SE John Stuart Mills tomou como modelo para o futuro a burocracia russa tzarista irracional, não o fez pensando na política moderna ou russa. Permaneceu a certeza dessa interrogação sobre a realização do modelo russo de Estado teológico (sintetização da teologia naturalis com a teologia secular) burocrático (como antevisão do futuro) sufocar qualquer possibilidade de sociedade liberal democrática na periferia da Europa e, portanto, na periferia, da sociedade capitalista.

Em uma outra versão para o Estado, a sociedade burocrática oriental europeia exitosa no século XXI tomaria para si os altos talentos da sociedade. Seria o caso do governo da burocracia periférica como desassossego para a sociedade liberal mundial em debandada:
“Se cada aspecto dos interesses sociais que requeresse concerto organizado, ou vistas largas ou compreensivas, estivesse nas mãos do governo, e se se preenchessem as repartições governamentais como os homens mais capazes, toda a cultura adquirida e toda a inteligência experimentada pelo país, salvo a especulativa, se concentrariam e uma burocracia numerosa, a quem somente o resto da comunidade procuraria para todas as coisas: a multidão para se orientar e receber ordens em tudo que tivesse a fazer; os capazes e ambiciosos para o seu progresso pessoal. Ser admitido nas fileiras dessa burocracia e, quando admitido, progredir lá dentro, seriam os únicos objetos de ambição. Sob esse regime, não só o público exterior fica mal qualificado, por falta de experiência prática, para julgar e censurar o modo de ação da burocracia, mais ainda, se os acidentes de um funcionamento despótico, ou de um funcionamento natural de instituições populares, ocasionalmente elevarem ao cume um governante, ou governantes, de tendências reformadoras, nenhuma reforma contrária aos interesses da burocracia poderá efetuar-se”. (Mill: 154).

Este livro escrito na segunda metade do século XIX por Mill antecipa as visões de Weber, Gramsci e Lacan sobre o futuro do Estado secular do século XXI e faz pendant com a discussão sobre o poder tutorial democrático (de burocratização do mundo-da-vida) do território da subjetividade territorial nacional do livro Democracia na América, de Tocqueville:
“Mas onde tudo se faça por intermédio da burocracia, nada a que a burocracia realmente se oponha, pode de qualquer modo ser feito. A constituição desses países burocráticos é uma organização da experiência e da capacidade prática da nação sob a forma de um corpo disciplinado destinado a governar o resto; e, quanto mais perfeita essa organização em si, quanto mais sucesso colha em atrair para si e em educar por si as pessoas de maior aptidão de todas as fileiras da comunidade, mais completa é a escravidão de todos, inclusive dos membros da burocracia. Porque os governantes são tanto os escravos da sua organização e disciplina, quanto os governados o são dos governantes”. (Idem: 155-156).

Em Gramsci, a fronteira entre o público e o privado se desfaz, e o privado passa a fazer parte do Estado. Hoje, a sociedade do espetáculo (da cultura da guerra civil de baixa intensidade ou de alta intensidade da tela ersatz de gramática eletrônica-virtual) é um aparelho ideológico gramatical de Estado, assim como universidade, escola, Igreja milenar e igrejas seculares a granel. (Gramsci. v. 3:258)

A servidão é o sujeito gramatical discurso do político do burocrata que aturdiu o próprio Jacques Lacan ao ser um homólogo do discurso do maître moderno: Ce qui y ocupe la place que provisoirement nous appellerons dominante est ceci, S2, qui se spécifie d’être, non pas savoir-de-tout, nous n’y sommes pas, mais tout-savoir”. (Lacan: 34, 33, 20).    

Weber fez a mais fina profecia racional (ao tentar pôr o trem do Estado racional nos trilhos do século XXI) ao falar da sintetização da burocracia pública com a burocracia privada:
“Una vez eliminado el capitalismo privado, la burocracia estatal dominaría ella solo.  Las burocracias privada e pública, que ahora trabajan una al lado de la outra y, por lo menos posiblemente, una contra otra, manteniéndose, pues, hasta cierto ponto mutuamente en jaque, se fundirían en una jerarquia única; a la manera, por ejemplo, del Egipto antiguo, sólo que em forma incomparablemente más racional y, por tanto, menos évitable”. (Weber: 1074).

Entretanto, ao contrário da profecia de Weber e da profecia da sintetização heteróclita totalitária puro sangue da burocracia privada com a burocracia pública em um Ciminostat da sociedade da bürocratie post-capitalist periférica, poderemos nos haver com uma sintetização formadora de uma gramática de Estado liberal-totalitário bürokratische post-capitalist periférico minimum mundial.




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