segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

SOCIOLOGIA GRAMATICAL THEOLOGICA DA Bürokratie

José Paulo Bandeira


Fiz mestrado e doutorado com o sociólogo Octávio Ianni. Ianni representa a sociologia política historial dialética na alta cultura da sociologia das Américas.

Durante 10 anos fiz a ponte área Rio/São Paulo para estudar tudo sobre a sociologia paulista e campineira. E todo o tempo que permaneci na universidade pública ministrei um curso sobre o objeto gramatical bürokratie na história da política internacional fazendo pendant com a história da bürokratie do Brasil. Uma parte importante da bibliografia é a sociologia paulista da burocracia.

O professor anarco/weberiano Maurício Tragtenberg era o especialista paulista no tema burocracia.  
                                                             II

Uso o dicionário “Houaiss da língua portuguesa”.  Ele diz que burocracia é um sistema de atividade habitado por funcionário público, especialmente, de administrativa estatal. Esta é a burocracia como significante da língua de Saussure. O significante abaixo da barra do signo, com o significado acima da barra. O significante lacaniano toma de assalto o lugar do significado, e o depõe como o monarca soberano no funcionamento da língua

A etimologia da palavra começa na França. Bureaucratie é um híbrido criado pelo economista Jean-Claude Marie Vincent, Seigner de Gournay, no século XVIII. O significado de bureaucratie é administração de escritório, isto é, bureau de trabalho de funcionário de escritório, com mesa, papel, caneta.

Cracia é o elemento de composição que significa governo, poder, força. Bureaucratie é poder burocrático, governo da burocracia. Ainda levará um tempo para o acontecimento discurso do político do bürokraten.

Depois, veio a sociologia da organização burocrática na teoria geral da administração. Tal palavra bureaucratie se tornou um significante da língua natural da sociedade do burguês internacional: bureaucracy, burocrazia, burocracia. 

No livro “Crítica da filosofia do direito de Hegel”, Marx introduziu o significante lacaniano bürokratie na sua leitura de Hegel. Georges Lapassade diz:
“O estado hegeliano compreende três níveis hierarquizados: no cimo, o poder; na ˂base>: a sociedade civil; entre estes dois níveis, as ligações administrativas que constituem a necessária mediação e fazem passar o ˂conceito> de Estado para a vida da sociedade civil. É por isso que Hegel afirma que ˂a Administração é o espírito do Estado>. A réplica de Marx, ˂a Burocracia não é o espírito do Estado, mas a sua falta de espírito>, dá-nos o essencial da crítica marxista; àquilo a que Hegel chamava Administração chamava Marx Burocracia”. (Lapassade: 17-18).

O diálogo/confronto de Marx com Hegel é de uma complexidade esfuziante. Meu texto é a apresentação do início da articulação das fundações {e fundamentos] da bürokratie na  tela em narração teológica da sociologia gramatical da bürokratie.

Trata-se do materialismo racional dialético de Marx fazendo pendant com a teologia idealista dialética de Hegel.  

O maior especialista espanhol em Hegel e Marx, o comunista revolucionário do Principado de Asturias Wenceslao Roces traduziu o ˂Obras Fundamentales>. É uma tradução expressamente seguindo a terminologia e estruturas de pensamento de Marx, ao pé da letra:
“El mismo espiritu que crea en la sociedad la corporación crea en el Estado la burocracia”. (Marx: 358).

A leitura materialista racional de Marx do espirito hegeliano assinala que ele é o TRANS-SUJEITO como significante gramatical teológico lacaniano; ao contrário, a burocracia é o SUJEITO gramatical teológico como efeito de tal trans-sujeito. 

A sociologia gramatical teológica tem sua fundação [e seu fundamento original] nessa frase gramatical teológica em tela da física da sociologia gramatical de Marx.

Marx transformou a bureaucratie em um significante técnico lacaniano: bürokratie

Tal significante tem o poder gramatical e real (sgrammaticatura): de invadir ou de se evadir; ser sintetização química de fatos e/ou artefatos; sintetização química gramatical maoista; composição gramatical ou decomposição gramatical como tal; SUBTRAÇÃO REAL OU GRAMATICAL OU RESTITUIÇÃO ÉPICA; violência ou sublimação freudiana; e muito mais ainda até o infinito transdialético  do território da subjetividade territorial nacional do real da historia da realidade dos fatos internacionais.

Trata-se da bürokratie da física sociológica da gramática em narração cultural teológica do Estado-moderno nacional.  

O burguês cultural público tacanho do século XIX (e o burguês privado inculto) não encontrou o caminho da metabolização da física da bürokratie gramatical teológica. Ao contrário, o burguês transformou a bürokratie [sujeito gramatical homo theologica] em sujeito gramatical bureaucracy homo ideologicis.   

Marx mostrou o caminho para o Estado burguês gramatical em narração cultura teológica na sua juventude para o espanto heideggeriano, hoje, da cultura sociológica marxista da bureaucracy homo ideologicis.

Infelizmente, a nova geração de doutores universitários da sociologia marxista regurgitará na sua própria camisa de onze-varas do althusserianismo positivista Júlio de Castilho - ao ouvir falar da leitura gramatical teológica transdialética da Bürokratie.

LAPASSADE. Georges. A burocracia. Lisboa: SOCICULTUR,  1976
MARX E ENGELS. Obras Fundamentales. v. 1. Marx. Escritos da juventude. Tradução de Wenceslao Roces. México: Fondo DE CULTURA ECONÓMICA, 1982

   

  

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