domingo, 22 de janeiro de 2017

ANTHONY GIDDENS E O CRIMINOSTAT DE FHC


JPBandeira (José Paulo Bandeira)

O jornalismo da televisão funciona como a ideologia do empirismo, isto é, uma ideologia da baixa cultura de massa que diz às massas que a realidade do real é uma montagem espontânea de arranjo factual dos fatos em entrechoque.

A jornalista diz que o jornalismo é a linguagem que consegue reproduzir a realidade factual em imagens eletrônicas. Diz a jornalista que o avesso do jornalismo é a metafísica vulgar dos cientistas sociais que não concordam com ela, a jornalista!

Como a jovem jornalista da GloboNews está tratando a queda do avião do JUIZ DO STF TEORI ZAVASCKI? Eis um fato, não?

Primeiro, o juiz TZ estava na lista de passageiros, informação do filho do juiz na internet. Segundo foi um INCIDENTE, ou seja, um Evento não planejado que potencialmente se transformou em um ACIDENTE. Evento que deu origem a um acidente ou que tinha o potencial de levar a um acidente. 

Portanto, desde o início, a jornalista diz que foi um acidente.

TZ era o juiz do STF encarregado por sorteio de fazer a luta imediatamente agora contra a gramática da alta cultura lumpesinal dos 300 picaretas de Lula no Congresso. TZ tinha nas mãos o poder de Estado de destruir o senador José Serra, o presidente Michel Temer, ministros do governo e a camada dominante do Senado. A Câmara cairia com um simples sopro ZT.  Estava em suas mãos a decisão de derrubar o governo e por de joelhos a burguesia política que domina o poder legislativo.

TZ era o verdadeiro monarca hegeliano vindo do real da política jurídica capaz de dizer (com seu agir jurídico) que a saída do caos político não passa por uma eleição do novo presidente do regime 1988 (com o fim do governo Temer), agora em 2017, segundo a lei. A lei diz que o Congresso elege o novo presidente.

TZ foi enterrado sem ser enterrado no real da sociedade nacional brasileira. O Estado de Brasília se apossou do enterro e fez o velório, em Porto Alegre, com caixão lacrado e protestos veementes da família e dos cidadãos de Porto Alegre, cidade natal de TZ.

O Estado de Brasília que enterrou TZ não foi o PRIMEIRO ESTADO, e sim o SEGUNDO ESTADO DE FHC/USP/PSDB. 

  

O Congresso, esta instituição pública rasgada, vilipendiada, detonada pelos políticos que a governam; políticos que violaram com paixão sexual bestial a própria Ordem Liberal 1988; políticos possuídos por uma vivencia intencional baseada na convicção burguesa privatista de possuir o direito natural à transgressão das regras sagradas do respeito à Constituição e à dignidade pública do cargo político estatal; como tal burguesia política pode destruir o que regula o funcionamento do Congresso e, ao mesmo tempo, se arvorar como a depositária do direito de escolher o novo presidente?

Tal burguesia política privado/pública diz que o mandato dela lhe foi conferido pela soberania popular, isto é, pela democracia política representativa. Este é o discurso do político obscenamente inculto e de um caráter analfabeto funcional, que define a relação dele, político, com a cultural da política democrática representativa, entre nós.

O político de Brasília é aquele inculto gangster que acredita ter direitos naturais obtidos na sua carreira mafiosa em uma organização mafiosa: a burocracia política da cidade de Brasília. O posto-cargo que ele ocupa é o que lhe dá direito inclusive de participar de assassinato planejado e não correr o risco de ser punido. A organização mafiosa tem a “lei” do silencio, e, assim, nenhum membro dela se porá contra aquele outro membro que viola a lei do Estado.

A organização mafiosa não é uma INTITUIÇÃO criada para lutar contra o crime e punir os criminosos. Ao contrário, o Estado moderno é a manifestação concreta da instituição pública estatal, que só faz sentido gramatical teológico se for algo regulado pela Ordem Constitucional LIBERAL. A instituição é um conceito teológico liberal como efeito do discurso do político do liberal.

O Estado moderno é a instituição liberal com o direito ao monopólio do uso legítimo da violência, ou seja, da violência limitada pela lei liberal. Por tal conceito ele possui um poder militar, o poder de ter armas e usá-las de acordo com a lei. O conceito liberal de Estado é um artefato da cultura burocrática do liberalismo burguês clássico. Ele permite que a sociedade civil burguesa mantenha certo controle do agir do funcionário burocrático militar do Estado moderno.

Se o burocrata policial-militar usa de violência sem limite contra o cidadão ou de violência acima da lei, ele será julgado como um criminoso qualquer. O burocrata não é um mafioso, isto é, um sujeito gramatical teológico que tem meios e circunstância para viver intencionalmente acima da lei.

Uma coisa clara da era do Estado liberal é que ele é o Estado nacional, só se ele é o único Estado; só existe um Estado na modernidade moderna. Hegel, Marx, Weber, Durkheim e Lenin (com sua revolução bolchevique) não alteraram tal conceito como fato e artefato político. O poder da burocracia legal e liberal é o poder administrativo gramatical teológico legal sem o qual a política representativa democrática falta na realidade do real.    

A política americana da segunda década do século XX resolveu mudar a gramática teológica do conceito de APENAS UM ÚNICO ESTADO, uma única burocracia legal.

O conceito da política americana se define por Um Primeiro Estado CONSTITUCIONALMENTE LIBERAL fazendo pendant com um SEGUNDO ESTADO ao qual Paul Virilio nomeou-o como CRIMINOSTAT.

O CRIMINOSTAT se organiza como uma burocracia com falta de lei da Ordem Liberal nacional. 

Trata-se de uma burocracia regulada pela lógica do significante regra, exatamente, como acontece com a organização mafiosa. A regra regulamenta o funcionamento da burocracia criminostat. A regra do criminostat significa que seus burocratas podem agir criminosamente se a alta cúpula da burocracia criminosa assim decidir. Assim, é também o funcionamento da máfia. A organização mafiosa não é regulada por um governo anárquico, como a democracia grega do livro A República, de Platão.  

A jornalista diz que este qualquer acontecimento político é obra da vida empírica do agir de pessoas práticas envolvidas na situação que leva ao Segundo Estado. Ela ignora que, de fato, trata-se de um novo conceito de Estado, isto é, conceito ESTADO dividido em 2 montado a partir de uma escola de ideia sociológica para servir à política americana em direção à mundialização da política nacional.  

Em Hegel, a ideia está associada à luta do conceito por sua realização no real. A luta é aquela do sujeito gramatical em narrativa cultural teológica contra o objectum de Popper (Popper: 46), a saber: aquilo que está no caminho do agir do sujeito-conceito.

Quando o objectum de Popper deixa de estar no caminho como um obstáculo a realização do conceito no real?

Se o conceito se torna junção: sujeito/objeto, subjetividade/ objetividade, ficção/realidade, burocracia publica/ burocracia privada, burocracia legal/burocracia por regra e como resultado dessas junções, por fim, Primeiro Estado/Segundo Estado. Aí, o conceito não é mais um conceito acadêmico/universitário feito por professores ou pesquisadores de Universidades do primeiro mundo, professores ou pesquisadores londrinos donos do monopólio de produção de conceito.    

O conceito Primeiro Estado/Segundo Estado é obra do discurso do político do espião universitário. Tal discurso age para destruir uma gramática cultural de um conceito e pôr no lugar outra gramatica conceitual.

É exatamente tal acontecimento gramatical teológico de espionagem burguesa industrial londrina de legitimação do Estado 2 em 1, 1 desdobrado e desdobrável em 2 (Segundo Estado e Primeiro Estado) promovido por Anthony Giddens, sociólogo soberano gramatical teológico na sociologia da América Latina burguesa através da USP.

A sociologia da USP e FHC usaram o conceito de seu amigo Giddens para criar, entre nós, o Estado 2 em 1, em 1999. Trata-se de 2 burocracias de burocratas assalariados, uma agindo regulada pela gramática da lei constitucional e a outra por um ersatz de gramática de regra mafiosa.

Agora pensem bem nas consequências do conceito londrino Fairfax de Giddens, o maior espião europeu gramatical cultural do Imperator Criminostat, industrial, despótico asiático, tudo isso governado pelo CIA:

“Todas as organizações têm perfil políticos, mas apenas no caso de Estados é que envolve a consolidação de um poder militar em associação ao controle dos meios de violência dentro de uma extensão territorial. Um Estado pode ser definido como uma organização política cujo domínio é territorialmente organizado e capaz de acionar os meios de violência para sustentar esse domínio. Tal definição é próxima daquela de Weber, mas não se destaca uma reivindicação ao monopólio dos meios de violência ou o fator de legitimidade”. (Giddens: 45).

O que se desfaz no conceito de Giddens?

A violência deixa de ser monopólio de uma burocracia militar legal vigiada pela Ordem constitucional liberal, e, portanto, pela sociedade civil burguesa culta.

A violência da burocracia se manifesta em um fenômeno, a saber: monopólio quebrado pelo uso da violência com falta de lei, da violência de uma burocracia regulada pelo cânone prático regra da organização mafiosa.

A ideia da territorialidade associada ao Estado se esgarça se ela é o Estado constitucional usando a burocracia militar para evitar a invasão do território nacional por forças extraterritorial de fora ou de dentro da NAÇÃO. 

O Segundo Estado é a invasão de sua burocracia no território legal nacional guardado pelo Primeiro Estado; invasão legitimada e normalizada pelo conceito de Estado londrino Fairfax de Giddens.   

Este fenômeno político da burocracia ersatz de gramática cum sgrammaticatura do Segundo Estado foi criado no Brasil em 1999 - por um decreto presidencial de FHC. De fato, e sem embromação, tal decreto presidencial de FHC articulou [na lei gramatical teológica e na prática da política ersatz de gramática cum sgrammaticatura] o primeiro CRIMINOSTAT Fairfax, despótico asiático civil na América Latina.

Tal fenômeno é o Segundo Estado, a burocracia baseada em regra ersatz gramatical industrial mafiosa - uma bela obra cultural gramatical teológica sgrammaticatura da SOCIOLOGIA DA USP.     

Na atualidade atual, a cidade de São Paulo é a maior e a mais sistêmica força prática burocracia Fauurfax ersatz de gramática cum sgrammaticatura de espionagem do governo da CIA na América Latina. Esta é a razão do PSDB e os professores Fairfax da USP terem certeza absoluta e dizerem que jamais teremos novamente um Estado militar 1968, entre nós.                                                            

GIDDENS, Anthony. O Estado-Nação e a violência. SP: EDUSP, (1985) /2001


 POPPER, Sir Karl R. Conhecimento objetivo. São Paulo/Belo Horizonte: Ed. Universidade de São Paulo/ Itatiaia, 1975              

Um comentário:

  1. E com relação ao piloto que também é dono da aeronave e que por sua vez também proprietário do hotel onde estavam hospedadas todos os tripulantes do fatídico acidente. Pelo que sei esse piloto cujo nome não me recordo era réu num processo sobre trafico de drogas no Paraguay, segundo consta ele por ser piloto levou drogas!!! A pergunta é: Que ele estava fazendo com um ministro do STF???

    ResponderExcluir