segunda-feira, 4 de julho de 2016

DO FIM DO ROMANCE AO TRANSROMANCE


“O autor e o herói não aparecem como os componentes do todo artístico, mas como componentes da unidade transliteraria constituída pela vida psicológica e social” (Bakhtin. Estética da criação verbal. Martins Fontes: 29).
Bakhtin mostrou a lógica gramatical de sentido da partícula trans. Trata-se do deslizamento do significante de uma superfície para outra superfície em uma Banda de Moebius. O autor e o herói deslizam do todo artístico para a superfície transliteraria constituída pela vida psicológica e social. A partícula trans significa deslizamento de um fenômeno de uma superfície para outra na Banda de Moebius. É um truísmo que a forma literária romance autodissolveu. Isso é parcialmente verdade. Com efeito, a forma romance deslizou para a forma transromance.  
No 18 Brumário de Luís Bonaparte, Marx faz funcionar no texto historial significantes como tragédia histórica e comédia histórica. A tragédia e a comédia deslizaram para a superfície transliteraria historial. A estética de Marx é transestética. Porém, a estética marxista não desliza diretamente para a realidade dos fatos históricos. Ela desliza para a estética da cultura política francesa universal: transestética marxista.
A tragédia e a comédia de Marx constituem o romance do grotesco cultural político francês, e Luís Bonaparte é o herói-grotesco de tal romance. Mas como estamos em uma superfície transliteraria, então, trata-se do transromance marxista. Luís Bonaparte é o herói do transromance cultural político mundial do século XIX.
O transromance tem autor e herói como o romance. (A física geopolítica é o campo de pensamento que descobre o transromance). Mas eles são uma mesclagem de ficção e fato. O autor do transromance marxista é a ordem em tela de papel (livro) cultural política historial do capital moderno. Na física, o autor é a ordem em tela eletrônica ou digital do capital militar mundial. A física geopolítica hobbesiano do capital mostra que um objeto cultural político econômico surgiu após a II Guerra Mundial. Trata-se do capital militar com seu complexo industrial militar e a Okhrana. Os heróis do capital militar mundial são os generais americanos e os generais da OTAN. CIA, FBI, NSA, Mossad são também heróis do capital militar mundial.
Os EUA são o território original trans-subjetivo da cultura política econômica do capital militar mundial. Cinema, séries de televisão, publicidade, jogos digitais de guerra etc. são artefatos (mercadoria cultural política) industrias da cultura militar do capital que hoje a União Europeia e o Reino Unido estão reinventando. A violência é um fato, a cultura da violência, ou é um artefato eletrônico, ou um artefato digitalis. Trata-se de uma obscena cultura sexual da violência, como poderia ter dito Baudrillard.
O diretor da CIA   John Owen Brennan é o herói do transromance cujo autor é a Ordem Mundial Militar do Capital, ou então, a Ordem do Capital Militar Mundial. Tal autor cria e recria a narrativa hegemônica mundial que começa com a trans-subjetivação digital (homo digitalis) das crianças nos quatro cantos do planeta. A Ordem do Capital Militar Mundial será a Ordem do século XXI? Ela significa a Ditadura Militar Mundial. O capital civil vai se submeter a tal ordem?
O John Owen Brennan é uma pessoa? Assim como Luís Bonaparte não é uma pessoa, o   John Owen Brennan também não o é. Afinal, o que eles são?
A física geopolítica diz (prova) que eles são máquina de guerra psicopática. Luís é uma máquina política e o diretor da CIA uma máquina civil-militar da Okhrana mundial. A Okhrana é o herói da cultura cinematográfica, das séries de televisão, dos romances e da publicidade onde a cultura política econômica do capital militar ex-siste. A Okhrana significa ditadura mundial militar informacionalis (homo informacionalis).
Nos EUA e em parte da Europa, trata-se da ditadura com semblância democrática ainda. No Brasil, a crise brasileira está conduzindo o país para uma superfície ditatorial trans-subjetiva que é o reino das mais variadas espécies de máquinas de guerra. Se você é perseguido por uma máquina de guerra psicopática, no cotidiano, não tem a quem recorrer.
O campo de poder do capital militar mundial está se expandido como trans-subjetividade ditatorial e o próximo passo na periferia do capital mundial é instalar a ditadura como forma política objetiva. O campo de poder é a transdialética amigo/inimigo. O setembro de 2001 americano é o ponto inicial da montagem da transdialética atual com o terrorismo islâmico como inimigo. Mas foi o governo Bush Jr. que montou tal campo de poder mundial militar. O Iraque atual é um território trans-subjetivo da era do terror islâmico como efeito da guerra do Iraque de Bush.
O Ocidente europeu foi a guerra no século XX - duas grandes guerras mundiais. O Ocidente americano do pós-guerra é a continuação da guerra pelo capital militar mundial. Por que as massas simbólicas da civilização democrática suportam isso? Por que elas são massas trans-subjetivas da Ordem do Capital Mundial. Trata-se de massas capitalistas (cultural política econômica).  
A expansão acelerada da hegemonia do capital militar não significa a crise, irreversível, da democracia ocidental?           

                           
          

       

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