quinta-feira, 19 de novembro de 2015

SOBRE O BRASIL COLONIAL DAS MÁQUINAS DE GUERRA


A lógica da representação é homóloga a uma “fenomenologia” física tradicional das grandes “leis”, dinâmicas e quânticas, que descrevem uma realidade de evolução determinista e reversível no tempo. Ao contrário, a física das máquinas de guerra não pode ser concebida a partir da ideia de um sistema estável e ordenado. Na lógica da representação, o tempo determinista e reversível é a sua matriz simbólica moderna. Nela: “Um evento é alguma coisa que acontece num determinado ponto do espaço, e num tempo também determinado” (Hawking: 47). A física das máquinas de guerra deve ser concebida, desde o início, a partir da interseção do Real com o Imaginário. Isso significa que a máquina de guerra cria um habitat de caos e irreversibilidade através da repetição da rede de significantes, sempre diferente e lúdica, que a articula na história universal. Além disso, o objetivo da física das máquinas de guerra é alcançar a física de Einstein: “Na relatividade, não há distinção real entre as coordenadas de espaço e de tempo, assim como não há diferença real entre quaisquer duas coordenadas espaciais” (Hawking: 47).  A máquina de guerra dissolve em sua prática a lógica de sistemas estáveis pacíficos, o funcionamento determinista de um sistema individual pacífico. O estado de guerra permanente freudiano é um corolário da física das máquinas de guerra, baseado na matriz tempo-espacial da relatividade. No Ocidente, o modelo histórico para o estudo das máquinas de guerra é a sociedade dos guerreiros medievais. A era moderna é (foi) o grande evento para superar tal paradigma histórico.
Na Idade Média da sociedade dos guerreiros, a grande máquina de guerra freudiana aparece como um tipo freudo-sociológico ideal. Ela se define por sua finalidade que é o uso da violência sem limite (realização absoluta da satisfação do instinto de morte) para destruir o objeto (inimigo). Tal finalidade implica a desintegração da própria estrutura de relação de força entre tais máquinas. O fantasma da máquina é: combate (até a desintegração da relação de força, ou seja, até a destruição física do objeto). A estrutura do narcisismo da pequena diferença fornece a energia mítica narcísica para tal combate agônico.
A passagem da sociedade dos guerreiros para a sociedade de corte está na origem da era moderna no século XII. Neste século, surge a pequena máquina de guerra freudiana que se define pela realização do instinto de morte com finalidade inibida. No lugar do combate (aniquilação do objeto) entra a competição simbólica (emulação) fraternal (Ortega y Gasset: 16). O simbólico liga-se ao campo dos afetos e a violência absoluta assume a forma da agressividade cortesã. O cavaleiro medieval é substituído pela pequena máquina de guerra cortesã. Esta é o modelo do partido político moderno. A modernidade política se estabelece por uma distância estrutural relativa em relação ao Urstaat. Este é o modelo universal de qualquer grande máquina de guerra. Ele se define pelo uso absoluto da violência sem limite sobre a população, sem necessariamente ser um aparelho de Estado, concebido de um modo exato por Marx. O uso absoluto da violência sem limite é a lógica do fantasma do Urstaat que funciona como guia de qualquer máquina de guerra. No entanto, ela pode ser relativa ou inibida de um modo absoluto em sua finalidade. O fantasma do Urstaat é o significante universal que articula a história política universal, e como evento a ser evitado na sociedade primitiva.    
A máquina de guerra é um fenômeno irreversível e de auto-organização que se produz longe do equilíbrio. Ela é homóloga às “estruturas dissipativas” da vida (Prigogine & Stengers: 12). Ela é uma estrutura dissipativa – do latim dissipare (Saraiva: 385) - que funciona pela lógica da dissolução, da desintegração do objeto (=vida). Como articulação do RSI (Real/Simbólico/Imaginário), toda máquina de guerra é constituída em seu agir pela lógica da desintegração que se define pelo uso da violência sem limite, ou seja, da realização da satisfação absoluta do instinto de morte. Isto obviamente é o tipo ideal da máquina de guerra psicótica baseada na estrutura psicótica caracterizada por Freud (Freud. v. XXII: 243). No entanto, toda máquina de guerra (neurótica, perversa) tem como modelo a máquina de guerra psicótica. A lógica dela traz instabilidade, irreversibilidade e caos. A organização da sociedade (RSI) pela interseção do Real com o Imaginário (RI) tem como motor a soberania da máquina de guerra psicótica. A era stalinista e a Alemanha nazista constituem a era da soberania da máquina de guerra psicótica na política mundial.
A Segunda Guerra Mundial foi, essencialmente, a guerra entre as máquinas de guerra psicóticas stalinista e hitlerista. A lógica da megamáquina psicótica estabelece que ela deve reinar de um modo absoluto e universal. Ela é o significante senhor absoluto da história política universal (Lacan, S. 17: 28; Hegel. 1966; 119). Contudo é preciso sublinhar que existe uma distância estrutural entre o psicótico (biografia individual) e a máquina de guerra psicótica. Esta só ex-iste em função da derivação da cultura política totalitária do discurso do mestre. Se outras culturas políticas produzem máquina de guerra psicótica, elas o fazem em função de sua interseção com a cultura totalitária.
Vejam um evento histórico que me é caro, pois meu avô foi latifundiário da borracha no Acre. O engenho colonial brasileiro não foi a primeira máquina de guerra psicótica, mas foi base geosimbólica da máquina de guerra terrorista cujo significante histórico é bandeirantes:  “As bandeiras eram, por assim dizer, a ponta de lança nessa guerra permanente, ou quase permanente. Não ocorria algo diferente nos demais países ibero-americanos” (Weffort: 177,172). Na historiografia, “bandeiras” é vista com muita naturalidade como uma máquina de guerra terrorista. Podemos constatar isso no texto incomum de João Ribeiro: “Nessas bandeiras vemos figurar toda a gente, homens de todas as qualificações, índios de todas as tribos, mulheres, padres, crianças e grandes números de animais domésticos, cães, galinhas, carneiros, fora as bestas de carga. É uma cidade que viaja com os seus senhores e seus governados, nela não faltam as rixas e diferenças, mas o alvo principal e a esperança comum os põe de acordo e harmonia. De caminho, as crueldades que praticam são inauditas, os sacrifícios que exigem são terribilíssimos; os índios perdidos na floresta se lhes agregam para não sucumbir ante o caudal que passa e que tudo subverte” (Ribeiro: 191). No século XVII, as bandeiras eram constituídas por uma comunidade de neuróticos que agia como uma máquina de guerra psicótica. A bandeira é a forma mais acabada de máquina de guerra colonial nômade que está na origem da episteme política do Engenho? Elas não se definem pela relação senhor (bandeirante) escravo (índio)? elas não carregam nas costas o Engenho como fantasma do futuro (Marx)? As almas dos senhores de Engenho de cana-de-açúcar de Pernambuco não estavam presentes nas bandeiras paulistas? O leitor com formação em história não precisa se preocupar, não esqueci as entradas como a primeira máquina de guerra colonial ainda no século XVI. Oliveira Vianna é muito claro sobre estas duas máquinas de guerra colonial:
“Há, em primeiro lugar, a tradição histórica das entradas sertanistas, caçadoras infatigáveis de índios. Da caça ao selvagem passar à caça ao ouro é facílima transição. Opera-se apenas, nesse novo aspecto da belicosidade vicentista, uma modificação necessária: o clã sertanista já não é mais a horda puramente guerreira: ao lado do mameluco, figura agora o escravo: o bacamarte do sertanista caminha a par do alvião do trabalhador.
Ou seja para explorar os vieiros auríferos de Sabará: ou seja para povoar de gado os campos do Vale do S. Francisco, ou os altos platôs do Iguaçu, ou as planícies do Rio Grande do Sul, a bandeira é um fragmento do latifúndio. Destaca-se dele por uma sorte de cissiparidade. Leva consigo os elementos sociais do domínio; o senhor, os agregados, os escravos, a tropa aguerrida dos mamelucos e, quase sempre, o capelão, que oficia na igreja do senhorio” (Vianna. Populações. v. I: 75).
Vianna foi capaz de caracterizar a bandeira como a máquina de guerra nômade articulada pela junção da energia mítica narcísica em si com a energia mítica instinto de morte. A bandeira como máquina de destruição da sociedade primitiva é um truísmo da mais antiga historiografia colonial. Mas como condensação de energia narcísica em si, isso é uma ideia de Vianna: “Fixados ali, prolongam os paulistas nessas novas zonas de dispersão a sua civilização original. Como nos centros de formação, guardam nelas os mesmos desdéns pela mestiçagem, a mesma cultura aristocrática de sentimentos, as mesmas vaidades de fidalguia, o mesmo orgulho sombrio” (Idem: 94).
Até agora, a concepção de uma classe dominante aristocrática no Brasil pode ser atribuída ao credo quia absurdum da lógica do Engenho, ou como, autoengano da elite senhorial. Esta qualificava a oligarquia como aristocracia. No entanto, como contraconceito da física, o significante aristocracia significa acumulação e condensação magnífica de energia narcísica em si e das pequenas diferenças na episteme política do Engenho que articula a oligarquia como aristocracia narcísica objetiva. Ela faz laço social (sociedade aristocrática) em uma dialética com o mestiço. Trata-se da repetição, entre nós, da dialética inconsciente político ariano versus inconsciente político mestiço da história universal natural.  Isso é precisamente o contraconceito de Engenho de cana-de-açúcar. Vianna diz que o domínio rural é o centro de gravitação do mundo colonial. Ele é uma máquina de guerra psicótica: “construir fazendas, abrir currais, montar engenhos é uma sorte de psicose epidêmica, ou mania dominante” (Vianna. Populações. v. I: 59). Mas o problema da física freudiana e da contraciência política lacaniana da história do Brasil é pensar o Engenho como significante-mestre a partir da sociedade vicentista: “Em síntese: o grande domínio agrícola se erige na sociedade vicentista, como a causa e o fundamento do poder social. Nele descansa o seu prestígio a nobreza da terra. É o único viveiro da fortuna. É a condição principal da autoridade e do mando” (Idem: 60).
Caio Prado se preocupou em caracterizar o significante engenho: “O seu elemento central é o engenho, isto é, a fábrica propriamente, onde se reúnem as instalações para a manipulação da cana e o preparo do açúcar. O nome de “engenho” estendeu-se depois da fábrica para o conjunto da propriedade com suas terras e culturas: “engenho” e “propriedade canavieira” se tornaram sinônimos” (Prado Jr. 1973: 37).  Capistrano de Abreu se refere a canaviais e engenhos na capitania de Pernambuco sob o poder de Duarte Coelho. Este é o modelo da máquina de guerra freudo-nietzschiana biográfica e carismática de fusão de energia narcísica com instinto de morte: “O porto de somenos capacidade bastava ás pequenas embarcações. A vizinhança dos Tabajaras (Tupiniquins) compensava as investidas constantes dos Petiguares (Tupinambás). A energia do donatário continha a turbulência dos colonos. Nas várzeas surgiam canaviais e engenhos” (Abreu: 85). Há uma geoistória da origem do significante Brasil: “A história do Brasil no século VXI elaborou-se em trechos exíguos de Itamaracá, Pernambuco, Bahia, Santo Amaro e S. Vicente, situados nestas cento e noventa e cinco léguas de litoral” (Abreu: 84). A máquina de guerra bando (entradas primitivas) existem desde o início dos tempos coloniais: “Entradas primitivas foram as que realizaram os primeiros exploradores, como a de André Gonçalves ou Gonçalo Coelho (Vespúcio), com uma expedição mandada pelos sertões de cabo Frio (1503), outra de Martim Afonso (em 1530-31) desde a baia do Rio de Janeiro possivelmente até Minas e desde S. Vicente pelos sertões paulistas. Pouco ou quase nada se sabe do itinerário e particularidades dessas expedições”. Outras entradas aconteceram nas Margéns do Paraná em 1531 e teve a expedição de que fez parte o padre Aspicuelta Navarro em 1552, sem êxito (Ribeiro: 189, 192). No entanto, a bandeira é a forma acabada da máquina de guerra colonial que, no século VXII, articularia o significante Brasil. O engenho é a bandeira sedentária e a bandeira é o engenho nômade.                 
A guerra é significante-mestre da fundação da história brasileira que uma certa ideologia vulgar do homem cordial escondeu por algum tempo. A guerra tem presença destacada até na história econômica: “Foi este um período agitado da história brasileira. Às guerras entre colonos e indígenas acrescentaram-se logo as intestinas destes últimos, fomentadas pelos brancos e estimuladas pelo ganho que dava a venda e prisioneiros capturados na luta. De toda esta agitação eram os índios naturalmente que levavam a pior; mas nem por isso os colonos deixaram de sofrer muito. São numerosos os casos conhecidos de destruição total dos nascentes núcleos: certos setores do litoral brasileiro sofreram tanto dos ataques indígenas que nunca chegaram a se organizar normalmente” (Prado Jr. 1973: 35). A episteme política do Engenho sustenta a funcionalidade da máquina de guerra psicótica colonial como algo natural ao estado de guerra freudiano permanente. Os clans guerreiros formavam a comunidade na qual habitavam a máquina de guerra colonial:
“Este grupo é característica e privativamente paulista. Nenhum outro núcleo regional, durante o nosso passado histórico, consegue elaborar uma arregimentação guerreira, comparável à dos sertanistas de São Vicente e de São Paulo. Os primitivos vaqueiros do Norte, ao antigos colonizadores dos sertões setentrionais, para baterem o índio, ou exterminarem os quilombos, são forçados a invocar o auxílio dos caudilhos do sul. Para desafogar os vastos campos do São Francisco, do Itapicuru, do Rio Salgado ou do Parnaíba, eles, pastores intrépidos, não conseguem engenhar nada que possa ser comparado em poder destrutivo, em força guerreira, em aptidão fulminatória ao poderoso clã mameluco, organizado pelo gênio militar dos sertanistas meridionais”. (Vianna. Populações. v. I: 171). Exatamente neste ponto devemos fazer o laço entre o Engenho e a máquina de guerra colonial (entrada e bandeirante). O Engenho de cana-de-açúcar como forma acabada é posterior aos primeiros agir das entradas e bandeiras. O latifúndio paulista é o significante que antecipa o Engenho de cana-de-açúcar pernambucano (forma acabada do Engenho) na cadeia de significantes que articulam o Brasil colonial da episteme política do Engenho. O “fato histórico” Brasil colonial designa um acontecimento da história, ou seja, um elemento da cadeia da res gestae, ou equivale a um enunciado sobre a história, isto é, um elemento da historiae rerum gestarium? (Shaff: 217). A física da história do Brasil é o enunciado que mostra que o passado (máquina de guerra colônia) contém o fantasma do futuro (Engenho). O fantasma do futuro (Marx) na forma de alma do discurso do senhor do Engenho articula no mundo invisível a máquina de guerra psicótica terrorista colonial (entrada e bandeira) em uma guerra contra a sociedade primitiva e entre si. Assim acaba a distinção entre significante res gestae e significante historiae rerum gestarium. O fato histórico original é a articulação na cadeia de significantes do passado pela lógica do significante-fantasma do futuro. O significante é res gestae e historiae rerum gestarium quando ele é estrutura e fenômeno.                                  
No século XVI. “As entradas eram expedições feitas pelo colono à cata de índios para escravizar, ou ainda à busca de minas de metais e pedras preciosas de que corriam sempre notícias fantásticas (...)
Por isso frequentes vezes os governadores e capitães-mores, para aterrorizar o gentio, organizavam expedições pela terra interior, onde não era pequeno o morticínio dos selvagens. Uma dessas expedições foi a de D. Francisco de Souza ao rio Real, que fez afugentar os índios por mais de sessenta léguas, tal o terror e maldade que ia semeando pelos caminhos. Não gostavam muito os colonos deste sistema de guerra!” (Ribeiro: 177). A comunidade instituída por neuróticos (colonos) não parecia gozar - e parecia não aprovar - com as entradas máquinas de guerra psicótica. Na época colonial os intelectuais viam claramente as entradas como máquina de guerra psicótica.   Entre os cronistas coloniais, Fr. Vicente de Salvador relata uma “entrada” deste modo: “Por comprazer aos suplicantes deu o governador as licenças, que lhe pediram, para mandarem ao sertão descer índios por meio de mamelucos, os quais não iam tão desconfiados na eloquência, que não levassem muitos soldados brancos e índios confederados, e amigos, com as frexas e armas, com as quais, quando não queriam por paz e por vontade, os  traziam por guerra e por força” (Ribeiro: 178, 181).               
Da década de 1920, o Populações meridionais do Brasil´´ é o livro de ciência política não-universitária que criou um modelo historiográfico a partir do conceito cultura política. Oliveira Vianna estava sob a influência de um pensamento científico que estava ganhando terreno na cultura intelectual europeia e sendo metabolizado por uma cultura política totalitária ocidental e capitalista que iria ser a base para o surgimento, na década de 1930, da máquina de guerra alemã totalitária. Sérgio Buarque de Holanda identificou os autores totalitários que influenciaram Vianna: Gobineau, Ammon, Vacher de Lapouge, Ratzel entre outros (Holanda. 1979: 11). No terreno filosófico, Husserl pensou a crise das ciências europeias como um combate entre a filosofia do homem e a technicisation da ciência, e, mutatis mutandes, do mundo-da-vida (Husserl: 56, 140). Não posso discutir neste texto a importância crucial do La crise des sciences européennes et la phénoménologie transcendentale para o campo física das máquinas de guerra freudianas. No entanto, a fenomenologia transcendental não surge como um artefato simbólico capaz de esconjurar a dominação das máquinas de guerra na cultura intelectual, na cultura política e na história? O conceito mundo-da-vida (Lebenswelt) não seria a superfície onde a máquina de guerra freudiana não substituiria homens, mulheres e crianças no agir cotidiano e no agir político?
Na década de 1920, a máquina de guerra freudiana é o fantasma que ronda a cultura intelectual e a cultura política europeias. Filiado a formação intelectual conservadora brasileira e dono de uma vivaz imaginação científica, Oliveira Vianna bebeu na fonte do que parecia ser o futuro da humanidade. Ele sorveu grandes goles da antropologia criminal, da sociologia, da psicologia e da ciência política que produziam o território cultural do futuro subsumido à soberania da cultura política totalitária. Na estética, o Futurismo de Marinneti não anunciava o devir das máquinas de guerra? Não se tratava da estética das máquinas de guerra freudianas?
“7. Não há mais beleza senão na luta. Nada de obra-prima sem um caráter agressivo. A poesia deve ser um assalto violento contra as forças desconhecidas, para intimá-las a deitar-se diante do homem.
8. Nós estamos sobre o promontório extremo de séculos!... Para olhar para trás, no momento em que é preciso arrombar as misteriosas portas do impossível? O Tempo e o Espaço morreram ontem. Nós vivemos já no absoluto, já que nós criamos a eterna velocidade onipresente.

9. Nós queremos glorificar a guerra – única higiene do mundo – o militarismo, o patriotismo, o gesto destrutor dos anarquistas, as belas ideias que matam, e o menosprezo à mulher (Teles: 92) 

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