sexta-feira, 5 de junho de 2015

HISTÓRIA METAFÍSICA/FÍSICA DA HISTÓRIA

Comunidade da Física Freudiana 

JOSÉ PAULO BANDEIRA DA SILVEIRA 
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Comunidade da física freudiana significa um campo de pensamento pacífico para o funcionamento do discurso do físico. O campo freudiano foi o ponto de partida para a fabricação da física freudiana da história. Esta é um contracampo de pensamento na linha de força do pensamento eclético de Cícero, ST* Agostinho, Marx, Weber Freud e Habermas. Trata-se de um contracampo científico transdisciplinar. O discurso do físico trabalha com o contraconceito de episteme política e ele se constitui a partir de uma contraepisteme que sustenta o discurso do físico articulado ao inconsciente político mestiço. A física é um artefato contratotalitário.

INSTRUIR, PROPORCIONAR PRAZER/ENSINAR
“Hoje em dia as pessoas pensam que os cientistas existem para as instruir; que os poetas, os músicos, etc., existem para lhes proporcionar prazer. A ideia de que estes tenham algo para lhes ensinar não lhes ocorre” (Wittgenstein)
 Instruir pode ser transmitir ou adquirir conhecimento, informar e adestrar ou domesticar (animais). A posição do cientista na cultura política contemporânea é algo parecido com a posição de uma aristocracia que usa o saber para transmitir conhecimento? A transmissão do saber científico para as massas ocorre através da escola e da cultura industrial de massas. No Brasil, essa transmissão acaba tendo como finalidade um adestramento, uma domesticação das massas. A ideia de educação da ilustração parece ter se perdido. A finalidade era constituir uma comunidade de homens livres e normais. Tal ideia punha a educação como um artefato simbólico da cultura política com a finalidade de estabelecer a política como espaço-tempo da hegemonia. A educação (ensinar) era o caminho para a pacificação da sociedade = (civilização) em um contraponto com a barbárie = (guerra no interior da sociedade). Não era isso a modernidade política? A episteme ilustrada europeia possuía axiomas que tinham como finalidade articular a paz na política através do Estado moderno e do partido político. Estes foram concebidos como instituições (uso da violência ilimitada inibida, seja fisicamente, seja simbolicamente) para a paz em contraposição a ideia deles como aparelho. Este se define imediatamente como uso da violência sem limite na luta de classes que contaminava a sociedade inteira (Marx).
O princípio do prazer freudiano define o funcionamento da cultura em si (poetas, músicos etc.). A cultura industrial de massas tem um papel acelerador no funcionamento da cultura regida pelo princípio do prazer. A lógica da distração obedece ao princípio do prazer. A desestruturação da escola-instituição, em parte, pode ser explicada pela subsunção dela ao funcionamento dessa cultura política freudiana do prazer sem finalidade? Do que se trata realmente? O princípio do prazer é apenas fumaça e aparência, isto é, semblante por onde a energia narcísica = (mito) banha, plasma a sociedade. O fato mais extraordinário da contemporaneidade é a desarticulação entre energia narcísica e cultura da paz (hegemonia, comunidade de homens livres e normais) e a vinculação dela à cultura política da guerra freudiana que tem como significante-mestre a pulsão de morte. Este comentário ao enunciado de Wittgenstein é apenas uma leitura da física freudiana da história. Wittgenstein disse que Freud não é um pensador original. Ele acreditava, sem fundamento, que o verdadeiro gérmen da psicanálise proveio de Breuer, e não de Feud.
FÍSICA DA HISTÓRIA/CULTURA POLÍTICA ELETRÔNICA
Existe algo essencial em comum entre a física freudiana da história e a cultura política eletrônica da indústria de comunicação? Primeiro, elas são duas linguagens da sociedade, se concebermos esta como biologia (evolução da genética humana), estrutura (língua, economia, discurso do capitalista, técnica capitalista moderna) e superestrutura (cultura em si, cultura política, Estado). A indústria de comunicação existe como articulação da sociedade na medida em que ela é uma linguagem (cultura política eletrônica) constitutiva do objeto = sociedade. Mas ela não é uma linguagem conceitual; é uma linguagem fática. Mesmo assim, localiza-se na articulação da estrutura com superestrutura. A física é uma linguagem conceitual constitutiva do objeto = (contraconceito hegeliano do conceito enquanto constitutivo do objeto). Portanto, há algo em comum essencialmente entre tais linguagens. A diferença é que a indústria de comunicação funciona como uma voz (objeto a) que nem é “racional, nem “irracional”. A física funciona como a partir da razão da física que tem a sua primeira fundação antes da metafísica.
Segundo, física e cultura política eletrônica são o inconsciente político a céu aberto. A diferenciação está no fato que a física é uma linguagem-espelho da lógica do inconsciente político. Enquanto, a indústria de comunicação é a linguagem-ato. Este enunciado é inspirado no Heidegger. Quais são as consequências de tal diferenciação? No caso da guerra molecular, a indústria de comunicação a apresenta como um fenômeno a céu aberto do inconsciente político. Céu noturno habitado por entes cósmicos naturais e artificiais. Não se trata de OVNI, mas de lixo espacial que pode cair na cabeça dos indivíduos e cidades. A guerra molecular despeja o lixo espacial do inconsciente político e ela funciona pela lógica da acumulação/desacumulação. Há conjunturas que o lixo espacial da guerra molecular cai com mais intensidade ou não. Isso é ainda um enigma enquanto os meios intelectuais se recusarem a usar a física para desvendar esta realidade. No essencial, a diferenciação é a seguinte. A indústria de comunicação tem uma ligação simbiótica com a guerra molecular. A cultura política eletrônica (não sozinha) é constitutiva do funcionamento fático da guerra molecular que a faz não parar de não se inscrever no simbólico. Ela é parte da lógica acumulação/desacumulação além do fático da comunicação. A física é uma lógica conceitual constitutiva da guerra molecular que faz ela parar de não se inscrever campo simbólico, no Grande Outro. Assim ela é uma linguagem da lógica do desmoronamento da guerra molecular se a sociedade passar a ver e viver tal guerra no inconsciente político a céu aberto da física freudiana da história!     

EPISTEME METAFÍSICA/EPISTEME MODERNA
Marx pensou o fim da episteme metafísica sendo substituída pela ciência da história que tem como uma região central a crítica da economia política. Esta estabeleceu na cultura mundial a episteme capitalista e o discurso do capitalista. No entanto, Marx não pensou a história como um campo de batalha materialista e dialético entre epistemes políticas. Só a física freudiana da história faz isso depois de Heidegger! Antes de Lacan, Heidegger pensou a história como luta entre epistemes através do pensamento histórico-ontológico. Ele diz: “ Com o acabamento da meta-física, sua inessência inicia seu domínio”. A inessência é a episteme visão de mundo. O acabamento da meta-física é o fim da filo-sofia”. Ou seja, a filosofia da história hegeliana torna-se finalmente obsoleta. E “O pensamento histórico-ontológico permanece fora de toda e qualquer comparabilidade com a filosofia”. Para ficar mais claro: “A essência da visão de mundo emerge enquanto a inessência da metafísica a partir desta última, logo que sua história ganha o acabamento essencial”. A visão-de-mundo é a inessência da metafísica. Trata-se da metafísica em sua cristalização como ausência de solo e de meditação. Ela pensa em ideias, valores, e estabelecimento de finalidades. Isso tudo apenas como um meio a serviço da maquinação, cuja essência ela nunca vislumbra. Já a episteme moderna funciona como uma visão-de-mundo na cultura política moderna do século XX. Tal episteme moderna é o acabamento da história como guerra engendrada por maquinas de guerra de pensamento, pois: “junto ao qual tudo passa a depender do asseguramento da capacidade de efetivação do poder. Tudo é além disto dominado pela essência deste poder (poder como maquinação)”. O dominus da episteme moderna precisa ser explicado apesar da visão-de-mundo encontrar-se necessariamente no interior da metafísica. A explicação é que ela a desconhece e substitui a metafísica em função da incapacidade para a constância de sua verdade. Daí emerge a fuga em direção às ciências, que é o acabamento da episteme moderna. Nela, o próprio homem torna-se e esclarece-se psicologicamente. Trata-se do dominus do homo clausus na cultura política como axioma da episteme moderna (visão-de-mundo); a moral torna-se cultura política, sociologia e biologia. A batalha da visão-de-mundo em si com a episteme moderna ainda não chegou a seu acabamento: “Somente onde a metafisica mesma torna-se em meio ao seu passo derradeiro metafísica da subjetividade que é levada ao acabamento, a visão de mundo precisa resolver-se em direção à incondicionalidade e torna-se “total”. Corresponde-lhe então a completa subordinação de todas as ‘ciências’”. Talvez isso se resolva pela física nietzschiana na medida em que ela exige a “corporeidade” como fio condutor da leitura do mundo. Isso não diz: tudo deve ser pensado “biologicamente”, mas sim o “biológico” como vontade de poder. Esta concepção inclui que o ente na totalidade precisa ser experimentado e assumido como eterno retorno do mesmo. Trata-se de fazer da física da vontade de poder uma receita para a concepção da cultura política no mundo do inconsciente mestiço. O biológico como vontade de poder inscreve a luta do inconsciente político mestiço como significante que vai desbancar o dominus do inconsciente político ariano (mito) sobre a história em si. O eterno retorno do mesmo é o eterno retorno de tal luta do inconsciente mestiço no campo de batalha das epistemes em guerra. Com certeza, Heidegger é o grande físico da história do século XX, ao lado de Freud. No entanto, ele foi o primeiro “filósofo” a conceber, pelo pensamento histórico-ontológico, que a história é um campo de luta epistêmico. Esta pode ser o território das máquinas de guerra cortesãs de pensamento definidas pelo uso da violência simbólica limitada: um campo relativamente pacífico. Ou pode ser um campo de guerra das máquinas cortesã que usam sem limite a violência simbólica. Aí não há diferença em relação à grande máquina de guerra freudiana. Além disso, pode ser um campo onde o poder das grandes maquinas de guerra nietzschianas (aliadas as máquinas de guerra de pensamento) domina a substituição da episteme dominante por outra. Isso não é filosofia, é física nietzschiana da história! 

O OLHO DA NAÇÃO!
Um pais pode possuir os chamados recurso estratégicos para a grandiosidade como um território continental, a maior floresta tropical do planeta, abundância em recursos hídricos, uma população numerosa, ser a sexta ou sétima economia mundial e mesmo assim estar tomado por uma miséria larvar como nação. Como isso é possível? O primeiro aspecto aponta para a grandeza do país espiritualmente: tudo vale a pena, se a alma não é pequena! Precisamos falar então da cultura política nacional e de seus recursos evolutivos. Nunca será grande quem se engana a respeito de si próprio: se lançar permanentemente poeira aos seus próprios olhos. A cultura política é um artefato simbólico entre a cultura em si, a cultura intelectual letrada (ilustrada) e a cultura eletrônica. No caso brasileiro, ainda não dá para sentir o peso da cultura digital. Mas dá para perceber que articulando a cultura nacional, o discurso do Outro (que define o poder nacional como campo simbólico) é o discurso da cultura política eletrônica como linguagem-espelho do inconsciente político a céu aberto. Tal fenômeno constitui o povo como sujeito político imbecil (Lacan) pela repetição ad nauseam da realidade do real na cultura política eletrônica que subsume a cultura em si, a cultura intelectual e a cultura digital. A cultura eletrônica não é um modo espontâneo e inconsciente de jogar areia nos olhos da nação? não evoca o Cristo na cruz? - “Senhor, eles não sabem o que fazem! Por outro lado, o inconsciente político a céu aberto é o inconsciente da episteme do Engenho que é (sempre foi) um modo de imbecilização do povo = sujeito político.
Como a elite se comporta diante da crise brasileira do século XXI? Se o país se perdeu na crise (chegando a foraclusão dela) e pergunta para a elite qual o caminho para sair da crise, o que recebe de volta? a elite diz que vai mostrar o caminho e acompanha o país ao longo de um caminho agradável e tranquilo. E então diz: “Agora, tudo o que tens a fazer é procurar o caminho para tua casa a partir daqui”. Em algum lugar alguém já disse: “Quão difícil, penso, é ver aquilo que está mesmo à frente dos meus olhos”. Para ver, é preciso possuir uma linguagem que seja não o espelho do inconsciente político a céu aberto que cega com sua luz intensa o sujeito, que cai no abismo da escuridão. Mas de uma linguagem-pensamento que como uma árvore na Floresta Amazônica procura seu caminho para a luz que não cegue! Portanto de uma linguagem-espelho que seja poetização enquanto fundação – instauração do seer! Essa linguagem ex-iste por sua causa, conquanto é a fundação da verdade do ser, ou ela é apenas mais um semblante de discurso? 

PCPT versus BLOCO HISTÓRICO DO ENGENHO
A dialética esquerda versus direita tem sido a lógica da política brasileira desde o governo FHC da década de 1990. Mas trata-se de um simulacro de dialética, de um faz de conta de que a política é pautada, ou pela direita neoliberal, ou pela esquerda desenvolvimentista. Agora com o neoliberalismo de Dilma Roussef ficou clara o faz de conta da dialética esquerda/direita com a introdução na cultura política do partido- máquina de guerra xifópago neoliberal: PT/PSDB. No essencial, isso é um efeito da crise brasileira que contém a desintegração do bloco ideológico político que é na junção da cultura intelectual com a cultura política em si o artefato simbólico do bloco histórico epistêmico do Engenho. Tal bloco ideológico tem dois chefes em funções distintas. FHC é o intelectual hegemônico na cultura política letrada com a função de capturar para tal bloco as massas intelectuais da direita e os independentes. Lula é o Príncipe do sertão cuja função é capturar as massas da classe média intelectual que constituem uma formação política de esquerda. As universidades estatais eram o aparelho de captura dessas massas intelectuais de esquerda pelo PT. A política neoliberal do governo petista é um choque sobre tais universidades negando a elas o capital público necessário para seu funcionamento e, assim, desorganizando-as em suas atividades elementares. Isso é o principal sintoma da dissolução do bloco ideológico do capitalismo do Engenho. O outro sintoma foi o divórcio que se estabeleceu entre o PSDB (de FHC e José Serra) e as multidões da classe média (articuladas por intelectuais da cultura política digital) que na rua pediram o impeachment de Dilma Rousseff.
Frente a desintegração do bloco ideológico político ergue-se um bloco ideológico eletrônico-digital. A cultura política eletrônica (colonizando a cultura digital) parece ter planejado restaurar o bloco ideológico do Engenho através de programas da Globo News dirigidos por Mario Sérgio Conti. Roberto d’Ávila e Renata Lo Prete. D’Ávila cuida da organização ideológica dos intelectuais da direita e dos independentes; Conti e Lo Prete cuidam dos intelectuais da esquerda petista e dos partidos satélites à esquerda do bloco histórico epistêmico do Engenho. A cooptação desses partidos à esquerda pelo Sistema Globo é a prova retumbante do simulacro esquerda versus direita. D’Ávila, Conti e Lo Prete são os novos intelectuais orgânicos com função hegemônica no bloco histórico epistêmico do capitalismo do Engenho. Não é preciso dizer que a praxis do bloco ideológico da cultura política eletrônica-digital vai reorganizar a prática jornalística, em geral, do Sistema Globo e, provavelmente, do jornalismo PIP (Partido da Imprensa Petista) e de revistas ligadas à esquerda satélite do PT.     
No entanto, há uma dialética efetiva no Brasil. Trata-se da dialética PCPT versus bloco histórico epistêmico do Engenho. Este texto é um sintoma da realidade dialética do real brasileiro.  

FÍSICA DARWINIANA DA HISTÓRIA
Como brasileiro não posso deixar de lado a responsabilidade de pensar uma solução (várias) para a crise brasileira do século XXI. Como é preciso partir de algum platô, vejamos a teoria darwinista da história. Ela trabalha com três axiomas elementares: a irreversibilidade, o acontecimento e a coerência (lógica do sentido). A irreversibilidade é a quebra de simetria entre o antes e o depois. Ela se refere ao aparecimento de novas espécies às quais correspondem novos nichos ecológicos que criam novas possibilidades de evolução. O mundo despojado da irreversibilidade temporal, da distinção entre antes e depois, é um mundo onde a ciência perde toda significação. A elite como um todo (incluindo a elite intelectual) não quer aceitar que existe um antes e um depois na história econômica brasileira contemporânea. O início do antes pode ser localizado no governo Geisel quando o capitalismo dependente e associado do Engenho atingiu seu apogeu energético físico e narcísico ao qual está associado as eras FHC e Lula até 2008. O depois é a desacumulação da riqueza energética que evoca o segundo princípio da termodinâmica de Rudolf Clausius, a lei do crescimento irreversível da entropia. Trata-se de definir a história pela destruição que ela realiza das inomogeneidades que a geram, isto é de suas próprias condições de existência. A destruição da Industria moderna do Sudeste não significa o aumento da entropia como uma evolução rumo a desordem da economia brasileira. Será que não é aconselhável pensá-la (a partir do papel constitutivo dos fenômenos irreversíveis) ligada aos fenômenos de auto-organização que se produzem longe do equilíbrio macroeconômico?   Significa o aparecimento de uma nova espécie de significante. A leitura do acontecimento diz que ele não pode ser deduzido de uma lei determinista. Ele implica que o que aconteceu poderia não ter acontecido, ele remete para os possíveis históricos. Atuando no espaço do microacontecimento, a lei do insignificante é o que dá sentido à criação de novas espécies de significantes. O PCPT não é um significante insignificante? Uma coisa aparentemente insignificante pode mudar o curso da história? Toda história, toda narração implica acontecimentos, ou seja, significa que o que aconteceu poderia não ter acontecido, mas ela só tem interesse se o acontecimento for portador de sentido. A lógica do sentido é a lógica da cultura política como produção de significações na prática política. A contracultura política-web não está produzindo significações que metabolizadas como simbolização não é capaz de retirar o país da foraclusão da crise brasileira?  Qual a lógica do sentido que a política da elite (o povo segue aturdido tal sentido) está produzindo como significações. Que s história econômica do país pode retornar ao seu equilíbrio inicial que liga a história do governo Geisel à história de FHC e à história de Lula até 2008. O bloco histórico epistêmico capitalista do Engenho (através de seu bloco ideológico eletrônico) está buscando a restauração deste equilíbrio esquecendo a “lei” da irreversibilidade da história econômica. Para finalizar e acabar com esta ilusão, o bloco ideológico precisa só pensar que o neoliberalismo é a repetição diferente e lúdica do liberalismo capitalista do século XIX. Ele não é a restauração daquele equilíbrio sistêmico conceituado por Marx como a episteme capitalista liberal!
O TEMPO POLÍTICO ACABOU?
O Brasil não herdou do Marquês de Pombal a inscrição do simulacro de simulação na evolução temporal? A flecha do tempo é uma simulação de que não existe retorno do “sistema” (significante Brasil) ao estado inicial. A evolução temporal ocorre sempre no mesmo sentido. Isto é, para o equilíbrio situado em nosso futuro. Não existe retorno ao estado inicial, mas o estado inicial retorna de forma lúdica e diferente. Essa é a tradução para a física da história da concepção da história brasileira de Caio Prado Jr. No entanto, para a cultura letrada/aristocrática burguesa, a flecha do tempo ia do Brasil colonial/rural/tradicional ao Brasil industrial/urbano/moderno. Este seria o nosso futuro eterno! Assim, a elite podia dormir em paz! Será que um caos molecular na história inscreveu estruturas dissipativas que vão acabar estabelecendo as partículas (economia/política/cultura) definidas como independentes entre si? Um fluxo de correlações criado pela colizões entre as partículas podem escapar a qualquer controle concebível em termos governamentais (Estado brasileiro). No meu livro “Leitura da política brasileira (1985-1992)” já desenvolvi a hipótese do país ser tragado por uma equação de Freud-Lacan: “governar é impossível”. É impossível, pois governar é da ordem da realidade do real, da lógica fáctica que não para de não se inscrever na ordem simbólica. Essa é a única lógica conceitual para a governabilidade impossível; o resto é um investimento no imaginário brasileiro da escatológica obscena esquerda sentimental para a qual é abjeta a revolução política da classe média!
A perda da flecha do tempo talvez signifique que a política, a economia e a cultura no Brasil passam nessa conjuntura para a ordem do impossível. Parece que a totalidade do tempo deixa de ser experimentada como a dimensão previamente dada (parâmetro) de uma calculabilidade e planificação incondicionadas. De um outro platô, podemos dizer que o lugar comum de uma passagem do Teeteto de Platão - que é um axioma da episteme da metafísica - cai, irremediavelmente, no esquecimento: no discurso do mestre, o almor, junto a si mesmo, em direção a si mesmo reúne o passado (o que veio a ser) e o presente em correspondência com o futuro. Este axioma não faz mais funcionar a cultura política brasileira dominante! Então, política/economia/cultura não serão mais articuláveis (articuladas) pela lógica do sentido adquirindo um movimento incoerente. Tentativas de articular um bloco ideológico através da cultura política eletrônica já é a prova do colapso da potência da episteme capitalista do Engenho como matriz da articulação das causalidades que fazem o sistema funcionar em um espaço não-aleatório. Podemos reconhecer no seio de um mesmo ser histórico o tipo de contraste que há tanto tempo levou a distinção entre o mundo celeste – hoje podemos prever a posição que a Terra terá daqui a 5 milhões de anos – e o mundo sublunar, sede dos fenômenos meteorológicos que para nós ainda são difíceis de prever em um prazo maior que quinze dias. No Brasil, a flecha do tempo político não é da ordem do mundo sublunar? Físicos historiadores da física influenciados por Boltzmann e Bergson dizem que a física é feita para negar o tempo, reduzir o devir a repetição do mesmo. Será que esta pretensa lei da física se apoderou da história brasileira? Entre nós, a política é o espaço do simulacro de simulação. Será que o tempo político também só ex-iste entre nós como lógica do simulacro de simulação?  A cultura como um todo (inclusive o Facebook) é articulada pela lógica do simulacro de simulação? Voltamos ao século XIX que definia a atividade, em geral, pela destruição que ela realiza das inomogeneidades que a geram, isto é, pela dissolução de suas próprias condições de existência na cultura política que pode levar ao desaparecimento do significante (estrutura + sujeito) República, por exemplo. Isso é uma linha de força (probabilidade) de um processo irreversível que remete para a lógica fática da realidade do real como impossível de ser integrado ao campo simbólico. Este é o contraconceito conjuntural CRISE BRASILEIRA. No entanto como trata-se da física da história, ainda há a dialética liberdade do homem versus determinismo da estrutura dissipativa ligada à irreversibilidade do processo histórico. A ideia de estruturas de não-equilíbrio desintegrou o axioma da episteme da física moderna que assimilava o aumento da entropia à desordem molecular da sociedade/Estado. Por que os físicos teóricos brasileiros não estão debruçados sobre a história do país?  
APÓS O FIM DOS METRES-PENSADORES FRANCESES
A modernidade do século XX foi uma convergência da episteme capitalista com a episteme sexualis. Da primeira deriva a cultura política produtivista que articulou um estado de loucura planetário (Erasmo) do qual podemos fornecer alguns signos: revolução stalinista, Segunda Guerra Mundial, Pol Pot = Khmer Vermelho, Guerra Fria, ou seja, todo o totalitarismo possível (russo, alemão, asiático, latino-americano, americano). Da episteme sexualis derivou uma era de domínio do imaginário sexualis ocidental baseado no axioma de que a história universal era uma dialética entre a falocracia e a mulher-escrava submetida a ela pelo discurso da servidão voluntária. Com uma sustentação no quadro global das relações de força do discurso do mestre, esse imaginário funcionava como a cidade-fortaleza tática que a força inimiga tinha de enfrentar para combater a cidade-estratégica: o discurso do mestre e seu inconsciente político ariano.
O imaginário funcionava pelo axioma ativo (masculino) /passivo (feminino). O homem detinha o monopólio do gozo e a mulher era na história universal o grau zero do gozo. A revolução do século XX era a revolução como liberação das forças produtivas econômicas e das forças produtivas sexuais do gozo feminino. A bandeira do movimento feminino não era dar cabo do imaginário sexualis (isso só seria possível desfazendo a episteme sexualis como articuladora da cultura política freudiana), mas transformar a mulher em emblema do gozo e o gozo em emblema da sexualidade. Ai, a mulher gozaria e saberia o porquê! Na episteme sexualis, o masculino está mais próximo da lei, a feminilidade mais próxima do gozo que deve ser castrado. A lei fálica funcionaria como proibição do gozo feminino. Na história milenar, isso é sustentado pela cultura política patriarcal. A revolução feminina (isso é diferente da revolução feminista) e liberadora produziu a lenta extenuação da Lei, o gozo como forma extenuada da Lei, a Lei tornada injunção do gozo depois de ter sido proibição.
A cultura política pós-modernista transformou a revolução feminina em um simulacro de simulação de gozo feminino. Ela introduziu uma era na qual o hiperrealismo sexualis substituiria a episteme sexualis moderna. Trata-se da hipersexualidade onde o sexo é mais real que o próprio sexo como algo homólogo ao trompe-l’oeil. Incapaz de dissolver a episteme sexualis (mesmo tendo feito estragos consideráveis no imaginário sexualis) a cultura pós-modernista tornou-se um esforço de estabelecer a verdade grotesca do sexo para restaurar alguma credibilidade à episteme sexualis moderna em estado de miséria potencial. Houve um recuo tático na tentativa de desintegração da ordem sexualis moderna. Então, a sexualidade grotesca é fixada como axioma de uma episteme sexualis pós-diluviana como axioma da verdade sexual em uma época na qual o discurso do analista anunciava a possibilidade de uma nova episteme baseada no axioma: “a relação sexual não ex-iste”. A episteme sexualis pós-diluviana torna-se repetição lúdica e diferente da episteme sexualis moderna articulando a cultura política do grotesco sexual como geradora de laço social na história mundial. Assim, o século XXI teria um espaço liberado do simulacro de simulação da sexualidade. Tal laço social grotesco alcançaria a realidade do real escapando à hiper-realidade. Toda uma cultura política se ergueria a partir de tal laço social onde a vagina se transformaria no grande objeto (Das Ding, Coisa) como espelho narcísico do mundo, como assinalou Baudrillard. A energia narcísica (mito) encontraria esse desvão vaginal, mas não como o operário japonês que cheirava e olhava as moças de coxas abertas à beira da estrada, autorizado a meter o nariz e os olhos até dentro da vagina como se essa fosse um trompe-l’oeil. Aquilo seria já o grau zero do pós-modernismo?    

POUR UMA FÍSICA FOUCAULTIANA DA HISTÓRIA
As práticas histórico-culturais heideggerianas podem ser exportadas para o campo da física da história? Elas podem ser relidas como cultura política? As práticas heideggerianas constituem um background que jamais é completamente explícito, manifesto, transparente, e assim não pode ser entendida a partir de crenças do Sujeito doador de sentido. No entanto, podem estar articuladas pela lógica do sentido. Elas integram uma maneira de compreender e lidar com coisas (mercadorias), pessoas, indivíduos, instituições, aparelhos e máquinas de guerra orgânicas. O sentido existente nas práticas é uma interpretação, uma leitura. A física seria uma releitura da leitura das práticas heideggerianas. A realidade/heideggeriana é a realidade/ hermenêutica da cultura política. Há uma verdade profunda em tais práticas que a física revela através da verdade como semidito. Por exemplo, o dominus sobre o mundo-da-vida brasileira da lógica da guerra molecular! No entanto, só um Deus ex machina poderia dizer toda a verdade da realidade/hermenêutica. A verdade como semidito do inconsciente político a céu aberto só é possível de ex-istir na física da história. A cultura política eletrônica apresenta o inconsciente político a céu aberto não através da verdade (articulada pela lógica do sentido), mas como lógica fáctica niilista, ou seja, radical recusa de interpretá-la como valor, sentido e desejabilidade (Nietzsche). A cultura eletrônica trabalha nesse desvão. A cultura política em si é a prática de leitura do inconsciente político seja como prática niilista (cultura eletrônica), seja como prática do nonsense (cultura poética), seja como prática credo quia absurdum (cultura religiosa), seja como prática do simulacro de simulação (cultura pós-modernista). A física da história abre a possibilidade de uma prática de releitura do inconsciente político como contracultura política e contraepisteme. Este é o lugar do discurso do físico. O inconsciente político ariano (que tem sido o dominus da história universal) é o inconsciente do discurso do mestre. Na junção com diversos tipos de saber, o discurso do mestre fabrica a história universal como história do domínio/ sobredeterminação de um bloco histórico epistêmico sobre epistemes rebeldes em processo de constituição. Caberia o biopoder foucaultiano nessa concepção de história? O biopoder é o crescente ordenamento hiperracional da sociedade capitalista em todos os espaços da cultura política sob o pretexto de desenvolver o bem-estar dos indivíduos e populações. No século XX, o Estado do bem-estar-social é o seu sintoma-artefato, por excelência. Este Estado seria uma forma estatal mais estatal que o próprio Estado. Para a física foucaultiana, esta lógica da cultura política foucaultiana (sem dirigente visível e que captura indivíduos e populações na política mundial) tem como finalidade a reprodução da ordem capitalista mundial e o próprio aumento do poder do capital, tendo como dominus o capital fictício (oligarquia financeira mundial). A física foucaultiana não permite desvincular na física da história o inconsciente político da ideia de um inconsciente como um Deus ex machina? Como cultura política, o biopoder não é a positividade de uma prática de interpretação-gestão do inconsciente político ariano como dominus da história mundial em pleno século XX? Por que o século XXI jogou o biopoder na lata de lixo da história?    

FÍSICA ALTHUSSERIANA DA HISTÓRIA
A física althusseriana apresenta um modelo de leitura para construção da história a partir da articulação entre a cultura intelectual e a cultura política em si. Para Althusser, a história da cultura intelectual deve ser pensada como ruptura epistemológica, não simplesmente fato teórico, mas como evento histórico, como ele pontua no seu Élements d’auto-critique (pg. 24). O corte epistemológico não deve ser reduzido a uma ilusão racionalista especulativa. Não se trata de uma simples ruptura teórica no terreno da teoria, ruptura da ciência com o campo das ideologias feita pelo intelectual = homem. A ruptura envolve um sujeito-significante: a máquina de guerra de pensamento. No caso de Marx, trata-se de uma contramáquina de guerra de pensamento que combate a máquina de guerra de pensamento (Ricardo) que deu a forma mais acabada à ciência econômica burguesa: a economia política clássica. Marx fundou a crítica da economia política que seria o motor da edificação da ciência da história? Com ele, há a abertura do continente-história à ciência e a irrupção do continente-história na teoria científica (Idem: 18-19). Com efeito, trata-se da contraciência da história!
A contramáquina de pensamento é a luta de classes no terreno da teoria, ou mais exatamente, no território da junção da cultura intelectual com a cultura política que se transforma na junção da contracultura intelectual com a contracultura política. Assim o corte epistemológico não é uma ilusão. Mas ele precisa ser reconstruído como física althusseriana. Ele é o conjunto das implosões teórico-práticas no campo do pensamento dominante que funciona como campo científico na junção da cultura intelectual com a cultura política em si. Portanto, não se trata, com efeito de uma ruptura com o campo das ideologias dominantes, mas de uma ruptura com o paradigma científico (economia política clássica). No lugar da ciência econômica capitalista surge uma contraciência da história. Isso é a física da história de Marx. Esta estabelece contraconceitualmente (dialética materialista) a episteme capitalista ligada ao discurso do capitalista e à cultura política do dinheiro. O contraconceito de capital (articulado pelo contraconteito de mais-valia) é a chave para o entendimento de tal episteme.
No “Réponse a John Lewis”, Althusser estabelece o axioma elementar da contraepisteme da física althusseriana da história. Ele diz: o homem não faz a história; as massas fazem a história (pg 25). A física da história em si diz: a história universal tem sido o dominus da máquina de guerra, ou freudiana, ou nietzschiana. As massas empreendem sua luta no campo de guerra de tais máquinas.  As massas operárias fazem a história a partir de sua fusão com o marxismo de Marx (praxis histórica). A praxis define a história moderna como a experiência de substituição, na história mundial, da episteme capitalista por uma contraepisteme socialista. De fato, a política mundial no século XX existiu como um confronto agônico entre a episteme totalitária socialista (stalinismo) e a episteme capitalista, com a derrota inevitável e completa daquela! O erro da física althusseriana é pensar que a história possa ser definida pela tomada do poder político como poder de Estado (pg 25) pelo Movimento Comunista. Ao contrário, a luta entre a episteme e a contraepisteme só acaba favoravelmente a esta se a praxis (fusão da física da história com as massas) tomar o poder político como poder simbólico, ou mais precisamente poder epistêmico. Isso só ocorrerá com a substituição do bloco histórico epistêmico capitalista por um bloco histórico contraepistêmico na política mundial. A luta de classes não define mais a praxis histórica: a luta de classe não está mais no centro da política mundial. Assim, quais massas do século XXI podem se articular com a física da história no continente-história?

NIILISMO/CULTURA POLÍTICA METAFÍSICA/FÍSICA
A partir da fundação do Ocidente, parece razoável pensar que a cultura intelectual (metafísica) adquiriu uma certa hegemonia sobre a cultura política em si. Também é razoável pensar (com Nietzsche) que o freudismo é o último grande artefato da metafísica. Trata-se da soberania do homo sexualis e do homo clausus (do recalque e do inconsciente freudiano) sobre a cultura política ocidental em uma época na qual o Ocidente se impôs na história mundial. A cultura política freudiana seria parte do processo de secularização do mundo como desencantamento da vida outrora regida pela cultura aristocrática da sedução, do desafio e do ritual. A cultura freudiana pôs o homem comum no centro da cultura política se tornando a metafísica que desbancou a cultura aristocrática. A cultura freudiana substitui a história aristocrática pela história do homem comum em uma época na qual o significante massa torna-se o centro tático da cultura política: democracia de massa. Paralelamente, como vontade de potência, o niilismo foi a força desagregadora da cultura aristocrática que a sociedade burguesa tentou, em vão, imitar. Mas o niilismo desfaz o axioma da metafísica sexualis platônica-freudiana (como laço social) que sustentava a hegemonia da cultura intelectual sobre a cultura política. Platão diz que a filosofia seria uma espécie de pulsão sexual procriadora de cultura política. O século XX é Platão cum Freud com a psicanálise no lugar da filosofia!  
 A partir da era pós-modernista, a cultura política freudiana (como bloco ideológico epistêmico) seria desbancada pela cultura do simulacro (Trugbild) do sentido, da objetividade e da subjetividade. Tal cultura pós-modernista denunciaria o freudismo como uma cultura política derivada da episteme capitalista. A lógica sexualis seria uma continuação por outros meios (o da soberania do individualismo do homo clausus da psicologia do indivíduo) da lógica do processo de produção capitalista da mais-valia relativa. Nesta, a ciência (Técnica como maquinalização da cultura política capitalista) é uma força produtiva (a serviço do gozo do capital) ao lado do trabalho manual na produção da riqueza mundial. Daí a ilusão de Althusser de que a psicanálise é uma ciência. Seria, então, uma ciência do gozo do capital!
A cultura pós-modernista é o apogeu intelectual da cultura política niilista. Ela é uma aliada infame da cultura niilista na subversão da hegemonia da cultura intelectual sobre a cultura política. Mas o verdadeiro aliado do niilismo é a cultura política eletrônica. Esta tornou-se o cemitério de qualquer linguagem metafísica. Ela é a cultura política niilista que - 24 horas por dia ininterruptas durante os 7 dias da semana –, ou joga na lata de lixo cultural a lógica do sentido, ou faz um simulacro de simulação de laço social pelo simulacro do sentido, da objetividade e da subjetividade. Assim, ela torna-se a vontade de potência de apresentar a realidade (o concreto da vida humana) por um fundo de insignificância da existência - põe e repõe a emoção insignificante no lugar da emoção significada. O domínio da cultura eletrônica significa uma subversão do sistema de valores através da afirmação ad nauseam (por meios de imagens e palavras) de que o valor não existe. Em um mundo dominado pelo valor de troca que instaura a sociedade capitalista segunda a lógica da hierarquia de valores sociais como Coisa (fetichismo da mercadoria), a cultura niilista eletrônica diz: não existe sistema de valores; não existe superior e inferior (hierarquia = valor do mundo); a burguesia não é uma aristocracia, portanto, ela não é superior; o trabalhador é um homem livre, ou seja, não é um escravo moderno, não é um ser inferior. O problema é que o trabalhador se sente inferior e se rebela contra ISSO: revolução social! No século XXI, o trabalho passou a crer na cultura niilista eletrônica? Esta não é o eterno retorno do mesmo (mito)? (os axiomas da cultura eletrônica são mitológicos). Ela faz retornar (em uma forma lúdica e diferente) o mito como significante que rege a história universal desde a civilização arcaica. Claro que o mito não é apenas uma simples narrativa antropológica. Ele é a energia (pulsão de morte e narcisismo) que está na fundação da história universal, desde a civilização arcaica. Ele é também a narrativa de si como energia. A cultura niilista faz a história universal voltar para o seu verdadeiro início (o da história da civilização arcaica) - com o fim da hegemonia da metafísica sobre a cultura política mitológica. Tal evento tornou possível a fundação de um novo início (no século XXI) no qual a cultura intelectual desafia - em uma empreitada agônica de risco e sedução – a soberania da cultura política niilista eletrônica sobre a história mundial - início da física da história. Passagem do mito para a história!                    
                                                                                                        

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